terça-feira, 10 de novembro de 2015

Música na Igreja 1 - Arte com uma função.

A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.” (Colossenses 3.16). 

Para que serve a música na Igreja? Como encaixar esta música nos serviços de culto? É apenas uma performance, um enfeite ou algo para amenizar o conteúdo da mensagem,  ou para diversão de quem a ouve ou executa?  A música sensibiliza e atrai. Trabalha na emoção, mas música na igreja é um meio e não um fim nela mesmo.  É uma música funcional. Não é arte pela arte. É Arte com uma função. 

É  para Culto, Adoração, Glorificação e Louvor ao Deus - Pai, Deus- Filho e Deus - Espírito Santo.  É para ensino, edificação e crescimento cristão. É para consolo, conforto, testemunho, evangelização e proclamação da Palavra de Deus. Cumpre uma missão, que é dar vida aos textos bíblicos ou poéticos que servirão para reafirmar princípios bíblicos, doutrinas  direção na vida cristã, complemento  e auxiliar na fixação do conteúdo da mensagem falada.  Música na igreja é ministério e não palco, e culto não é o momento para demonstração de performances, ou atuações as mais variadas e em muitas ocasiões desconexas.  

Quando cantamos estamos orando junto, dizendo ao Senhor das nossas necessidades e tribulações. Também dizemos ao Senhor do nosso amor por Ele, mas nossos cantos  precisam também falar ao coração do irmão, testemunhando do poder do seu amor. Cantos de comunhão, que falem sobre as nossas diferenças e ao mesmo tempo mostrem que o que nos une é mais forte do que o que nos separa. Somos diversos, mas o Espírito Santo que nos chamou para a Salvação e para a boa obra é o mesmo. Este Espírito de Deus é que nos une em amor.  E onde o Espírito de Deus habita, há amor, bondade, domínio próprio, paz, paciência, alegria, fidelidade, amabilidade. (Gálatas 5. 22 e 23?).

"Só o homem crucificado pode pregar a cruz". Disse Tomé: "A menos que eu veja em suas mãos o sinal dos cravos... não crerei". O Dr. Parker de Londres, disse que o que Tomé disse acerca de Cristo, o mundo hoje está dizendo a respeito da igreja. E o mundo também está dizendo a cada pregador: A menos que eu veja em tuas mãos as marcas dos cravos, não crerei. “(Stott – no livro A Cruz de Cristo) 

Só o homem que morreu com Cristo, pode pregar sobre esta Cruz.  Precisamos ter cuidado para não esquecer o porquê de estarmos servindo ao Senhor Deus com esta ferramenta -  música. É a percepção do seu amor que nos faz olhar para a sua cruz, e seguir alegres com esta certeza pessoal: "Eu sei que o meu Redentor vive”

Cantemos a  Redenção do homem realizada na Cruz de Cristo. Cantemos este amor que nos faz irmãos, cantemos sobre Jesus e seu maravilhoso olhar e perdão, sua verdade, seus ensinamentos, sua justiça, suas leis e seu caminho que é o único para a Salvação. Cantemos sobre a presença do doce Espírito Santo que nos guia em toda a verdade, que nos constrange chamando cada ser humano para uma nova vida. 

Westh Ney Rodrigues Luz - profª de Gestão de Música Eclesiástica na FABAT/Seminário do Sul

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