quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cenas do cotidiano da minha cidade - Rio

Moro em uma cidade de quase 7 milhões de pessoas. Transito entre três bairros onde juntos somam cerca de 350 mil moradores. Uso duas cooperativas de táxi onde as atendentes sabem onde moro, conhecem meu endereço e sabem os lugares que circulo.
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Outro dia pelo som da minha voz uma delas me perguntou se eu estava bem. Respondi-lhe afirmativamente, mas ela intuiu que eu não estava bem e se preocupou. Hoje uma das moças me chamou afetuosamente de querida. Isto nunca aconteceu em mais de cinco anos. Bem, outro dia sem querer, depois de dizer o meu trajeto me despedi com beijos. Será que foi por isto? Falam corretamente meu nome de forma acolhedora, o que não é muito fácil e nem comum.
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Hoje o taxista não deixou que começássemos a dar nosso endereço. Disse logo que nos conhecia e que já tinha nos levado para casa. Simpaticamente nos trouxe para nosso cantinho acolhedor neste bairro que não silencia.
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Meu relógio marcava 22h50, sentia frio, pois peguei um pouco de chuva,  com fome e cansada, mas feliz por ter terminado minhas aulas escutando  a Paixão Segundo S. Matheus de Bach com meus amados alunos do Seminário Do Sul de olhos brilhantes e sorrisos largos além de ter lido um poema de Gregório de Matos.
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Marcelo Leiroz calmo, mas cansado, pois tinha feito lindas jogadas no futebol sagrado das terças tentava me aquecer.
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Despedimos do taxista como sempre, desejando uma boa noite e bênçãos de Deus sobre ele. Agradeceu e seguiu. O porteiro da noite nos saudou efusivamente abrindo o portão pessoalmente.
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É... o lugar onde vivo parece muito grande, mas não é, porque nós que aqui moramos sabemos que a delicadeza e o respeito encurtam as distâncias e descansam nossos corações e mentes.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sofrimento e crescimento, Pr. Luiz Sayão

A mensagem de ontem na Capela do Seminário do Sul  - STBSB/FABAT, no Rio de Janeiro , 16/04/2014 foi baseada na experiência e na Canção do músico Asafe no Salmo 73. Pr. Luiz Sayão é o diretor geral desta instituição.

Depois da Capela voltei para as aulas e impressionante foi ver os alunos comentando a palavra dele. Cada um lembrava de uma frase. A Luiza (Ji) conseguiu guardar uma delas e já vi aqui pela internet outros citando a frase: "A alma só deixa de ficar doente, quando sente saudade de Deus" 
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Sayão foi lendo o Salmo 73 e com seu jeito peculiar de falar e de ser, foi trazendo luz sobre o texto. Para mim, tem sido difícil anotar tudo. Ele não repete nenhuma frase. É impressionante e algumas colocações, umas frases eu queria ouvir de novo e anotar...
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Falou sobre a Teologia do Lamento. 
Falou sobre a dinâmica, o deslocamento psicológico do Salmo: 
1º ele percebe o ímpio que tudo tem e possui(inveja) ; 
2º ele enxerga só ele mesmo e com muita comiseração; 
3º ele vê o ímpio e por fim na 
4ª vez enxerga Deus e então percebe pela primeira vez como ele precisa ter a autêntica vontade de mudar. 
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O olhar de inveja atrapalhava a sua visão:
“o mundo é dos espertos, não vale a pena ser limpo, honesto, justo, não vale estudar no Seminário, estudar teologia, não vale a pena igreja...” 
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Crescemos quando podemos olhar em volta com o coração. Lembre-se que mesmo na crise, Deus não te abandonou. Depois da crise profunda e intensa, você poderá conhecer Deus.
Este Salmo 73 é uma poesia que é cantada no culto, ele é lido ensinando e falando coisas que não gostaríamos de ouvir. O texto diz como o Salmista olhou para sua vida e começou a comparar com a vida dos outros, se achando inferior. E o pior de tudo, pensa ele - os outros ainda “batem palma”! “Tem gente que está na fase do limão” onde só se ouve reclamação.
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Deus trabalha conosco no quem mais nos incomoda. Quando a crise nos atinge e enxergamos Deus podemos então sentir vergonha do que pensamos, da revolta que sentimos. Ele, Asafe, enxerga a realidade Deus depois da crise forte que atingiu o seu coração.
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Quais os seus valores? O que perturba o seu coração? Onde está o centro de sustentação do teu ser? Trajetória bem sucedida, atributos físicos não podem nos sustentar o tempo todo. Ninguém desenvolve uma verdadeira espiritualidade, uma comunhão com Deus sem ter passado e aprendido dentro da crise. Acontece ao final a cura da revolta que acontece pelo poder de Deus se transforma em proclamação.
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Ao final depois de ser trabalhado, depois de enxergar o ímpio, ele mesmo e o Senhor ele decide - “vou contar pra todo mundo” - Proclamarei todos os teus feitos Senhor, no versículo 28: “Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras.”
Troque a sua lente por uma lente nova.