sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Música na Igreja 2

Jovens preparados para servir ao seu Senhor com música na Igreja - part 2
Westh Ney Rodrigues Luz

Gente, recebi de um amigo esta pérola:

“Em uma loja de fotocópia ouvi o seguinte diálogo:
- E aí, continua com muito louvor a sua igreja?
- Cada vez mais. A gente quase não tem mais a Palavra.

Músicos na igreja sem Bíblia, sem conhecimento da Palavra de Deus, não tem sentido algum. É um desastre. Causam grandes problemas, pois com as emoções a flor da pele e princípios baseados em achismos ou gostos pessoais podem causar divisão, contendas e não união, comunhão.

Muitas pessoas hoje congregam em uma igreja sem saber quais as suas doutrinas. O conteúdo teológico e até doutrinário é ensinado pelas canções, cantos (hinos ou cânticos) que são veiculados pelas rádios chamadas evangélicas, que promovem cantores que são indicados pelas gravadoras, que os transformam em ícones ou ídolos, promovendo shows.

Há uma confusão reinante, pois citou Deus, fé, cruz, fogo vivificador, chuvas e alguns outros símbolos que estão na Bíblia, se os termos bíblicos estão presentes, então é digno de estar sendo cantado no culto, independente da denominação, da igreja. E muitos sem conhecimento das suas doutrinas querem empurrar ou fazer o mesmo em cultos nas suas igrejas locais. Não estou falando de jovens. Estou falando de todos que fazem assim independentes da idade.

Tocou na rádio chamada evangélica, apareceu na TV em cultos-shows, achamos que seria bom para a nossa igreja. Tem coisa para ouvir, ficar feliz, alegre, mas nem tudo serve para um culto público. Nem tudo serve para a sua igreja ou mesmo denominação. Ah, Westh Ney, mas está na Bíblia...

Gente, muitas vezes o que está lá é pinçado, selecionado, desprezando o contexto onde está inserido e que convém para quem está gravando, para o conceito ou ideologia que está por trás das músicas sacras (populares ou não).

Como é a sua Igreja? É uma Igreja Batista?
Bem, então você tem uma declaração doutrinária que ela, a igreja segue. Você conhece a declaração doutrinária da Igreja Batista?

Vou citar um pouco dela:
Nós, os batistas, dizemos e apregoamaos que somos fiéis às Escrituras. Só faz parte da comunidade, quem é convertido pelo Espírito Santo de Deus e é batizado por imersão. As igrejas batistas são livres, cooperando voluntariamente umas com as outras, mas sem um poder central.

Os batistas trabalham no Brasil e no mundo com missões, evangelismo, educação teológica, religiosa e secular e ação social. As igrejas são agrupadas por bairros próximos, estados e reunidas em associações regionais, convenções estaduais e nacionais, como forma de melhor organização e apoio umas às outras.

As resoluções destas convenções não exercem autoridade sobre nenhuma delas, funcionando apenas como sugestões ou apelos. Nós, segundo a nossa declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, acreditamos que:

1º) A Bíblia Sagrada é a única regra de fé e conduta;
2º) A igreja é uma comunidade local democrática e autônoma, formada de
pessoas regeneradas e biblicamente batizadas;

3º) Defendemos a separação entre igreja e estado;
4º) Devemos ter absoluta liberdade de consciência;
5º) Todos são responsáveis individualmente diante de Deus;[i]

Citei só alguns princípios, mas quero ressaltar, destacar que só a Bíblia é quem regula a fé Batista, pois seus princípios registram a revelação que Deus fez em linguagem humana e sua interpretação sempre deverá ser trazida à luz da pessoa de Jesus Cristo e dos seus ensinos.

Sua igreja é assim?
Os cantos que ela entoar devem refletir isto. Se assim não for, fica sem sentido cantar por cantar. Cantar algo que não se acredita.

continua.

Música na Igreja 3

Jovens preparados para servir ao seu Senhor com música na Igreja - final

continuação...

Bem, então o que será que devemos cantar? Cantar a Palavra. A Palavra de Deus. Como saber, como escolher? Quem é a congregação da minha igreja? O que eles estão precisando aprender? Este canto (hino e cântico) é doutrinariamente correto?
As doutrinas estão corretas segundo a confissão da minha igreja? As verdades são bíblicas? Tem erros teológicos? Como é a teologia do culto? O português está correto? È bom literariamente? Que linguagens poéticas ou figuras de linguagem são usadas? Elas ajudam ou estão prejudicando a comunicação? É bonito, fácil de cantar, é clara a letra?

Puxa, quantas perguntas não? É gente, cantar no culto cristão, não é brincadeira, não. Cantar na igreja, no culto coletivo é mais sério do que vocês possam imaginar.

Com nossos cantos ensinamos, doutrinamos, consolamos, proclamamos as verdades de Deus e sua Palavra. Quando cantamos estamos orando junto, dizendo ao Senhor das nossas necessidades e tribulações. Também dizemos ao Senhor do nosso amor por ele. Quando um grupo entende e sente assim, pode ajudar e levar todo o povo a fazer o mesmo.

Os cantos não podem ser só diretamente também falando a Deus ou Cristo. Eles precisam também falar ao coração do irmão, testemunhando do poder do seu amor. Cantos de comunhão, que falem sobre as nossas diferenças e ao mesmo tempo mostrem que o que nos une é mais forte do que o que nos separa. Somos diversos, mas o Espírito Santo que nos chamou para a Salvação e para a boa obra é o mesmo. Este Espírito de Deus é que nos une em amor. E onde o Espírito de Deus habita, há amor, bondade, domínio próprio, paz, paciência, alegria, fidelidade, amabilidade. (lembram do fruto do Espírito em Gálatas 5. 22 e 23?).

Que maravilha pertencer a uma comunidade que canta assim! Com entendimento, com emoção, com clareza, com fé, com justiça. Justiça?

Sim, pois uma igreja é também uma família e quando pensamos assim não podemos desprezar todos os membros da mesma. O que todos gostam de cantar? O que sabem de cor e que já cantaram durante muitos anos e que faz parte de toda a sua História eclesiástica? Sabe, quando fazemos um almoço de família não podemos excluir o vovô ou o irmãozinho nenenzinho, pois não será um almoço de família, não é mesmo?

Deve ser assim também na Igreja. Não podemos em um culto coletivo, para toda a Igreja, selecionar ou premiar só um segmento. Precisamos pensar equilibradamente. Precisamos selecionar os cantos pensando em toda a família cristã reunida para a adoração. Não é tão difícil como parece.

Ore, conheça a sua igreja, ame todos sem distinção. Pense na importância de todos cantarem, até aqueles que quase não enxergam, que cantam de cor por isto, mas que estão lá no culto desejando entoar suas canções preferidas, querendo cantar a plenos pulmões as verdades de Deus e seu grandioso e maravilhoso amor.

Vamos cantar a Redenção do homem realizada na Cruz de Cristo.

Cantemos este amor que nos faz irmãos, cantemos sobre Jesus e seu maravilhoso olhar e perdão, seus ensinamentos, sua verdade, sua justiça, suas leis e seu caminho que não é tão fácil, mas é o único para a Salvação.

Cantemos sobre a presença do doce Espírito Santo que nos guia em toda a verdade, que nos constrange chamando cada ser humano para uma nova vida.

Jovem, que a Graça maravilhosa de Jesus esteja sobre sua vida para guardá-la de todo o mal, ensinando e guiando você para um caminho mais excelente. Não deu para falar sobre culto, ministério, louvor, adoração...
Continuaremos em outro número da revista
Paz de Deus para todos!

Westh Ney Rodrigues Luz - É profª. do Seminário do Sul/STBSB de História da Música, Gestão de música na Igreja e Culto cristão e membro da Igreja Batista Itacuruçá, Tijuca/RJ.
..............


PESQUISE MAIS:

1. Alguns links:
http://blogdawesth.blogspot.com/
http://www.batistas.org.br/miolo.php?canal=134&sub=585&c=&d=1
http://www.transmundial.com.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=104
http://www.pibrj.org.br/musica/partituras.html
www.musicaeadoracao.com.br/ministerio/index.htm
http://www.jorgecamargo.com.br
http://www.crerepensar.com.br/
http://www.carlossider.com.br/
http://www.cifranet.org/


2. Alguns livros:

BAGGIO, Sandro. Revolucão na música gospel – um avivamento musical em nossos dias.SP: Exodus, 1997, 196p.
BASDEN, Paul. Estilos de louvor. SP:Mundo Cristão,2000.190p
FREDERICO, Denise Cordeiro de Souza. Cantos para o culto cristão. São Leopoldo: Sinodal,1997.414p
HUSTAD, Donald P. Jubilate ! a música na igreja. São Paulo: Vida Nova,1986.310 p.
LUZ, Westh Ney e GUSMÃO, Leila. Culto Cristão – contemplação e comunhão. RJ:JUERP, 2003.204p.
MC COMMON, Paul. A música na Bíblia. Rio de Janeiro:Juerp,1963. 147 p.
SHEDD, Russel P. Adoração Bíblica. São Paulo: Vida Nova,1987. 170 p.
SILVA, Mauro Clementino. Cultos e panacéias. Curitiba: Mauro C Silva, 1966.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Agenda do Coro na Bagagem

Dia 11/11, capela do seminário do Sul, 20h15 - Rua José Higino 416, Tijuca, Rio

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Dia 11/10, sábado - Oficinas e culto de gratidão 4º ano aniversário) - Igreja Batista em Mariléa, Rio das Ostras, RJ
1. Oficinas, 14h: Canto, Regência, Musicalização infantil p/ líderes e Liturgia (direção de culto/culto cristao)
2. Coro na Bagagem, 19h30min (culto )

Nesta igreja está o seminarista Renato Farias, 4º ano, que dirige a orquestra de São João e que ao final deste ano será ordenado e consagrado ao Ministério da Música para esta mesma igreja.

Notem o detalhe:
Uma igreja nova, com cerca de 200 membros,convida um seminarista de 4º ano para ser seu ministro de música. Acho ele que está lá há cerca de 3 meses. Este jovem está noivo e casa em dezembro. A igreja o acolheu e apoia este ministério trazendo para si mais este encargo.
Estão notando minhas colocações?
Como parte da programação de aniversário a igreja faz uma programação musical para festivamente comemorar.

Estes exemplos e outros de consagração de novos ministros, de convites de Igreja que surgem, trazem ares de esperança e renovação para mim. Deus seja sempre engrandecido por meio de todos os que cantam, tocam, ensinam, lideram e dirigem a música nas Igrejas batistas do Brasil abs
westh ney

sábado, 25 de outubro de 2008

Igrejas e arquitetura

Vendo algumas das igrejas de JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS dos Mórmons percebo como eles valorizam seu projeto paisagístico, em harmonia completa com a arquitetura do prédio, dá vontade de entrar e usufruir da paisagem. Provocam uma certa calma contemplativa.

Ao contrário de muitas igrejas batistas onde seus jardins -- se é que podemos chamar de jardins, parecem ter sido feitos às sobras de um espaço do tipo NÃO SABEMOS O QUE COLOCAR ALI, COLOCAREMOS UMAS FLORES. Conheço igrejas onde foram arrancadas árvores para se construirem um grande ginásio poliesportivo chamados pretensamente de igrejas. Não sou ecochato mas perde-se uma grande oportunidade de compor a paisagem e dar um conforto físico e visual para seus frequentadores. A sanha de crescimento físico no famoso troca-troca da qualidade pela quantidade, acaba também com qualquer espaço oxigenado nas igrejas.

Uma outra característica bela nas igrejas DOS SANTOS é a ausência de poluição visual. Aqueles famosos painéis ou banners, sonho de consumo dos pastores, criados por um comichão habacucado na liderança da igreja em "fazer-se ver para a comunidade" são tristes e penso que a comunidade, pelo menos alguns, querem mais é esquecer aquelas coisas terríveis que maculam a paisagem do bairro.

Aí vai uma mea culpa: fiz um painel daqueles e me arrependo grandemente.

Nós, os Batistas, temos muito boas coisas para ensinar para esse povo e também temos muitas para aprender com eles.

do Blog Genodrops, por Marcelo Leiroz, propagandista das verdades do coração e passageiro do contra-fluxo.

Bibliografia - Historia da Teologia latino-americana

Manoel Ribeiro de Moraes Junior sugere esta bibliografia, em princípio, básica para quem quer começar a estudar sobre Historia da Teologia latino-americana.

ASSMANN, H. (Ed.). René Girard com teólogos da libertação. Um diálogo sobre ídolos e sacrifícios. Petrópolis, Vozes, 1991.
AZZI, R Do Bom Jesus Sofredor ao Cristo Libertador. Brasília, SER - Editora Rumos, 1992.
BOFF, L. Jesus Cristo Libertador. Petrópolis – RJ: Vozes, 1972.
_____, L. et alii. Quem é Jesus Cristo no Brasil ? São Paulo, ASTE, 1974.
COMBLIN, J. Jesus Cristo e sua missão. São Paulo, Paulinas,1983.
DRI, R A utopia de Jesus. São Paulo, Ícone, 1986.
DUSSEL, E. Teologia da Libertação. Um panorama de seu desenvolvimento.Vozes.
ECHEGARAY, H. A prática de Jesus. Petrópolis – RJ: Vozes, 1982.
FERRARO, B. Cristologia em tempos de ídolos e sacrifícios. São Paulo, Paulinas, 1993.
_______ . Encarnação, questão de gênero? São Paulo, Paulus, 2004.
LIBANIO, J. B. Sempre Jesus. A caminho do novo milênio. São Paulo, Paulinas, 1998.
________ Panorama da teologia da América Latina nos últimos anos, Texto da Revista Eletrônica de Teologia RELAT, www.servicioskoinonia.org , p. 37, em 2002.
RICHARD, P. O homem Jesus. São Paulo, Moderna, 1992.
SANDES, L. Jesus, o libertador. São Leopoldo-RS, Sinodal, 1986.
SEGUNDO, J. L. A história perdida e recuperada de Jesus de Nazaré. Dos sinóticos a Paulo. São Paulo: Paulus, 1997.
________. El hombre de hoy ante Jesus de Nazaret. 3 vols. Madrid: Cristiandad, 1982.
SOBRINO, J. Cristologia desde América latina. Esbozo a partir del seguimento de Jesús histórico. México: CRT, 1977, 2ª. Ed.
________. A fé no Filho de Deus de um povo crucificado. Concilium 173, 1982/3.
________. Jesus na América latina. Seu significado para a fé e a cristologia. SP, Loyola, 1985.
________. Jesus, o libertador. I – A história de Jesus de Nazaré. Petrópolis-RJ, Vozes, 1994.
SOUZA, Ney de (Org.). Temas de Teologia Latino-Americana. Paulinas.
SUNG, JUNG MO – Economia e Religião: Desafios para o Cristianismo no século XXI. Introdução, p.2. Texto retirado da Revista RELAT no site www.servicioskoinonia.org/relat
TEPEDINO, A. As discípulas de Jesus. Petrópolis, Vozes, 1990.
VV.AA. A redescoberta de Jesus. Concilium No. 269, 1997/1.
_____ . Jésus et la libération en Amérique latine. Paris : Desclée, 1986.
_____. Jesus Cristo – Vocação comprometida com o Reino. SP: Clai/I.Metodist/Unimep, 1982.

Manoel Ribeiro de Moraes Junior - Diretor Acadêmico do Seminário Equatorial, Pará - ver curriculo Lattes

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Talentos Alemães - recitais de órgão

No Rio, em novembro: Theo Brandmüller e Wolfgang Kleber.

• Theo Brandmüller, dia 2/11, domingo às 12h30 horas - comemoração ao centenário de nascimento do compositor Olivier Messiaen.
Local: Igreja da Irmandade da Santa Cruz dos Militares, Rua Primeiro de Março 36, Praça XV, Rio de Janeiro, próxima ao Centro Cultural do Banco do Brasil.
Esta é uma das mais belas igrejas desta cidade e cuja inauguração, em 1811, contou com a presença do Príncipe Regente D. João. A Igreja é um dos exemplos mais vivos do "barroco mineiro", sendo os trabalhos de entalhe das paredes laterais do altar-mor ricas obras em
talha do genial mestre Valentim.

• Wolfgang Kleber, dia 15/11, sábado, às 18h, na Igreja Luterana Martin Luther, situada à Rua Carlos Sampaio 251 na Praça da Cruz Vermelha.
O programa constará exclusivamente de obras de compositores alemães: Bach, Karg-Elert e Max Reger e será executado em um instrumento que é considerado uma jóia rara na cidade do Rio de Janeiro: um órgão de fabricação alemã da firma Walcker, reconhecida internacionalmente pela fabricação de instrumentos de qualidade e sonoridade ímpar.

Os dois concertos têm entrada franca.
realização: Instituto Goethe e o Instituto de Cultura e Arte Organística.
Outras informações www.arteorganistica.org.br

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Qual a função de um regente coral?

Eduardo Lakschevitz, diz em um artigo seu que está à disposição no site da Oficina coral que

" ... a idéia de transmissão de mensagens do regente para seu grupo soma-se à capacidade de liderança como a principal função do regente.

Em O ócio criativo, texto no qual procura mostrar o fim da sociedade industrial e início de uma nova era dita pós-moderna, Domenico de Masi (2000) apregoa uma mudança radical nas relações de trabalho. A figura do gerente como supervisor do processo criativo não seria mais necessária uma vez que, através de uma série de mudanças que já podemos perceber em nossa sociedade, o próprio executor do trabalho seria capaz de fazê-lo diretamente, cortando, assim, pelo menos uma camada hierárquica nas instituições. De todos os focos de resistência a esse processo de mudança, um dos mais fortes seria o corporativismo. Seguindo o autor, gerentes não abrirão mão facilmente de seus postos, mesmo cientes de sua potencial inutilidade (Masi,1999).

Se imaginarmos a situação acima no microcosmo de um grupo coral, onde o regente se equipara ao gerente descrito, poderemos chegar a uma ótica mais aproximada da função real do regente. Perceberemos que este deve se esforçar constantemente para identificar quais de seus procedimentos são absolutamente necessários no exercício de sua liderança, tornando, assim, sua presença um fator imprescindível ao funcionamento de sua comunidade, o coro. É a atitude oposta ao abuso de autoridade.

“O melhor regente é o não-regente”, costuma dizer o Prof. Gary Hill7 aos seus alunos de regência, que, num primeiro momento, recebem a informação com um misto de indagação e até mesmo espanto. “O regente nunca é neutro: ele necessariamente está ajudando ou atrapalhando a produção da boa música”, continua ele, insistindo na importância da liderança. “Qualquer gesto seu, voluntário ou não, tem grande influência no produto final”.

Durante os concertos do III Simpósio da IFCM (International Federation for Choral Music), acontecido em Vancouver, Canadá, em 1993, chamou-me a atenção o grande número de coros cujos regentes pareciam cautelosos quanto aos “excessos” de sua atividade. Alguns até mesmo retiravam-se da frente de seu grupo, evitando, assim, quaisquer tipos de movimentos supérfluos."

Leia mais em http://www.oficinacoral.org.br/ , no site entre em CANTADOR e depois em artigos.


*Eduardo Lakschevitz - mestre em Regência Coral pela Universidade de Missouri-Kansas City (EUA). Prof. na UNIRIO. Desde 1991 atua como regente, professor e palestrante em diversos cursos e simpósios no Brasil e nos Estados Unidos. É doutorando em Educação Musical pela UNIRIO. É regente do Coro FENASEG, e do Coral da TV Globo. É pesquisador do fenômeno da liderança associado à atividade do regente coral, tema sobre o qual há dois anos realiza palestras e treinamentos. Seus arranjos e composições corais têm sido publicados e gravados no Brasil, Estados Unidos, Venezuela e Eslovênia.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Cidade dos Cães, filme Dogville


Gostei muito, fiquei intrigada e movida por este filme. Escrevi algo, mas o Pedro Vieira Veiga, quando ainda estudava Teologia no STBSB, fez esta resenha excelente. Aluguem e vejam o filme. Vale. Dá um bom papo.

......

A Cidade dos Cães

Penso que a chave para se compreender Dogville, de Lars von Trier, está na cara, mas é difícil de enxergar. Trata-se de saber quem são os dois personagens mais importantes. Está claro que um deles é Grace, interpretada por Nicole Kidman. Mas quem será o outro? Ora, vamos lá, o nome do filme não é Dogville? Pois então, o personagem principal é aquele cujo nome está no título do filme: o cão. O fato de, durante todo o filme, com a exceção da última cena, ele ser apenas um desenho no chão não diminui sua importância – pelo contrário, só faz aumentá-la.

Esse cão, sobre o qual falamos, chamava-se Moses. Moisés é o nome do homem que, segundo o Êxodo, foi chamado por Deus para receber a lei e repassá-la ao seu povo. Mas as coincidências não param por aí: como a vida do Moisés da Bíblia, a vida do deste Moisés não era fácil. De fato, ele era mantido com fome para que proporcionasse mais proteção contra os estranhos. E foi isto que ele fez, chamando a atenção de Tom, quando Grace entrou no vilarejo e roubou-lhe um osso. Mas Tom, ao invés de auxiliar o cão, que, cumprindo bem a sua função, latia de uma maneira diferente, recebeu Grace e abriu as portas de Dogville para que ela lá permanecesse. E Grace – o presente, o favor imerecido – detonou um processo que culminaria no fim desta comunidade.

Mas como, e por que isto aconteceu?
Não deve haver dúvida de que os cidadãos de Dogville eram figuras mesquinhas e repulsivas. Isso fica claro na análise que o próprio Tom faz de todos eles. Mas a comunidade funcionava. Eles não se feriam – pelo menos não de maneira muito atroz – e encontravam proteção na companhia uns dos outros. E isso só acontecia por um único motivo: a lei, faminta e encurralada, era ferocíssima naquele lugar. Assim, as barreiras eram mantidas e o caos era impedido de se instalar. Mas Grace desfez este sistema. Grace não vivia pela lei – ela era totalmente misericordiosa e boa. Não importa que mal lhe fizessem, Grace sempre estava disposta a perdoar.

Inicialmente, os habitantes de Dogville sequer pensavam possuir em suas vidas um espaço para acomodar tal atitude. Mas, cedendo à insistência de Grace e Tom, acabaram descobrindo algo inesperado. Era como se aquelas barreiras impenetráveis que haviam regido suas vidas simplesmente não existissem em torno de Grace. A sensação de liberdade que eles passaram a ter ao seu lado enchia-lhes o coração de alegria. Enquanto essa situação durou, Dogville nunca foi tão feliz.

Mas então algo mudou. Sem as barreiras, essas pessoas descobriram que estavam livres não apenas para gozar do que era bom, mas que estavam totalmente livres diante de Grace. Nada que eles pudessem fazer, por mais terrível que fosse, por ela seria recriminado. E então essas pessoas, diante dessa nova possibilidade que antes lhes estava absolutamente interditada, escolheram morder o fruto. Não foi sequer necessária a presença de uma serpente para incitá-los a fazê-lo. E Grace sofria terrivelmente.

De qualquer forma, mesmo essas pessoas ainda possuiam alguma essência de humanidade e, quando confrontadas com a situação, perceberam que não era possível continuar daquela maneira. E foi assim que Grace – para o grande espanto dos cidadãos de Dogville – foi confrontada, ela também, com uma escolha. Deveria ela novamente perdoar todas aquelas pessoas ou será que era chegada a hora de castigá-las de alguma forma? Inicialmente, Grace pretendia permanecer em sua postura absolutamente misericordiosa, mas seu pai chamou-lhe a atenção para o fato de que a convivência se tornava insustentável ao lado de uma pessoa com valores morais tão altos como os dela. Isso fez Grace refletir. Assim ela percebeu que, de fato, aquelas pessoas haviam feito seu melhor. Contudo, o seu melhor fora algo terrivelmente abominável. Aquelas pessoas, como apenas o pequeno Jason havia percebido muito antes, mereciam ser castigadas. Grace não quisera castigar Jason e por isso o castigo caíra sobre ela mesma, mas agora ela aprendera a lição. E assim, Grace, da mesma forma que limitara os poderes de atuação da lei, roubando-lhe o osso, entregou aquelas pessoas nas suas mãos.
Moisés, por fim, é o único que permanece vivo em Dogville, afinal ele ainda tem um papel a desempenhar: quando alguém por fim chegar àquele lugar encontrará nele o testemunho vivo do que irá acontecer àqueles que fazem pouco caso da lei.

Apesar de ser fundado sobre a dicotomia entre graça e lei, não penso que o filme de Lars von Trier seja uma alegoria legalista ou puritana. Muito pelo contrário. Trier quer mostrar que o legalismo, por si só, serve apenas para encobertar pessoas que são como feridas abertas em uma sociedade. Ele parece querer argumentar que não basta vivermos apenas pela lei, mas é necessário que vivamos também pela graça, ou seja, pelo perdão e pela misericórdia. Caso vivamos apenas com a lei, os valores maus – aqueles que ofendem os que estão ao nosso redor – facilmente se multiplicarão e infectarão toda a sociedade, enquanto ela continua vivendo sobre uma fachada de paz e cordialidade. Se andarmos apenas com a graça, esta proliferação também ocorrerá, só que na forma de um caos generalizado. Contudo, se andarmos com a lei e com a graça, a lei manterá a estrutura firme e a graça combaterá qualquer rachadura interna que possa surgir neste edifício. E é isto que Grace descobre naquele momento em que a luz lhe revela a extensão do mal que se fortalecera naquela lugar enquanto, através dela, a lei fora banida quase que completamente das consciências.

Por outro lado, o valor deste filme não para por aí. As referências à mitologia, à literatura e à consciência comum em geral são muitíssimo bem amarradas. Por exemplo: não seria Vera, mãe de Jason, uma Medéia moderna que, ao quebrar os sete bonecos de Grace, sentencia à morte seus sete filhos? E o que dizer do fato do senhor Thomas Edison estar sempre lendo Tom Sawyer de Mark Twain? Isso para não falar das particularidades que o filme tem com The Grapes of Wrath de John Steinbeck.

Pedro Vieira Veiga

domingo, 19 de outubro de 2008

Gotas de Paulo Freire

Fichamento 1 :
FREIRE, Paulo. Educação como Prática da Liberdade. 22ª Reimpressão. São Paulo: Paz e Terra, 1994. 188p.

Capítulo 1. A Sociedade Brasileira em Transição
• "Não há educação fora das sociedades humanas e não há homem no vazio". (p35)

• Esta premissa se faz necessária para justificar a importância de uma educação. Esta educação precisa conhecer a sociedade. Ela será a oportunidade de "mudança e libertação". (p36) Há 2 caminhos para seguir: ou uma educação domesticação para a alienação ou uma educação para a liberdade.
paráfrase

• É indispensável uma educação que coloque em todos a postura de auto reflexão sobre seu tempo e espaço para que se torne figurantes e autoras da sua história e não apenas espectadoras.
paráfrase

• O homem é um ser de relações e não está apenas no mundo, mas com o mundo.
paráfrase

• O ser humano é plural apesar de sua singularidade e esta sua pluralidade é sentida quando diante dos desafios encontra respostas, escolhe; se organiza escolhendo as melhores respostas e agindo.

• "(...) é o homem, e somente ele, capaz de transcender. (...) A sua transcendência está (...) na raiz de sua finitude (...) na consciência que tem desta finitude". (40)

• O homem tem consciência que é um ser finito e também inacabado e que por isso a sua plenitude vem na ligação com o seu Criador, que antes de ser dominador ou domesticador, deve ser libertado. (40)
paráfrase

• A história e a cultura são domínios do homem. (41)
paráfrase

• A posição do homem no mundo não deve ser passiva visto que ele não está apenas no mundo mas com ele.
paráfrase

• "toda vez que se suprime a liberdade, fica ele um ser meramente ajustado e acomodado (...) acomodado a ajustamentos que lhe sejam impostos. Sem direito de discutí-los, o homem sacrifica sua capacidade criadora". (42)

• "Uma das grandes, se não a maior, tragédia moderna do homem moderno, está em que é hoje dominado pela força dos mitos e comandado pela publicidade organizada, ideológica ou não, e por isso vem renunciando cada vez, sem o saber, a sua capacidade de decidir". (43)

• Guerreiro Ramos — "rinocerontismo" x "homem parentético". Homem parentético é o que se põe entre parênteses antes de definir-se para optar. É um homem crítico.Não é cético nem tímido. (45)

• "Toda relação de dominação, exploração, de opressão já é, em si violenta (...) com meios drásticos ou não. É a um tempo, desamor e óbice ao amor (...) entre os incontáveis direitos que se admite a si a consciência dominadora tem mais estes: o de definir a violência". (50)

• (...) Os fanatismos que separam os homens, embrutecem e geram ódios. (52)

• "...nas sociedades alienadas (...) as gerações oscilam entre o otimismo ingênuo e a desesperança". (53)

• "não há por que se desesperar se tem a consciência exata, crítica, dos problemas, das dificuldades e até dos perigos que se tem à frente". (54)

• substituição da desesperança e do pessimismo e do otimismo ingênuo substituídos por otimismo crítico e esperança. (54) "...Este otimismo não levará a sociedade a posições quietistas". (...) este (...) nasce e desenvolve ao lado de um forte senso de responsabilidade das elites.

• O perigo do assistencialismo está na violência do seu antidiálogo, que, impondo ao homem mutismo e passividade, não oferece condições especiais para o desenvolvimento ou a abertura de sua consciência que, nas democracias autênticas, há de ser cada vez mais crítica. (57)

• "O assistencialismo (...) é uma forma de ação que rouba ao homem condições à consecução de uma das necessidades fundamentais de sua alma – a responsabilidade". (58)

• O que importa realmente, ao ajudar-se o homem é ajudá-lo ajudar-se (e aos povos também).

• "a responsabilidade é um dado existencial (...) não pode ser incorporada intelectualmente e sim vivencialmente".

• "no assistencialismo não há responsabilidade. Não há decisão. Só há gestos que revelam passividade e domesticação do homem". (58)

• "O homem qualquer que seja o seu estado é um ser aberto".(60)

• "A criticidade para nós implica na apropriação crescente pelo homem de sua posição no contexto. Implica na sua inserção, na sua integração, na representação objetiva da realidade. A criticidade como a entendemos, há de resultar de trabalho pedagógico crítico, apoiado em condições históricas propícias".

• Quando o homem se torna massificado ele perde a liberdade, o poder de opção, tornando-se objeto e não sujeito. Ele também prejudica o seu poder criativo, assimilando idéias e fórmulas gerais e incorporando-as como suas. A possibilidade de diálogo se suprime e o homem fica dominado. A reflexão será o caminho para superar a massificação. (63)
paráfrase

• O destino do homem é humanizar-se, não coisificar-se.(64)

Leia mais alguns fichamentos que fiz e postei no site abaixo
Paulo Freire: Educação e Mudança, cap.1 e 2
www.seminariodosul.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=150&Itemid=68

Agenda - minha e dos amigos


Westh Ney:
• 09/11 - domingo, manhã - Caxias, 2ª Igreja Batista
• 22/11 - sábado, 22/11- Primeira Igreja Batista de Mesquita com o Oquyra
• 23/11 - domingo, manhã - Tauá, Igreja Batista
• 30/11 - domingo, manhã - Cachambi, Igreja Batista

Oquyra, domingo, 9/11, manhã- Igreja Batista em Moça Bonita
Oquyra, sábado, 22/11- Primeira Igreja Batista de Mesquita

Recital de Natal -Oquyra, 6ªF, 4/12, 20h - Capela do Seminário do Sul –R. José Higino, 416/ Tijuca

Wanilton Cesar Mahfuz - Concílio e ordenação ao ministério de Música,louvor e Adoração - Igreja Batista Central de Campinas, rua Dr. Quirino 930, Campinas, SP - Dias 18/11, 9h e 07/12 às 10h15

Livros

No site do Marcelo Leiroz, pequenos drops sobre livros, filmes e arte. Vale conferir.
http://genodrops.blogspot.com/

sábado, 18 de outubro de 2008

Vídeos

Mulungu - Brasil Ensemble, regência de Mª José Chevitarese
Sala Baden Powell (15/06/07) http://www.youtube.com/watch?v=1d3ds1zS1n4

Bach - BWV 147 -1.Herz und Mund und Tat und Leben, regência Nikolaus Harnoncourt. http://www.youtube.com/watch?v=wraO_FOpFJ4

Ronaldo Miranda - Belo, Belo, coro Canto em Canto, regência de Elza Lakschevitz, http://www.youtube.com/watch?v=6zlxGm724Lg

Bellini, Norma - Duetto "Sì, fino all`ore" -Amaru Soren, Larissa Krochina & Marie Basson em Karlsruhe, Germany. http://www.youtube.com/watch?v=n0H-bBgxvrM

Otto Olsson, Psalmus CXX com Brasil Ensemble, regência de Mª José Chevitarese http://www.youtube.com/watch?v=5JXwbzjnBiY

Vivaldi- Agnus Dei com Brasil Ensemble, regência de Mª José Chevitarese
http://www.youtube.com/watch?v=tmtZQW-TBrQ&feature=related

MPB - Pequenos Mozart e Amadeus,regência Suray Soren, Instituto de Cultura Rio. http://www.youtube.com/watch?v=eaxf8dex4uA

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

E-books - Editora Prazer da Palavra

Alguns livros:


FALÁCIAS DITAS PARA ENGANAR (livro eletrônico)

INTRODUÇÃO A BÍBLIA (livro eletrônico)

PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A VIDA FAMILIAR (livro eletrônico)

GUIA PRÁTICO DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA

ENTRE O FIM E O COMEÇO (livro eletrônico)

DIANTE DAS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS (livro eletrônico)

ORANDO COMO JABEZ (livro eletrônico)

ACADEMIA DA ALMA 3 (livro eletrônico)

GENTE CANSADA DE IGREJA (livro eletrônico)

O MITO DA FAMÍLIA PERFEITA (livro eletrônico)

AS BEM-AVENTURANÇAS EM 3 DIMENSÕES (livro eletrônico)

O OLHAR DA INCERTEZA (livro eletrônico)

Leia mais...

Autor: Israel Belo de Azevedo - formado em teologia pelo STBSB - Seminário do Sul em 1975, bacharel em Comunicação, especialista em História do Brasil, mestre em Teologia e doutor em Filosofia. É diretor geral da FABAT /Seminário do Sul e pastor da Igreja Batista Itacuruçá, Tijuca, Rio/RJ

terça-feira, 14 de outubro de 2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Adoração/Louvor/Culto - parte 2


continuação


Raciocinemos juntos: Pode adorar verdadeiramente o Deus eterno quem não o reconhece como tal? Será possível? Sabe, adorar é mais que um ato religioso. É um ato espiritual e verdadeiro, seja individual ou em grupo. É a constatação, o reconhecimento da grandeza e do poder do Senhor. E tem mais: só poderemos chegar ao trono da graça através do nome do nosso redentor e intercessor que é o Cristo, filho de Deus pois só por ele teremos acesso ao poderoso Deus. Observe o texto em 1Jo 2.1,2: “Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo (...) e ele é a propiciação pelos nossos pecados (...) e ainda pelos do mundo inteiro”.


Penso que o que tem acontecido é o desvio na motivação que percebemos em muitos cultos, equivocadamente, desviando nosso olhar da majestade e do amor irresistível de Deus que nos atrai. Parece ser fruto, talvez, de um consumismo exagerado, uma agitação sem sentido, um modelo de vida descartável, que se reflete na criação de um estilo de vida. Acredito realmente que quando tudo está confuso é porque perdemos o referencial, ou então nunca soubemos qual era. Em muitas ocasiões, percebemos que alguns cultos tem se transformado em momentos de entretenimento, de uma alegria exacerbada, sem sentido e fabricada, à procura de uma catarse coletiva ou qualquer outra coisa, menos estar ajoelhado diante do Senhor, rasgando seus corações e almas diante de tão grande amor.


Se, realmente, como Isaías percebemos, ao entrar nos átrios do Senhor a sua grandeza - Is 6.1 e 2 - veremos e sentiremos o Seu poder e reconheceremos a Sua santidade e isto não deixará que fiquemos passivos, neutros, desanimados ou esgotados repetindo somente um rito sem significado. Na realidade quando somos confrontados com os atributos do Eterno, só temos que reconhecer que somos pequenos demais e indignos de tal alcance. Sim, o alcance do seu amor. Veja como Isaías reagiu no capítulo 6, verso 5: “Ai de mim que sou um homem de lábios impuros e os meus olhos viram o Rei.” No N.T., João traz duas promessas – perdão e purificação - condicionada a uma ordem para a confissão, além de citar dois atributos de Deus: fiel e justo.Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9).


Precisamos ter cuidado para não sermos limitadores da vontade de Deus na vida das pessoas, impondo sobre elas regras, maneiras e costumes que consideramos como as mais corretas para adorar, louvar e cultuar. Precisamos entender como é a nossa comunidade. Eles vivem na zona rural? Em comunidades (favelas, morros)? Em zona urbana (asfalto)? Professores, profissionais liberais, ou operários? Adultos, crianças, jovens ou idosos? Quais as suas características culturais? Existem alguns impedimentos ou bloqueios de ordem emocional, psicológica ? O que realmente tem significado para as pessoas da sua região, bairro ou cidade? Como é o entorno da igreja, quais os valores religiosos, valores sociais, culturais, os interesses comuns, o cotidiano, os sonhos?


Isto irá influenciar muito na forma, mas o importante é que os princípios bíblicos e o conteúdo sejam doutrinariamente corretos. Muitos problemas surgem – desnecessariamente - inclusive sobre as diferentes formas ou estilos musicais nos cultos, mas creio que a liderança - pastor, ministro de música e outros grupos designados para esta tarefa – encontrarão caminhos certos e viáveis para o encontro desta comunidade com o seu Senhor, estabelecendo modelos próprios. Para tal, seria bom sabermos o significado da palavra adorar, na Palavra de Deus.

Westh Ney Rodrigues luz

continua...