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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Os braços, as mãos e os acenos saudosos

G ente,  sempre visito minha mãe que mora bem longe, apesar de morarmos na mesma cidade, no Rio. Ela fica na janela do seu apto me vendo ir embora até eu sumir e dobrar a esquina. Toda semana estou lá. Quando vou embora, depois de pedir a bênção, caminho até o ponto do ônibus e dou meu primeiro aceno ainda no portão do prédio. Atravesso a rua e vou caminhando uns 300 metros até dobrar a esquina. Vou parando e olhando para sua janela (4º andar) e lá está ela com seus cabelos brancos e bonitos esperando para acenar. Sempre é assim a minha despedida.  Hoje foi um destes dias. . Hoje não pude deixar de lembrar da dor de um pai - o pedreiro que ontem ao acenar para seu filho único de 26 anos, como sempre fazia enquanto ele atravessava a passarela, sem imaginar que seria seu último balançar de braço com toda o significado que isto tem ao vê-lo despencar e ser atirado dentro do canal que levaria a sua vida.  Que dor, que tragédia! . Neste momento pensei em minha mã...