terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DO DEPARTAMENTO DE MÚSICA DA JUERP - I


Aqui neste Blog estarão registradas a História deste Departamento de música da JUERP - divididas em várias partes - que muito fez pela Música Sacra Batista Brasileira e também Evangélica em geral. Esta história está entrelaçada com a vida, com a biografia do missionário Bill Ichter - wichter@suddenlink.net

Neste mesmo blog, no http://blogdawesth.blogspot.com/search?q=bill+icther você poderá encontrar a história dele pesquisada por mim - Westh Ney Rodrigues Luz
Segue a história contada, narrada por William Harold Ichter - o Bill

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Departamento de música da JUERP

por William Harold Ichter

Parte I

Introdução


A minha chamada

Durante os anos de 1950-1953, eu estava servindo como Ministro de Música num grande e vibrante Igreja Batista na cidade de Baton Rouge, Estado de Louisiana. Comecei a sentir como a música estava sendo grandemente usada como um instrumento nas mãos de Deus para atrair pessoas para a pregação da Palavra de Deus, e prepará-las para a mesma. Verifiquei como a música também foi usada para o crescimento espiritual dos coristas. Do Coro Jovem daquela Igreja, nada menos de 10 jovens haviam entregado as suas vidas para o Ministério tanto da pregação da palavra, bem como no Ministério da Música. No meu coração, Deus colocou uma simples pergunta: “Se a música esta sendo usada tão grandemente em nossa igreja, será que não poderia ser igualmente usada no trabalho missionário no Exterior?”

Um dia, um pregador visitante falou sobre o trabalho missionário na Europa. De repente, comecei a sentir que Deus estava mexendo com a minha vida. Pensei que esta chamada poderia ser para Europa. Afinal, havia servido lá durante a Segunda Guerra Mundial, e tinha um razoável conhecimento do Alemão e Frances. Naquela hora de emoção, parecia uma clara Orientação Divina. Mas Deus age de maneiras misteriosas, e hoje dou mil graças a Deus por não ter aberto aquelas portas da Europa que EU estava tentando abrir. Ele tinha planos infinitamente melhores para mim. Apressei-me para entrar em contato com a Junta de Richmond. As minhas mãos tremiam quando falei que sentia a chamada para ser um missionário na Europa usando a música como instrumento principal no meu ministério. Mas o meu quase incontrolável entusiasmo recebeu uma ducha de água fria, pois fui informado polidamente que - “A Junta não tem nenhum pedido para um missionário com especialidade em música, nem na Europa, nem em qualquer outra parte do mundo. Se sentir-se chamado para a obra missionária, terá de fazer três anos de estudo teológico num seminário.”

Naquela época, estava casado com dois filhos, mas mesmo assim pedi demissão da igreja para entrar no Seminário. UM DIA DEPOIS, um Pastor me telefonou dizendo: - “Nos precisamos de um Ministro de Música, mas o irmão pode estudar no seminário. Temos uma casa para a sua família, e o irmão pode pegar um ônibus toda 3ªfeira as 04h30 da manhã, voltando 6ª feira à tarde. De sexta até terça o irmão pode dirigir cinco ensaios além da música nos cultos de domingo.”

Nenhuma vez durante aqueles três anos de estudo, a Junta tinha condições de me oferecer uma palavra encorajadora a respeito de uma oportunidade de trabalhar como um missionário na área da música, mas também em nenhum momento o meu desejo de ser um missionário se arrefeceu. Finalmente, somente uma semana antes da minha formatura do seminário, veio o primeiro raio de esperança: - “Chegou um pedido da Junta de Escolas Dominicais da Convenção Batista Brasileira, através da Missão Batista do Sul para alguém para organizar um Departamento de Música; e se tudo correr bem, os irmãos podem ser nomeados dentro de um ano.”

Os primeiros conhecimentos do Brasil
e
contatos com os brasileiros e a sua música.

Interessante como Deus opera! Eu não havia pensado no Brasil. Como muitos americanos, pouco sabia deste Gigante Adormecido, mas logo depois algumas noticias começaram a chamar minha atenção.

A primeira foi uma bela reportagem na Revista Time, sobre o sonho de um presidente brasileiro construir uma nova Capital no meio de um Planalto. Era uma idéia que chamou a atenção dos americanos. Na capa da Revista, estava estampada a foto deste grande sonhador. Foi o presidente Juscelino Kubitschek. Jamais me esqueci, que a Revista no intuito de “ajudar,” ensinou os leitores como pronunciar o nome Juscelino - Hooselino. Não somente não ajudou os leitores, com também mostrou o seu pouco conhecimento da língua portuguesa.

Mais tarde, fiquei empolgado lendo as palavras deste grande pioneiro quando no dia dois de outubro de 1956 na sua primeira visita ao ermo do Planalto, disse numa explosão de entusiasmo: - “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformara em cérebro das mais altas decisões Nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanha do meu país, e antevejo esta alvorada com Fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.”

Fiquei empolgado com o espírito deste grande sonhador que foi também um realizador. Estas palavras foram do Presidente do povo que Deus estava indicando para investir a minha vida e a da minha família. Mal sabia que mais tarde eu teria o privilegio de visitar aquele lugar de onde o presidente havia falado; e ainda mais teria o privilegio de dirigir um estudo de música que mais tarde resultou na organização do primeiro conjunto coral da nascente Igreja Batista Memorial.

Cada palavra que li sobre este país do meu destino, mais empolgado ficava, e mais grato a Deus, pois Ele sabia onde eu poderia desenvolver melhor o trabalho dos meus sonhos. Os meus primeiros dias no Brasil pude verificar o espírito do seu povo. Povo amigo, cordial e caloroso. Vi logo que não tinha outro país no mundo mais ideal para iniciar o meu trabalho. Não existia nenhum outro país onde um missionário querendo usar a música poderia ser recebido com maior entusiasmo, verificar resultados mais imediatos, e se sentir tão realizado.

Cheguei ao Brasil no dia 19 de setembro de 1956 e imediatamente iniciamos o nosso estudo da língua portuguesa numa pequena escola dirigido por ex-missionários da Igreja Presbiteriana. Foi gostoso pegar o bonde do nosso Bairro (Castelo) ate o centro da cidade.

Estava poucas semanas em Campinas quando conheci o regente do coro da Igreja que estávamos frequentando - a Igreja Batista de Cambuí, cujo pastor era Ernani Sousa Freitas, irmão do Eurico Sousa Freitas que mais tarde se tornaria um grande amigo meu. O nome do regente foi Darcili dos Santos. Naquelas alturas pouco sabia que ele estava dizendo, mas pensei que ele estava me estendendo um convite para cantar no Coral da Igreja. Se realmente foi isto ou não, apareci no próximo ensaio.

Quantas bênçãos recebi durante aquele ano! O coro era bem pequeno, mas muito bom. Eu me lembro como o irmão Darcili ensinou o coro Aleluia, de Handel. Não tivemos a partitura , mas ele levava separadamente os sopranos, contraltos, tenores e baixos para o pequeno harmônio e pacientemente ensinou aquela grande peça coral. Dou graças a Deus por tão boas experiências como membro daquele pequeno conjunto coral. Uma vez, até tomamos um trem para apresentar um concerto na Igreja Batista Zumbi na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Durante o meu ano em Campinas conheci o missionario João Tumblin cuja esposa estava estudando, pois ele era nascido no Brasil. Os missionários João e Frances Tumblin (que serviram no Norte do Brasil de 1922-1958), não precisavam estudar o portuquês. João me incentivou a aproveitar alguns cursos que a PUC estava oferecendo.

La fui eu apesar do fato que ainda não entendia tudo. Foi gostoso aproveitar a oportunidade de estudar vários cursos com os próprios autores. Ainda me lembro das palestras e dos seus preletores: Romance Brasileiro com Ligia Fagundes Teles, Hernani Donato, Raimundo de Menezes e Cassiano Nunes. A Música Folclórica do Brasil do musicólogo Rossini Tavares Lima e finalmente uma palestra sobre Música Concreta proferida pelo Prof. Diego Pacheco. (Mais tarde na minha vida missionária, fiz um curso de Regência Coral com o Maestro Isaac Karabtchevsky, sob cuja regência cantei varias vezes como membro da ACC - Associação de Canto Coral, dirigido por Cleofe Person Matos. Este coral foi um dos mais antigos do Brasil.

Dou graças a Deus por todos os meus professores durante o meu ano em Campinas. Um deles foi o grande obreiro Pr. Egidio Gioia. Cheguei mais tarde a escrever um artigo sobre este dedicado servo, na minha coluna Canto Musical em 24 de abril de 1966 (OJB), artigo que mais tarde fez parte do meu modesto livrinho - VULTOS DA MÚSICA EVANGELICA NO BRASIL.

Sou especialmente grato por uma professora D. Nelsie Mariante. Ela tinha a reputação de ser ‘durona.” Tivemos vários professores durante aquele ano. Eu me lembro quando um aluno havia chegado a um ponto razoável no seu estudo e alguns disseram,: - “Mas o senhor fala bem o português - bem PARA UM AMERICANO.” Ela não. O seu desejo era que o aluno falasse COMO UM BRASILEIRO. Que eu saiba somente um dos seus alunos chegou a este ponto, sendo este, o Pastor Malcolm Tolbert que atuou em São Paulo e Belém. Ate hoje mantenho contato com aquela professora, através de cartas e telefonemas.

Infelizmente o período que tinha para estudar a língua de Camões estava terminando, um ano de estudo que era suficiente para mostrar, não o que aprendi, mas sim o muito que ainda não havia aprendido. Chegou a hora para começar o trabalho para o qual havia sido convidado.

continua...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nossos heróis e heroínas do cotidiano

westh ney - 08/02/2010 - westh.ney@uol.com.br

Tenho pensado muito sobre algo nestes dias.
Algo que tem me incomodado.

Agora quando falece a irmã Tabita Miranda Pinto isto me incomodou mais ainda. Alguém já ouviu falar nesta grande mulher de Deus?

Acompanhem o que está me incomodando.
As jovens gerações e alguns pastores, líderes, professores de Seminários e de EBDs também parecem que só conhecem alguns nomes católicos, estrangeiros ou já carimbados por muitos, pelas Enclopédias ou Dicionários de Filosofia ou Teologia ou pelo que é aceito pela chamada Academia.

Temos heróis e heróinas. Homens e mulheres comuns que se superaram, que deram suas vidas enquanto viverm pelo próximo e por amor à Deus.

Eu tive o privilégio de ler na minha adolescência o livro Heróis da Fé e outros livros que me desafiaram com suas bravuras e seu amor por Cristo e pelos seres humanos.

Quando lembro de D. Tabita que agradecia pelo alimento (e o prato vazio, mas Deus atendendo milagrosamente) junto com as idosas do Recolhimento Betel, vem à minha mente
George Muller,
Davi Livingstone,

D. Evangelina Ronis,
Ana Campelo,

Margarida Gonçalves,
Joan Sutton,

Beatriz Silva,
D. Hora Diniz Lopes,

David e Haydée Gomes,
Sr. Feitosa (o zelador da minha ex-igreja - PIB de Fortaleza),
minha amiga Leonet Pereira,
Alcides Teles de Almeida,
D. Nicéia Soren

e tantos outros de ontem e de hoje que fazem diferença.

Vejo citações em e-mails, pregações, discursos em formaturas sobre D. Hélder Câmara, Leonardo Boff, Madre Tereza de Calcutá...

Ah, eles não conhecem tantos cristãos de ontem e de hoje - anônimos ou não - que fazem, que fizeram e que deixam nos seus as suas marcas de doação, de amor e de Fé e coragem.
Será?

Acho isto muito triste e lamentável, pois com isto as congregações vão emburrecendo e continuando com seus heróis da TV, das revistas de fuga, ou no máximo dos compêndios.

Se ainda soubessem a Bíblia, ali encontrariam muitos heróis ( tão humanos e falhos como cada um de nós) para admirarmos e para citarmos.

Pode ser que eu esteja vendo o mundo com meus óculos de perto.
Pode ser que em outros lugares, mais ao longe eu não esteja vendo e nem ouvindo coisas melhores.
Pode ser.

Mil desculpas meus amigos, neste dia de tanto calor, em uma segunda -feira este e-mail parecendo pessimista ou uma profetiza do caos.
Não sou.

abraços
Westh ney
Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil - STBSB, Tijuca - Rio
Um lugar onde se aprende a orar, a liderar e a pesquisar.
Cursos de Teologia, Música e Pedagogia
www.seminariodosul.com.br

domingo, 7 de fevereiro de 2010

NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS! Silvino Netto

Poesia de Silvino Netto – fevereiro de 2010 – apjll@bighost.com.br

Minha primeira morada
Foi num pequeno espaço:
O ventre materno de minha mãe.
Morei ali durante nove meses.
Não lembro de nada
Sobre aquela primeira casa flutuante.
Mas, sem dúvida, devo ter registros gravados,
Em meu corpo e espírito,
Que me acompanham até hoje.

O espaço que me envolvia
Passou a ser pequeno demais
Para um embrião com cabeça de baiano.
Assim, em busca da Supervia da Luz,
Descobri a porta de saída,
E fui, alegremente, acolhido por meus pais,
E dois irmãos,
Na rua Dr. Julio David, n. 3,
Bairro da Ribeira, Salvador, Bahia.
Boas e amargas lembranças
Dos treze anos vividos
Naquela casa de três quartos,
Sala, banheiro, cozinha, quintal...
E que , mais tarde, tornou-se
A Casa da Dor!

Depois da morte de meu pai,
Fui morar com os queridos tios,
No Rio de Janeiro, Capital Federal,
Na rua Amoroso Costa, Tijuca,
(Casa de Novas Oportunidades).

Dali, reunimos a família novamente,
Em nossa nova casa,
Na rua Marechal Trompowisk,
(Casa da Reconstrução)!

E, então,
Mariz e Barros, José Higino,
Lexington Road (USA), Joaquim Palhares,
Mariz e Barros, em novo endereço,
Foram moradas de minha trajetória de vida,
Enriquecida com meu novo núcleo familiar:
Esposa e dois filhos.

Agora, continuo morando no Rio,
Na Av. Prefeito Dulcídio Cardoso,
Barra da Tijuca! (Morada das Conquistas)!

E, daqui para frente,
Aos 67 anos de idade,
Qual será a minha próxima morada?!!!

A única certeza que tenho, hoje,
É que, mais cedo ou mais tarde,
Chegará o dia em que devo receber
A escritura definitiva, eterna,
Com as chaves
De minha morada no céu.
Sim, pois esta é a promessa
De quem loteou a Nova Jerusalém,
Para os que abrem a porta do coração,
Para recebê-lo, cear com ele,
E dele, Jesus,
Receber a planta da casa,
Com a promessa de escritura,
Conforme as Escrituras:
Na casa de meu Pai
Há muitas moradas,
Se assim não fosse,
Eu vo-lo teria dito:
Vou preparar-vos lugar...
E quando eu for,
E vos preparar lugar,
Virei outra vez,
E vos tomarei para mim mesmo,
Para que onde eu estiver
Estejais vós também!!!

UMA CASA NO CEU!
É MUITO LUXO PARA MIM,
POBRE PECADOR!

Se uma casa real ou em formatação simbólica,
Minha Teologia não questiona.
Não faz qualquer diferença para mim.
O que importa é a certeza
De estar abrigado nas moradas eternas,
Na presença de Cristo!

Não sei qual será o meu endereço no céu...
Tenho dúvidas se será morada fixa
Ou múltiplas moradas???!!!
Mas, acredito, que todas as moradas
Poderão ser habitadas
Por um corpo glorificado...
Todas serão minhas
E de todos os meus irmãos em Cristo.

Sendo assim,
Tenho na rua da Vitória,
Uma casa com uma vista linda
Para o Mar Vermelho!
Na praça da Adoração,
Vozes do coral dos salvos...
Vêm do Templo de Salomão!
No Jardim da Consolação,
Vista para o Getsemani,
O lindo Jardim de Oração!
Na Avenida da Glória,
Um painel de nuvens resplandecentes
Envolve o Monte da Transfiguração!!!
Na indescritível rua da Graça,
Esquina com a rua do Amor...
Vejo, pelas janelas, sempre abertas,
O Monte Calvário,
Ali, aonde Jesus Cristo pagou o preço
Para cumprir a promessa
De muitas e ricas moradas no céu!...

Maravilhosa Graça poder morar
Nas mansões celestiais,
Na Casa de meu Pai!!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Não fui à Igreja ontem por causa do barulho!


Hoje depois de muito tempo sem querer escrever nada.
Não é original o assunto, mas é a decisão de muitas pessoas hoje. Infelizmente.
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Caros amigos
tenho recebido reclamações e ouvido depoimentos vindo de pessoas de diversas idades. Já estou "quase" me acostumando com este assunto, sem solução. Ontem um casal de amigos jovens me confidenciou a mesma coisa.

Hoje minha mãe telefonou às 6h45, com um bom humor e disposição que há muito tempo não vejo. Ri muito com ela. O único detalhe mais triste é que disse que ficou em casa o dia todo por causa do barulho que não estava disposta a ouvir ontem.
Que pena, ela tem 79 anos, é inteligente e independente...

Estava toda feliz há 15 dias porque ganhou uma medalha de ouro, de honra ao mérito por saber mais textos bíblicos e com a referência, no seu grupo de idosos. Fez maior sucesso por causa da sua memória Sua cabeça está ótima e seu senso estético também. Seu ouvido está cada dia mais sensível e ouve TUDO. O que eu acho desnecessário, pois deveria é diminuir, pois dependendo da idade e do meio em que vivemos é muito bom ouvir um pouco menos.

Disse que não estava disposta a ter que se controlar e ficar na igreja tendo que ouvir uma congregação cantar SÓ muito animadamente, quase aos gritos, com muitos instrumentos e microfones altos. Dizia ela ao telefone: - "Porque não cantar mais suave e a meia-voz disse ela. Ninguém aguenta tanto som e ritmos sem variações e o tempo todo. Parece uma fábrica de loucos! "

Dona Elcy, minha mãe, disse que o melhor culto deste mês foi o dia que aconteceu um apagão no meio do culto. Ela disse que foi ótimo. Gente, o ano está apenas começando... O pastor continuou o culto, andando pelo meio do povo, sem falar muito alto e a música reduziu a uma somente. Ela então pode ouvir a sua própria voz e a dos seus irmãos da congregação.

Já escrevi sobre isto muitas vezes, e confesso que estou me cansando desta "novela”, mas agora nas férias foi o assunto constante das rodas de amigos por onde andei. Não iria falar, mencionar mais nada sobre este assunto cansativo, mas minha mãe hoje e meus amigos jovens ontem me incomodaram. Acho que não vai dar em nada isto que escrevo, pois as igrejas continuam cheias e enquanto elas estiverem assim, enquanto nenhuma for fechada e nem punida pelo estrago físico que fizer a uma pessoa que conseguir provar que antes de frequentar aquela comunidade ouvia perfeitamente tudo continuará como antes no "quartel do Abrantes".

Alguns líderes não se importam com os que "corriam bem e hoje não mais correm.", pois as igrejas estão cheias. Isto ouvi de um pastor: - “ Não tem problema que cem pessoas estejam saindo. Tem mais 300 entrando...

As igrejas estão cheias sim.
Cheias de pessoas fazendo rodízio, de visitantes, de gente nova que vem e que some depois. Tem gente nova migrando de uma para outra igreja ou denominação, tem uma população flutuantes de fíéis, de necessitados. E se cantarmos ou disfarçadamente for mencionado em um sermão um aceno de "prosperidade" ali continuarão por algum tempo. Quando tudo passar largarão a bengala eclesiástica e sairão andando sozinhos pela vida, cauterizados em suas mentes e corações...

Os pastores e os membros das igrejas são os responsáveis por isto. Aliás, os membros das igrejas deveriam saber a força que possuem e não ficar na mão dos que chegam falando em nome de Deus, manipulando e retirando todos os parâmetros e características específicas e especiais de cada igreja local. Mas, isto é outro assunto e eu preciso não me aborrecer por isto mais. Morrerei e tudo continuará na mesma. Ilusão achar que podemos mudar alguma coisa, mas isto é também outro assunto.

Meu marido anda completamente desanimado com os crentes (na realidade ele diz - os batistas) que ele afirma serem "pacíficos" demais, passivos e acomodados. Está assustado e ao mesmo tempo irado com o que tem ouvido e visto. Eu não posso mais protegê-lo, pois já não é tão crente novo assim (já tem sete anos de conversão).

Já sei até o que vou ouvir ou ler quando soltar este e-mail. Nós, os crentes, somos muito previsíveis (no bom e no mau sentido também), infelizmente.

Bem, o assunto era sobre minha mãe e o som alto das igrejas.

abraços
westh ney - http://blogdawesth.blogspot.com/
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Férias em Fortaleza, 2009/2010
























sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Método Kodály - adaptação carioca/UFRJ, mestrado

Em outra postagem vou escrever sobre este projeto que trabalhamos neste semestre na classe com o prof. Dr. Sérgio Alvares, na Escola de Música da UFRJ.
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Carta virtual aos meus colegas do Projeto.

Queridos colegas
Mônica, Milena, Hélida, Thelma, Márcia, Frederico, Wagner, Ciro,

Seguem as fotos, na minha máquina fraquinha...

Foi bom estar com vocês e participar desta turma. Este trabalho abençoará pessoas que nós nem sabemos, não é assim mesmo? Criamos, executamos, inventamos e atravessamos a vida de tantas pessoas...

Sei que há ainda muito por fazer, mas rendemos bem, não professor?

Vocês todos muito mais do que eu, desculpem-me meus caros colegas, mas só pela importância deste projeto do prof. Sergio e que se tornou nosso, consegui seguir até o fim deste ano aqui na UFRJ. Mesmo com poucos contatos, achei esta turma muito interessante, respeitosa e madura.

Vocês são grandes e desejo a todos votos de sucesso na vida acadêmica e profissional de cada um. Que a chuva caia suave na casa de vocês e que o sol aqueça suavemente a vida de cada um.
Que seus filhos, filhas, família estejam sempre bem guardados e protegidos das esquinas perigosas e dos homens violentos.

Acho que a presença da pequena Rosa foi emblemática hoje.
Uma criança encanta e alivia a ansiedade, ao mesmo tempo mostra o quão finito e dependente nós somos uns dos outros. Quando ela ouvia o professor cantando, entrava naquela roda, sem pedir licença, só encostando sua pequena mãozinha na perna daqueles "gigantes". Com esta delicadeza e seu sorriso, abria e conquistava seu espaço e simpatia.

Os adultos, em pé lendo, mostrando trabalhos finais, o prof. Sergio fazendo correções e a micro pessoa, a pequena Rosa entre nós circulando. Ligados nela, nos locomovíamos suavemente para não pisar e nem tropeçar na pequena. Para mim, foi uma das aulas mais produtivas - suave, light - que tivemos. Foi um bálsamo para mim.

Semana que vem viajarei para ficar um mês com os netos (4 e 6 anos) em, Fortaleza, enquanto espero os gêmeos (casal) do meu outro filho que chegarão em abril, nesta mesma cidade.Milena é o nome da minha nora, mãe dos gêmeos e a Milena da Rosa acertou em cheio no meu coração hoje

Hoje ao final da aula decidi algumas coisas importantes.
Obrigada professor pela atenção e pela palavra.

Mesmo que eu não esteja na Escola ou no Rio quero terminar este trabalho, se for possível, nem que seja com alguma experiência ou pesquisa.
Não nos esqueçamos - dias melhores SEMPRE virão.
Feliz Natal, Feliz 2010

Deus nos abençoe!
westh ney rodrigues luz

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Eu amo o Seminário do Sul - o fato de hoje



A minha mensagem de hoje dentro deste tema é esta:

Hoje estou doente (ontem estava pior) e agora acabou de sair da minha casa um grupo de 5 alunos, que sabendo que eu estava febril e doente vieram orar. Pegaram um metrô. Trouxeram um presentinho pra mim e oraram.
Isto não tem preço

São recitalistas e formandos do 4º ano e com muitos afazeres... Não ofereci nem um café, nem um docinho... nada. Imagina como estou doente. Em outra ocasião isto não aconteceria assim.

Uma outra boa nova é que uma aluna quer que o recital dela seja um culto e me pediu que fizesse e dirigisse o recital/culto. Isto nunca aconteceu.
Emocionante.

É por isto e por outras coisas que eu amo este Seminário.
westh ney