terça-feira, 17 de abril de 2018

Hinódia Batista Brasileira: 10. Roselena de Oliveira Landenberger (1962 - 2016)

Roselena de Oliveira Landenberger (1962 - 2016) e sua contribuição ao H CC e à Hinódia Brasileira.
“Cada música que componho, cada letra que escrevo são antes de mais nada, presentes de Deus na minha vida. São momentos de profunda emoção em que Ele me permite abrir uma pequena fresta na janela do tempo e vislumbrar um pedacinho de eternidade. “ Palavras da compositora Roselena Landenberger


 “Roselena de Oliveira Landenberger nasceu em 22 de abril de 1962, filha de José Ferreira de Oliveira e Escolástica C. de Oliveira. Paulista converteu-se em outubro de 1969 sob o ministério do Pr. Silas da Silva Melo e foi batizada na Igreja Batista Betel. Bacharelou-se em Música Sacra (especialização em órgão) na Faculdade Teológica Batista de São Paulo e em piano pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.“ (Mulholand, Edith, - Notas Históricas do HCC)

Além de organista, pianista, tradutora e compositora compôs muitos hinos congregacionais e fez muitos arranjos para coro infantil, coro feminino, órgão e piano. Sua obra abarca também solos vocais e obras para piano.

Muito serviu ao Senhor na Igreja Batista do Ipiranga, SP e atualmente na IBAB - Igreja Batista em Água Branca. Ela também trabalhava com o ministério de surdos fazendo um belo trabalho.
Não resistiu a uma cirurgia da vesícula e faleceu dia 13 de agosto de 2016. Oremos por sua família, por seu esposo Ottmar Landenberger, e mãe de Estevão e Rachel Landenburger. 

“Na área de educação, já ensinou cursos de iniciação musical, piano, órgão, e teoria. E também monitora do método Suzuki de violino. Os arranjos corais que Roselena fez nos hinos Cristo, Paz Para a Cidade e Segundo a Vontade de Deus, de Marcílio de Oliveira Filho, publicados pela JUERP, são cantados em todo o Brasil. Ela também compôs arranjos para coro infantil, coro feminino, órgão e órgão e piano, além de compor solos vocais, obras para piano e hinos congregacionais. A Redijo publicou O Aniversário de Jesus, musical infantil escrito em parceria de Roselena com o Pr. Marcílio, em 1986. A Convenção Batista do Estado de São Paulo publicou sua peça coral, Cristo, Nossa Libertação, em 1988.”

Roselena sempre fez "cada melodia inspirada pela letra original". Todas as sete melodias que ela contribuiu para o HCC mostram este fato. O HCC inclui sete músicas originais desta dedicada e feliz compositora: 67, 175, 279, 304, 305, 520 e 547. Vejam o quadro abaixo.

Mulholand diz: “Algumas das melhores letras do Cantor cristão precisavam de novas músicas”. Jesus, teu nome é santo era uma delas. A Subcomissão de Música, conhecendo a habilidade da compositora Roselena de Oliveira Landenberger  através das suas composições corais, convidou-a a participar no HCC, suprindo músicas para diversas letras. Roselena aceitou o desafio, uma tarefa difícil, que nem todos os compositores aceitam. Deus assim a abençoou ricamente, ao HCC e à hinódia brasileira.

Ao receber o pedido de Edith Mulholand autora do livro Notas Históricas do HCC, e relatora da Subcomissão de Documentação e História de nomes para as suas melodias, Roselena perguntou em quais bases devia escolhê-los: Pode dar nome de pessoas que a gente quer homenagear? Certamente, foi a resposta. E foi exatamente isto que esta compositora fez. Em gratidão a pessoas que ama, homenageou-as com suas melodias, preservando sua memória enquanto seus hinos são cantados.
 

Sete hinos do HCC têm suas músicas:

1.    67 HCC     Dai ao Cordeiro o Louvor    

                  (Bonar/Faustini/Landenberger)

2.    175 HCC     Jesus, Teu Nome É Santo    

                     (Menezes/Landenberger)

3.    279 HCC     Sonda-me, ó Deus   

                   (Orr/Kaschel/Landenberger)

4.    304 HCC     Jesus, Levaste a Minha Cruz    

                    (Souza/Landenberger)

5.    305 HCC    Rocha Eterna    

                (Toplady/Entzminger/Landenberger)

6.    520 HCC     Será Possível Esquecer?    

                  (Entzminger/Landenberger)

7.    547 HCC    Sabeis Falar de Tudo    

                (Crosby/Wright/Landenberger)

1. Hino 67 HCC  Dai ao Cordeiro o Louvor. Sobre a música que Roselena Landenberger (1990) fez para o hino 67 HCC, “Dai ao Cordeiro o Louvor” cuja letra de Horatio Bonar (1858) e com tradução João Wilson Faustini (1969), ela, a compositora escreve:

“A melodia veio a mim numa manhã quando eu tinha acabado de fazer o momento devocional. Após a oração, comecei a meditar na letra. Imaginei que tipo de música aqui na terra poderia representar o Cordeiro sendo recebido com honra no céu. Na frase, "Soa nos céus o clamor da vitória", pude imaginar e entrever com minha mente humana visões dos anjos com seus instrumentos, louvando o Cordeiro. (...) Ao mesmo tempo surgiu a melodia (...). Primeiramente, passei a melodia para o papel e em seguida, fui ao piano e a toquei, já harmonizada. (...) FAUSTA é o nome da melodia que fez em homenagem” à professora Fausta Sermaini, mestra e amiga, que, como poucos, tem se dedicado de corpo e alma ao ensino. É pessoa de profunda sensibilidade, com quem tenho aprendido muito sobre a vida e a arte". (Carta enviada à Edith Mulholand de 20/03/1991).

2. Hino 175 HCC  -  Jesus, teu nome é santo. Quanto à música (175 HCC - Menezes/Landenberger), Roselena descreve a sua composição em 1989:

“Esta melodia foi a primeira a ser escolhida pela Subcomissão de Música. Eu a escrevi sentada ao piano, sempre inspirada pela letra (...). O nome da melodia ESCOLÁSTICA é o nome da minha mãe que sempre me incentivou. Ela é minha grande amiga, a quem devo muito, pois me proporcionou condições para estudar música”.

3. Hino 279 HCC – Sonda-me, ó Deus. Sobre o conhecido e amado hino - Sonda-me, ó Deus (Orr/Kaschel/Landenberger) Roselena disse:

“ Sempre gostei da letra Sonda-me, ó Deus e foi um privilégio escrever esta melodia que é ao mesmo tempo uma oração. DACYR foi o nome escolhido para a melodia, pois aprendi muito com Dacyr Bernardes Gatz, minha professora na faculdade Teológica Batista de São Paulo, no curso de Música Sacra. Até hoje estou aplicando seus ensinamentos tanto no órgão, como em outras áreas da música”.

4. Hino 304 HCC – Jesus, Levaste a Minha Cruz, cuja letra é de (M. Avelino de Souza/ Landenberger) tem como nome da melodia uma homenagem ao seu avô – AMADOR - Amador José da Silva que também foi músico na sua juventude, a quem ela admira e estima. Ele esta hoje [marco, 1991] com 91 anos, e é lúcido, graças a Deus, disse ela.
A Subcomissão de Música do HCC convidou Roselena de Oliveira Landenberger para providenciar uma melodia que realçasse esta comovente mensagem, o que ela fez com esmero, em 1990.


5. Hino 305 HCC – Rocha Eterna,  (Toplady/Entzminger/Landenberger). Temos duas melodias no HCC e esta mais nova e recente da Roselena Landenberger tem “especial aceitação da nova geração” (Mulholand).  O nome da melodia é OTTMAR, em homenagem ao seu marido. Disse ela na carta explicativa:

Sobre o nome desta melodia a Roselena escreve: Escolhi o nome de meu esposo Ottmar Landenberger, por ser ele sempre alegre, amigo, companheiro e compreensivo. Ele tem me apoiado muito em tudo, sempre me animando, e isto é muito importante. Deus nos uniu para a sua gl6ria, e eu sinto isto. 0 Ottmar também tem todos os méritos.
6. Hinos sobre Ceia era um dos assuntos mais requisitados para o novo Hinário que surgia. Por isto a necessidade de preservar esta letra e pedindo a um compositor brasileiro nova melodia. No Hino 520, Será Possível Esquecer? , de Entzminger/Landenberger também foi pedida à capacitada compositora paulista uma nova melodia. Ao dar o nome FERREIRA a esta melodia ela homenageia seu pai - Jose Ferreira de Oliveira - assim o faz por considerá-lo uma pessoa sensível. “E como se a melodia fosse um reflexo de um pouco que eu sinto que ele é, e por ser ele meu pai, temos em comum através da hereditariedade muitos traços de personalidade, e isto gera muita empatia. E difícil explicar. Ao mesmo tempo é um tribute de gratidão a Deus pelo pai que ele me deu.”
Continuando ela diz: “A melodia deste hino surgiu com muita naturalidade, e é a que mais aprecio das que escrevi. Ela sempre gira em torno da frase: 'Será possível esquecer...?" Soa para mim como tema de meditação; é muito subjetiva”.
O estilo da simples e expressiva melodia que Roselena compôs no modo menor, para ser cantada em uníssono pela congregação, é bem brasileiro. Sugere-se apresentar este hino pela primeira vez a igreja por solista ou conjunto, no momento da Ceia do Senhor. Repetindo o hino na hora, a congregação o aprenderá com facilidade. Encerra o depoimento, Edith Mulholand, sobre a compositora neste hino.

7. Hino 547 HCC – Sabeis Falar de Tudo,  de (Crosby/Wright/Landenberger).
“Sentindo a necessidade de uma melodia mais brasileira e atualizada para este poderoso desafio, a Subcomissão de Musica do HCC pediu a colaboração da dotada compositora batista, Roselena de Oliveira Landenberger. A melodia CHARLA foi a primeira melodia que Roselena escreveu para o HCC, isto foi em 1990. Foi escrita pensando no hino Senhor, E Admirável o Teu Divino Amor (HCC 166). Entretanto, a Subcomissão de Textos do hinário (Magali Cunha, relatora) achou-a perfeita para esta mensagem, e assim foi usada em Sabeis Falar de Tudo. Roselena seguiu o estilo bem brasileiro do canto congregacional em uníssono, com um acompanhamento muito lindo pelo instrumento”. (Mulholand)
Esta é uma música de fácil aceitação e todos poderão cantar e Roselena deu o nome CHARLA, em homenagem à missionária Charla Greenhaw, que foi sua professora de piano e que sempre confiou no seu trabalho, segundo ela.
...
 

Muito há ainda para se falar (ainda continuarei pesquisando) sobre esta mulher tão sincera e que é sempre grata a Deus por seu talento como dádiva dos céus.
Deus abençoe todos que cantarão ou que já cantam suas melodias conhecidas e que estão no HCC e  ou  outros arranjos e composições autorais (com letra e música). Que sejam alcançados por sua sensibilidade e que possam acalmar os seus corações.
Graças ao Senhor pela vida de Roselena de Oliveira Lendengurber. Que todos os seus familiares e amigos sejam consolados por nosso Deus e Pai.

Rio, 14 de agosto de 2016

Westh Ney Rodrigues Luz – Ministra de música, profª do Seminário do Sul (STBSB/FABAT), lecionando Culto Cristão, História da Música e Gestão da música na Igreja. Membro da Igreja Batista Itacuruçá  e regente dos Coros feminino Cantares e  Hospital Evangélico. Relatora da subcomissão de organização e leituras bíblicas do HCC (Hinário para o Culto Cristão, 1991). Redatora da Revista Louvor (Revista de Música). Formada em Licenciatura em Música (UFRJ), Bacharel em Música Sacra (Seminário do Sul), História (UGF) e pós-graduada em Artes (FIJ).  http://www.blogdawesth.blogspot.com/

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Referências bibliográficas:

1.    MULHOLLAND, Edith Brock. Hinário para o culto cristão – Notas históricas. Rio de Janeiro: JUERP, 2001. p.68, 69, 141,  280, 240, 241, 242, 390, 409 e 410.    

2.    LUZ, Westh Ney Rodrigues - Anotações do arquivo pessoal do HCC.

3.    Notas dos amigos da  compositora

domingo, 15 de abril de 2018

Hinódia Batista Brasileira: 8. História do hino 433 HCC – USA, SENHOR

 No HCC – Hinário para o Culto Cristão há um hino muito cantado da compositora Mônica quando ainda era uma adolescente. Na Seção CONSAGRAÇÃO. Desde 1990 quando conheci o hino, ainda na fase de levantamento de novos compositores, eu o ensinei à Primeira Igreja Batista de Fortaleza, que aprendeu a cantar lindamente.

Seguem abaixo dados – relatos da compositora e de Edith Mulholland, a compiladora do livro Notas Históricas do HCC – Se os Hinos contassem –  5º livro do Projeto Hinário para o culto cristão (1991) lançado pela Convenção Batista Brasileira (editora JUERP). O livro Notas Históricas foi lançado, dado a sua complexidade e minuciosa base histórica em 2001

“Ela escreveu assim sobre o surgimento deste hino:

Estávamos em setembro [de 1986]. Como bons adolescentes sonhadores, esperávamos ansiosos o dia em que chegaria o nosso pré-congresso, em novembro. Muitos preparativos, igrejas sendo convidadas, bem como suas uniões de adolescentes e corais também. O tema seria Consagração total, um tema muito sério e abrangente, um tema que “mexe com qualquer um”. Mas, que hino oficial escolheríamos?
Pensei, então, que melhor que acharmos um hino, seria fazê-lo para o grande dia, especialmente. E assim foi! Fui para casa, abri o piano, tomei caneta e papel, pedi orientação divina e tudo foi fluindo maravilhosamente. Era Deus se alegrando e confirmando tudo!1


Mônica testou seu hino primeiro com a família, depois levou-o ao coro de adolescentes da sua igreja. A aceitação foi unânime e entusiasta. Prepararam o coro, a coreografia e a instrumentação. Mônica teve a alegria de ver os adolescentes e a congregação cantar seu hino “com muita animação” no Congresso Pavunense de Adolescentes.

Escolhido como saudação do Campo Fluminense para o Congresso dos Músicos em Rio Bonito, em 1987, seu hino foi ouvido – pelo pr. Clint Kimbrough, então Coordenador do Departamento de Música da JUERP e pr. Marcílio de Oliveira Filho, relator da Subcomissão de Triagem do HCC.

(...)

Ao ler o que a autora fala sobre a sua mensagem, é possível ver a razão para isso: "

Usa, Senhor fala muito ao meu coração. Além de me trazer lembranças gostosas da minha adolescência, exorta aos crentes a entregarem todas as partes do seu ser ao Senhor. É importante atentarmos para a complexidade das palavras “todo” e “tudo” que aparecem no hino. Entregar-se ao todo, consagrar tudo a Deus não nos parece fácil. É uma coisa muito séria, pois além de privilégios incontáveis, bênçãos e alegrias, envolve também renúncias. Especialmente aos adolescentes, quero dizer que por mais difícil que possa parecer ou ser, não há nada no mundo que substitua a vida nas mãos de Deus, o trabalho por Jesus. Não há coisa melhor! Um dia eu me entreguei a Ele e hoje sou mais que vencedora, sou feliz!
Este hino tem características muito próprias: seu ritmo bem alegre e “puladinho” e sua melodia é de fácil assimilação. Fica muito bonito com arranjo instrumental.2
Hino 433 HCC        Usa, Senhor        (Coropos)
Usa, Senhor, todo o meu ser pra teu louvor.
Mãos, pés e voz, tudo consagro a ti.
Não há no mundo nada melhor
que dia a dia trabalhar por Jesus.
Por isso tudo te entrego, ó Deus,
enquanto neste mundo eu viver.
Usa, Senhor, todo o meu ser pra teu louvor.
Mãos, pés e voz, tudo consagro a ti.

Bibliografia:
MULHOLLAND, Edith Brock. Notas Históricas do Hinário para o Culto Cristão (HCC). Rio de Janeiro:JUERP,2001

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1. COROPOS, Mônica Ferreira. Carta à autora em 18 de junho de 1991.
2. Ibid.

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Westh Ney Rodrigues Luz –  Ministra de música, prof.ª do Seminário do Sul (STBSB/FABAT) nos cursos de Música e Teologia (Liturgia, Culto Cristão, História da Música e Gestão de música eclesiástica), membro da Igreja Batista Itacuruba e regente dos Coros feminino Cantares e Hospital Evangélico, Tijuca, Rio. Graduada em Bacharel e Licenciatura em História e Música, bacharel em Música Sacra e pós-graduada em Artes e Letras. http://blogdawesth.blogspot.com.br/

Hinódia Batista Brasileira: 9. Mônica Coropos

Mônica é muito engraçada, talentosa,dependente de Deus e tremendamente criativa. Eu a conheço tem uns 20 anos. Quando trabalhamos juntos em algum congresso sempre ficamos juntas e nos divertimos muito além do trabalho. Nem conseguimos dormir de tanto que conversamos e fazemos planos maravilhosos para o reino. Alguns ainda não realizamos, mas sonhar não custa nada.

Tem feito um trabalho muito bom na área de musicalização infantil com um projeto desenvolvido por ela - “Musicalizando com Alegria” – EMCA - Encontro Musicalizando com Alegria - destinado à formação continuada de professores e líderes de crianças. Com este projeto tem realizado Congressos, Workshops por igrejas, escolas e universidades. Tem muitos Cds gravados com músicas infantis para todas as ocasiões, não só para igrejas, mas para escolas também. 


Abaixo um recorte do Livro Notas Históricas do HCC onde a mais nova hinista do HCC, ainda uma menina na época entrou para o hinário com o seu hino muito cantado Usa, Senhor, 433, pois a partir deste hino ela ficou conhecida no Brasil todo.

“No preparo do Hinário para o culto cristão, todos os envolvidos estavam à procura de bons hinos e cânticos entre nosso povo que, preenchendo lacunas dos assuntos no plano do hinário, pudessem fazer parte dele. (...) Como todas as outras partituras inéditas, esta passou pelo crivo das Subcomissões de Triagem, de Textos, de Música, e de Assuntos e Organização. Recomendada por todas, foi ouvida pela Comissão Coordenadora. Entrou no HCC o hino Usa, Senhor na seção Consagração, número 433.” (Notas Históricas do HCC, p.332)

Nasceu em 11 de agosto de 1970, na Pavuna, Rio de Janeiro, num lar de crentes muito ativos na sua igreja. Aceitou a Cristo e foi batizada aos nove anos pelo seu pastor, o pr. Feliciano Amaral, muito conhecido por sua maravilhosa voz e seus discos, na Primeira Igreja Batista da Pavuna. Mostrando dom musical, Mônica começou estudos em piano e teoria aos sete anos e, de 1980 a 1988, fez o curso técnico de Piano na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na Faculdade de licenciatura em Educação Artística, na mesma Universidade, fez habilitação em Música de 1988 a 1991.

Mônica, que é pianista, regente e compositora, participou no ministério da sua igreja, na Pavuna, nas áreas de música e evangelismo. Cooperou com a Igreja Batista Missionária do Maracanã, RJ, Primeira Igreja Batista de São João de Meriti, RJ, Igreja Batista de Irajá e serve na PIB de Mesquita, RJ.

Mônica já fez um bom número de traduções para coros, tanto de antemas corais como cantatas. Compôs a música para diversos hinos corais, conjuntos, duetos e solos inéditos em parceria com os letristas Sérgio Silva e Álvaro Evaristo Filho. Seu hino Se Deus é por nós foi gravado pela cantora Lília Franco. Outros hinos, letra e música, foram publicados no Hinário Despertar, 93 (JUMOC/Bom Pastor)”
Casada com pastor, Renato de Oliveira, em 15 /01/1993, na capela do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Atualmente auxilia seu esposo na Primeira Igreja Batista em Mesquita, RJ onde tomou posse dia 04/12/2017 como pastor. Sua filha -  Maitê Coropos de Oliveira faz Licenciatura em Artes Cênicas na UNIRIO e seu filho Renan Coropos de Oliveira faz Arquitetura na UFRJ. Uma família que serve ao Senhor.

Resumindo o seu currículo, encaminhado em março de 2018 para o blog:

  • Mestre em Música (UFRJ, 2017);  
  • Pós-graduada em Música e Educação (IBEC/Universidade Gama Filho); 
  • Graduada em Licenciatura em Educação Artística - Habilitação em Música pela UFRJ. 
  • Professora de Educação Musical da Secretaria Municipal de Educação da Cidade do Rio de Janeiro (SME), 
  • Co-diretora e sócia do Instituto Cultural, Social e Recreativo Harmonia;
  • Professora das Disciplinas de Prática de Ensino da Música e Tópicos Especiais em Educação Musical nos cursos de graduação e pós-graduação do IBEC/FAL.
  • Professora do Curso de Extensão de Musicalização Infantil da UFRJ.
  • Compositora, produtora, instrumentista e escritora.
  • Na área de Musicalização, participando e organizando congressos, treinamentos e oficinas no Brasil e exterior com o Curso de Formação Continuada para Educadores Musicalizando com Alegria, prática metodológica que propõe educar musicalmente com músicas.
  •  Realiza, desde 2015, o EMCA - Encontro Musicalizando com Alegria - destinado à formação continuada de professores e líderes de crianças.
  • Produções importantes: Série de CDs e livros MUSICALIZANDO COM ALEGRIA e o Hino "Usa, Senhor" do Hinário para o Culto Cristão (HCC).

Deus abençoe a minha amiga Mônica para que continue sendo bênção na vida de tantos que estão perto dela.
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Bibliografia:
MULHOLLAND, Edith Brock. Notas Históricas do Hinário para o Culto Cristão (HCC). Rio de Janeiro:JUERP,2001
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Westh Ney Rodrigues Luz –  Ministra de música, prof.ª do Seminário do Sul (STBSB/FABAT) nos cursos de Música e Teologia (Liturgia, Culto Cristão, História da Música e Gestão de música eclesiástica), membro da Igreja Batista Itacuruba e regente dos Coros feminino Cantares e Hospital Evangélico, Tijuca, Rio. Graduada em Bacharel e Licenciatura em História e Música, bacharel em Música Sacra e pós-graduada em Artes e Letras. http://blogdawesth.blogspot.com.br/
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domingo, 30 de julho de 2017

Algumas boas lembranças, ouvindo Buxtehude

Dietrich Buxtehude (c.1637-1707) - "... representa o climax da escola do norte da Alemanha dó séc. XVII, tendo exercido forte influência sobre J.S.Bach." Grove - a bíblia 
da música segundo os críticos. Estou nessa madrugada ouvindo cantatas deste excelente músico.

Conheci Buxtehude e sua obra somente aos 20 anos quando fui estudar Música Sacra no Seminário do Sul,no Rio de Janeiro anos 70. Lá foi minha grande escola de formação musical e onde aprendi muito sobre a vida e espiritualidade . Tive outras - algumas importantes, outras nem tanto.
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Lembro com saudade do Colégio Anderson (lembra Lêda Maya?). Ali foi um divisor de águas na minha vida e calmaria do meu coração que brigava na ruas do centro da cidade do Rio, nos movimentos políticos e estudantis. Ali minha alma inquieta aprendeu que vale mais a justiça do que muitos movimentos sobre paz ou liberdade. Sem justiça não há nem uma nem outra. Grandes diretores e professores como Leão e Joaquim influenciaram nossas almas jovens nos turbulentos final dos anos 60 e início dos 70.
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Minha alma, coração, entranhas sempre foram barrocas desde minha adolescência nos discos que ouvia com meu pai e nos bancos da Igreja batista Itacuruçá onde meus sonhos eram construídos ao som do órgão que Yara Curvacho tocava (Bach, naturalmente) e nas músicas que cantava no coro da igreja (mesmo adolescente) regido por Elza Lakschevitz.
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É muito ingrato, para não dizer ignorância ou desconhecimento, creditar e pensar só nestes lugares e pessoas. Somos em suma o resultado de tudo que ouvimos, vimos, sentimos, lemos, cantamos, escrevemos. Trazemos pela vida as marcas de todos que passaram por nós. Elas são de tudo que vivemos, de bom ou ruim.
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Por isto é difícil encontrar alguém que entenda todas as marcas que trazemos, impossível isto. Elas são somente nossas, mesmo vivendo as mesmas experiências e sendo da mesma geração. Nossos ouvidos e olhos ouvem e veem o que o cérebro seleciona e registra na nossa mente, coração, alma... as impressões são únicas.
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Reside aqui então, a dificuldade que temos durante a vida toda se não nos amarmos, se não gostarmos de conviver conosco na solitude necessária ao equilíbrio emocional e mental. Se nos bastarmos, se gostarmos de nossa companhia haverá um caminhar maravilhoso com o outro.
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Nós somos plural,
somos muitos,
somos únicos.
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Comecei por Buxtehude e iria escrever sobre ele, mas de uma forma catártica me derramei enquanto escutava esta seleção - Lindos estes novos tempos, mas não seria assim se não tivesse atravessado vales e montanhas.
 

Boa madrugada para todos e principalmente para aqueles que sabem realmente que é neles que estou pensando enquanto escrevo.

Westh Ney, 30/07/17

https://youtu.be/4ms61jYEBVU?list=RD4ms61jYEBVU

https://www.youtube.com/watch?v=4ms61jYEBVU&list=RD4ms61jYEBVU#t=0

domingo, 18 de junho de 2017

Liturgias para diversas ocasiões_Leonardo Barros
















Liturgias elaboradas por Leonardo Barros que estão no site de Israel Belo de Azevedo:

1. FÉ 

2. BÍBLIA

3. GRAÇA

4. FAMÍLIA

5. ESPERANÇA

6. CEIA

7. CEIA DO SENHOR

8. CEIA DO SENHOR

9. CONFIANÇA

10. AUTOESTIMA

11. COMPROMISSO

12. AVIVAMENTO
  


MM Leonardo Cunha de Barros Bacharel em música Sacra pelo Seminário do Sul, e bacharel em Regência pela UFRJ.
Foi Ministro de música  na Igreja Batista Itacuruçá, Tijuca, Rio, RJ. Foi prof. do STBSB - Seminário do Sul


  • Em Janeiro de  2011 mudou com sua família para os EUA, para Campbellsvile, Kentucky.
  • Em dezembro de 2014 terminou Mestrado de Musica em Regência de Orquestra.
  • De  outubro 2013 a dezembro de 2014 foi Ministro de Musica interino na Junction City First Baptist Church.
  • Em 2015 foi para o Texas  onde faz o Doutorado em Música na Igreja com ênfase em Regência.
  • De outubro de 2015 a julho de 2017 foi Ministro de Música na New Hope Baptist Church em Mansfield, Texas.
  • Está de malas prontas para ser Pastor de Adoração e Artes da Armitage Baptist Church, tomando posse dia 15 de Julho 
  • Casado com a talentosa pianista MM Claudiane Barros e forma uma linda  Com Letícia, Daniel e Lucas. São netos da profª Magali Cunha que  lecionou muitos anos no IBER e no Seminário do Sul.


Sempre frutificando







Ordem de Culto:
Sempre frutificando
criada por Leila Gusmão, impressa na Revista Louvor, ano 18, nº 62, volume 1, 1995.

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Revista de música Louvor, da editora Convicção da CBB –  Convenção Batista Brasileira

































Revistas novas pelo e-mail literatura@conviccaoeditora.com.br

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Hoje vou ouvir sobre catedrais com Stella Junia

Segue abaixo o discurso da querida profª Stella Junia Ribeiro – professora e compositora – paraninfa da turma de Música Sacra do Seminário do Sul/STBSB, em 2005. Lindo, sobre a Catedral de dentro ou Encontrando Deus no quintal
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Caro reitor, coordenador do curso, colegas professores,
senhores e senhoras presentes, queridíssimos alunos formandos,
Hoje vou falar de catedrais...
Edificações fundamentais na vida de qualquer ser humano.
Falarei da sua importância, dos materiais para construção (para fundações e acabamentos), e depois das dicas para construção, darei sugestões para seu funcionamento, seus serviços e suas rotinas.

Pretendo partir da minha própria experiência.
Então, na verdade são experiências de construção da minha catedral que eu vou compartilhar, isso é bem diferente do que seria uma aula técnica para construções e edificações. Ah, é bom ressaltar algumas características dessa catedral:


1. Ela não cresce para cima e para fora. Ela cresce para dentro e para baixo.

2. Não tenta alcançar o céu em torres magníficas, mas ela cria raízes profundas.

3. Não é espaço para multidões. É lugar de solidão.

4. Os eventos não obedecem a agendas ou horários, aliás, quanto mais profunda a catedral, mais intensos serão os serviços, podem durar as 24hs do dia.

5. Nada de coral ou grupos instrumentais. É música sem som, performance sem movimento. 

6. Fala também não tem. Até porque a lei que impera nessa catedral é a lei do SILÊNCIO. Mas, mesmo sem fala e pregação, posso aprender a cada minuto do meu dia.

7. Sem introdutores ou equipes de relações públicas. Estarei sempre em casa, e na minha casa não preciso de ninguém que me diga onde sentar. Sei que sou bem-vinda sempre.

8. Sem diáconos, ou servos. Eu mesma me sirvo, pois a mesa está posta 24hs por dia.
Só não me saciarei se não quiser.

9. Nada de profecias e pretensos intermediários: minha fala

A mística do encontro com Deus precisa da catedral de dentro, da edificação da alma, que se constrói no silêncio e na solidão. As grandes assembleias, dos templos de fora, falam em Deus, cantam de Deus, cultivam a relação entre as pessoas (e isso tudo é muito bom), mas eu tenho encontrado Deus no silêncio. E eu só consigo silêncio na solidão.
Esse lugar maravilhoso e misterioso que eu cultivo como se fosse um templo para dentro de mim, onde só eu entro e Deus está lá, me aguardando sempre, e no nosso silêncio nos encontramos.

Queridos, num mundo onde ouvimos tantas falas, tantos sons, tantos modelos de templos para fora, isso de repente gera confusão e uma perplexidade grande.
Eu corro para dentro. Desço os degraus da minha alma, e cada descida é mais profunda que a anterior. E Deus fala a mim. Como fala a ninguém mais, pois Ele sabe o meu nome, os meus pensamentos, conhece cada passo da minha vida e o trato dEle comigo é pessoal.

Para além das gestões, das harmonias todas, funcionais ou não, das percepções, das monografias, das performances musicais, das teologias e estéticas, o que manterá vcs, nos templos de fora, nas universidades, nos magistérios escolares, é a construção da catedral de dentro.

Essa é uma obra que nunca acaba. E quanto mais avança é sempre para dentro, para o fundo da nossa alma. É nessa catedral que eu me encontro, que aprendo a aceitar as surpresas da vida, nem sempre boas, que me consolo, que me  reanimo, que me percebo, que me entendo, que contemplo absolutamente fascinada e perplexa o quanto Deus me ama, a ponto de ser Deus comigo, Deus em mim, e poder encontrá-lo na nossa "catedral de dentro", e lá ouvi-lo, sentir o seu amor INCONDICIONAL, e viver experiências absolutamente pessoais e intransferíveis.
Se chegarmos a este ponto, nada nos confundirá, nem nos decepcionará, nenhum escândalo nos abalará, pois saberemos em quem temos crido, e essa experiência, se alguém quiser questionar ou invalidar, nós saberemos o quanto vale, pois será fruto da nossa vivência com Ele, Emanuel, Deus conosco, Deus em nós.

Bom, de resto, ou como disse Jesus "as outras coisas", todas continuam a acontecer, pois "O rio correrá para o mar e nada deterá o seu curso". Muitos aqui terão seus filhos, construirão suas famílias, terão ministérios eficazes, serão grandes professores, grandes instrumentistas, com dores e prazeres, porque a vida é esse “caldo” todo mesmo. Mas o sentido virá sempre de dentro, do tempo que você gasta para dentro, na edificação de dentro.

E muito a propósito, gostaria de ler um poema de Emily Dickinson (1830-86):


“Alguns guardam o Domingo indo à Igreja -
Eu o guardo ficando em casa
tendo um Sabiá como cantor
e um Pomar por Santuário.
- Alguns guardam o Domingo em vestes brancas
mas eu só uso minhas Asas
E ao invés do repicar dos sinos na Igreja
nosso pássaro canta na palmeira.
É Deus que está pregando, pregador admirável
e o seu sermão é sempre curto.

Assim, ao invés de chegar ao Céu, só no final
eu o encontro o tempo todo no quintal. “


Peço permissão aos presentes, para dedicar esse momento à  memória de Joselita Guimarães Ribeiro, minha mãe: figura silenciosa, discreta, misteriosa, cuja prioridade em vida era ir para o templo de dentro e seu maior desejo era permanecer no silêncio de Deus. Agora ela realizou o seu desejo, para além do eterno, e sei que ao invés de perguntas teológicas e curiosidades outras, ela deve estar apenas contemplando silenciosamente .
Aquele que foi o seu maior amor em vida: Jesus.
obrigada.
Stella Junia Ribeiro