Pular para o conteúdo principal

Duas e duras realidades no Rio de Janeiro!

Em uma excursão, um aluno de uma Escola Pública ao acabar de descer a Serra da Grota Funda e ver uma estrada bonita e grande com o Shopping do Recreio e outros prédios perguntou bem baixinho à sua professora, minha amiga:
- Professora, será que eles entendem se eu falar do jeito que falo?

Em outra excursão, da mesma Escola, o ônibus veio pela Av. Brasil e ao avistar o aeroporto o menino gritou todo feliz: - Estamos no Brasil!
Ele conhecia o aeroporto das imagens televisivas das novelas...
E eu chorei ao ouvir estas duas histórias. 
Em julho irei conhecer estas crianças. É de doer!

Ontem estive em  uma outra Escola do Rio de Janeiro, centenária, da rede particular na Zona Sul da cidade. Linda, organizada, bem estruturada, com muitas crianças e muitos cursos extras. Dá gosto andar por lá, por lindos e grandes corredors limpíssimos. Lá existe um Coro lindíssimo. 

Perguntei   à minha amiga que lá trabalha, se eles um dia poderiam cantar na Tijuca para outras pessoas, meus alunos de música  conhecerem aquele lindíssimo trabalho vocal que assisti durante parte da manhã. Ela respondeu  que seria muito difícil por problemas de segurança, permissão dos pais e que eles, na maioria,  nunca atravessaram o túnel Rebouças.

Não conhecem a outra metade da sua cidade...

E cá  estou eu ainda impactada com estas duas realidades educacionais

Comentários

  1. Dura e triste realidade... Até quando???

    ResponderExcluir
  2. Anônimo7/6/12 12:59

    hoje o mundo passa por uma mistura de cristianismo com humanismo.temos que viver por princípios bíblicos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe seu comentário aqui para que possamos refletir juntos. Obrigada por visitar e escrever .

Postagens mais visitadas deste blog

Hinódia Batista Brasileira: HISTÓRIA DO DEPARTAMENTO DE MÚSICA DA JUERP - 2 - 5

História do Departamento de música da JUERP, pelo olhar, autobiografia ou lembranças de Bill Icther - Parte  V PUBLICAÇÕES Uma das grandes lacunas que senti no início do Departamento de Música, que oficialmente começou em 1958 , portanto, 50 anos atrás, foi na área de publicações. Existia pouca literatura coral. A coleção mais usada era “Coros Sacros, “ do irmão Arthur Lakschevitz , cujo primeiro volume saiu em 1950 . A coletânea de Graça Cowsert - “Hinos de Louvor,” também publicada em 1950, foi utilizada pelos corais, bem como a coleção, “Antemas Celestes” de Alyna Muirhead. Algumas coleções do metodista Alberto Ream também foram de grande valor. Cheguei a usá-las com os corais com quem trabalhava. A primeira publicação (1ª) do novo departamento foi “Antemas Corais,” uma coleção de músicas corais. Fiz questão, que, naquela primeira coleção, as músicas de alguns brasileiros fossem incluídas. A coleção tinha contribuições de Guilherme Loureiro, Carlos Zink, Heitor Ar...

CULTOS NOS LARES (CULTO DOMÉSTICO)

                                              Westh Ney Rodrigues Luz   INTRODUÇÃO                        “O Culto Cristão é primordial e essencialmente um ato de louvor e adoração, que também implica grato reconhecimento pelo amor abrangente e bondade redentora de Deus.” (teólogo Florovsky) Não deixemos que o culto que prestamos ao Senhor seja ele no lar (doméstico) ou no templo e que chamamos de culto coletivo, comum ou público nos desvie do sentido mais importante que é a glorificação e exaltação do nosso Pai amado, da alegria e certeza da redenção em Cristo e da doce presença do Espírito Santo presente sempre como ajudador e consolador. Somos igreja de Cristo, e nossos cultos precisam ser cristocêntricos. Ao escolhermos hinos ou canções, textos bíblicos não n...

Memórias - Colégio Batista Brasileiro, Rio e Santos Dumont, Fortaleza, Ceará

Tem tempo que não escrevo. Ando cansada e o facebook me rouba a energia...rsrsrsrsrs Desde ontem estou pensando e rememorando algumas coisas... Colégio Batista - durante minha vida profissional trabalhei em dois.  No Colégio Batista Brasileiro , na Conde de Bonfim na Tijuca/ Rio, com o querido diretor Joaquim Silva, que quando me contratou disse para eu não fazer uma revolução no Colégio. Ele tinha sido meu diretor na ACM quando eu era estudante do Científico e quando havia uma efervescência política na época, final dos anos 60 e fechamento dos centros acadêmicos e passeatas pelo centro do Rio. No Batista Brasileiro lecionei História para o antigo fundamental (da 5ª a 8ª série) nos anos 80.  No Colégio Batista Santos Dumont , Aldeota, Fortaleza - trabalhei com música (educação musical) e no Centro de Artes de lá. Da 5ª série até o 2ª grau. Foi um trabalho diferente. O diretor José Milton de Cerqueira era um visionário. Um dia lhe questionei pq estava recebendo já passad...