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sábado, 19 de junho de 2010

Educação e Mudança, Paulo Freire

FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. 3ª edição. RJ: Paz e Terra, 1981. 79p.

Capítulo 1. O compromisso do profissional com a Sociedade.
• O compromisso envolve uma decisão lúcida e profunda de quem o assume e se dá no plano concreto. (15) – paráfrase

• "A primeira condição para que um ser possa assumir um ato comprometido está em ser capaz de agir e refletir". (16)

• Possibilidade de reflexão sobre si mesmo mais a sua ação no mundo deve existir em cada ser não é capaz de transpor os limites que lhe sobrevêm e por isto não serão capazes de compromissos. (16) - paráfrase

• "É um ser imerso no mundo, no seu estar, adaptado a ele e sem ter dele consciência. (16)

• "Somente um ser que é capaz de sair de seu contexto, de "distanciar-se" dele para ficar com ele". (17)

• Só poderá comprometer-se o ser que é capaz de distanciar-se da sua realidade, admirá-la e assim objetivá-la, transformá-la e quando este ser transforma a sua realidade, ele também será transformado por sua própria criação. Isto é um ser histórico. Um ser compromisso. Um homem. (17)

• atuar/operar/transformar

• "...não pode haver reflexão e ação fora da relação homem-realidade. (17)

• "O verdadeiro compromisso é a solidariedade (...) com aqueles que, na situação concreta, se encontram convertidos em "coisas". (19)

• O compromisso é próprio da existência humana. Este só existe quando se está engajado na realidade. Não se deve ser neutro. A neutralidade diante do mundo é o reflexo do medo que se tem de revelar o compromisso. (19) - paráfrase

• O compromisso do profissional com a sociedade antes é o do próprio homem com esta. (52) - paráfrase
• "Quanto mais me capacito como profissional, quanto mais sistematizo minhas experiências, quanto mais me utilizo do patrimônio cultural, que é patrimônio de todos e ao qual todos devem servir, mais aumenta minha responsabilidade com os homens". (20)

• Não se deve burocratizar o compromisso de profissional. Isto acontece quando os meios são mais importantes que os fins. E este fim é o homem. Isto acontece quando as técnicas são mais importantes e escravizam este profissional em vez de serem (as técnicas) suas escravas. (20) - paráfrase

• A postura de um salvador messiânico não é a ideal e correta. Esta postura de dono da verdade e proprietário do saber é de compromisso nem como profissional, nem como homem. É alienação. (21) - paráfrase

Compromisso é práxis = ação e reflexão sobre a realidade. É necessário para tal conhecimento da realidade. (21) - paráfrase

• O compromisso deve estar carregado de humanismo e este só será conseqüente com fudamentação científica. Este profissional precisa de aperfeiçoamento constante. (21) • O profissional deve ampliar os seus conhecimentos relativos ao homem e sua maneira de estar no mundo, substituindo a visão ingênua pela visão crítica da realidade. (21) - paráfrase

• O compromisso autêntico advém da percepção da realidade total e em permanente interação. "É transformando a totalidade que se transformam as partes e não o contrário". (21)

• "...humanismo e tecnologia não se excluem". "Se o meu compromisso é realmente com o homem concreto, com a causa de sua humanização, de sua libertação, não posso por isso mesmo prescindir da ciência, nem da tecnologia, com as quais vou instrumentando para melhor lutar por esta causa". (23)

• Não se deve subestimar o conhecimento e os procedimentos empíricos dos educandos. Tanto a técnica do educador quanto as manifestações culturais do educando não podem ser substituídos ou trocados. (23) - paráfrase

• "que fazer - ação - reflexão, que sempre se dá no mundo e sobre ele". (23)

• "Onde está seu compromisso verdadeiro com o homem, com sua humanização? Se se este homem for pensado como uma lata vazia ou de educador vai enchendo com seus "depósitos técnicos". (23) - paráfrase

• É necessário não se alienar com importações de técnicos e outras culturas, principalmente pausando em trmos de globalização. Quando o profissional é um alienado ele não percebe que não há técnicas neutras que possam ser transplantadas de um contexto a outro. (24) - paráfrase

• A alienação inibe a criatividade. Estimula o formalismo. Vê as coisas mais na superfície que no seu interior (25) - paráfrase

• Inserção crítica na realidade é compromisso verdadeiro. (25)

Fichamento elaborado por Westh Ney

domingo, 19 de outubro de 2008

Gotas de Paulo Freire

Fichamento 1 :
FREIRE, Paulo. Educação como Prática da Liberdade. 22ª Reimpressão. São Paulo: Paz e Terra, 1994. 188p.

Capítulo 1. A Sociedade Brasileira em Transição
• "Não há educação fora das sociedades humanas e não há homem no vazio". (p35)

• Esta premissa se faz necessária para justificar a importância de uma educação. Esta educação precisa conhecer a sociedade. Ela será a oportunidade de "mudança e libertação". (p36) Há 2 caminhos para seguir: ou uma educação domesticação para a alienação ou uma educação para a liberdade.
paráfrase

• É indispensável uma educação que coloque em todos a postura de auto reflexão sobre seu tempo e espaço para que se torne figurantes e autoras da sua história e não apenas espectadoras.
paráfrase

• O homem é um ser de relações e não está apenas no mundo, mas com o mundo.
paráfrase

• O ser humano é plural apesar de sua singularidade e esta sua pluralidade é sentida quando diante dos desafios encontra respostas, escolhe; se organiza escolhendo as melhores respostas e agindo.

• "(...) é o homem, e somente ele, capaz de transcender. (...) A sua transcendência está (...) na raiz de sua finitude (...) na consciência que tem desta finitude". (40)

• O homem tem consciência que é um ser finito e também inacabado e que por isso a sua plenitude vem na ligação com o seu Criador, que antes de ser dominador ou domesticador, deve ser libertado. (40)
paráfrase

• A história e a cultura são domínios do homem. (41)
paráfrase

• A posição do homem no mundo não deve ser passiva visto que ele não está apenas no mundo mas com ele.
paráfrase

• "toda vez que se suprime a liberdade, fica ele um ser meramente ajustado e acomodado (...) acomodado a ajustamentos que lhe sejam impostos. Sem direito de discutí-los, o homem sacrifica sua capacidade criadora". (42)

• "Uma das grandes, se não a maior, tragédia moderna do homem moderno, está em que é hoje dominado pela força dos mitos e comandado pela publicidade organizada, ideológica ou não, e por isso vem renunciando cada vez, sem o saber, a sua capacidade de decidir". (43)

• Guerreiro Ramos — "rinocerontismo" x "homem parentético". Homem parentético é o que se põe entre parênteses antes de definir-se para optar. É um homem crítico.Não é cético nem tímido. (45)

• "Toda relação de dominação, exploração, de opressão já é, em si violenta (...) com meios drásticos ou não. É a um tempo, desamor e óbice ao amor (...) entre os incontáveis direitos que se admite a si a consciência dominadora tem mais estes: o de definir a violência". (50)

• (...) Os fanatismos que separam os homens, embrutecem e geram ódios. (52)

• "...nas sociedades alienadas (...) as gerações oscilam entre o otimismo ingênuo e a desesperança". (53)

• "não há por que se desesperar se tem a consciência exata, crítica, dos problemas, das dificuldades e até dos perigos que se tem à frente". (54)

• substituição da desesperança e do pessimismo e do otimismo ingênuo substituídos por otimismo crítico e esperança. (54) "...Este otimismo não levará a sociedade a posições quietistas". (...) este (...) nasce e desenvolve ao lado de um forte senso de responsabilidade das elites.

• O perigo do assistencialismo está na violência do seu antidiálogo, que, impondo ao homem mutismo e passividade, não oferece condições especiais para o desenvolvimento ou a abertura de sua consciência que, nas democracias autênticas, há de ser cada vez mais crítica. (57)

• "O assistencialismo (...) é uma forma de ação que rouba ao homem condições à consecução de uma das necessidades fundamentais de sua alma – a responsabilidade". (58)

• O que importa realmente, ao ajudar-se o homem é ajudá-lo ajudar-se (e aos povos também).

• "a responsabilidade é um dado existencial (...) não pode ser incorporada intelectualmente e sim vivencialmente".

• "no assistencialismo não há responsabilidade. Não há decisão. Só há gestos que revelam passividade e domesticação do homem". (58)

• "O homem qualquer que seja o seu estado é um ser aberto".(60)

• "A criticidade para nós implica na apropriação crescente pelo homem de sua posição no contexto. Implica na sua inserção, na sua integração, na representação objetiva da realidade. A criticidade como a entendemos, há de resultar de trabalho pedagógico crítico, apoiado em condições históricas propícias".

• Quando o homem se torna massificado ele perde a liberdade, o poder de opção, tornando-se objeto e não sujeito. Ele também prejudica o seu poder criativo, assimilando idéias e fórmulas gerais e incorporando-as como suas. A possibilidade de diálogo se suprime e o homem fica dominado. A reflexão será o caminho para superar a massificação. (63)
paráfrase

• O destino do homem é humanizar-se, não coisificar-se.(64)

Leia mais alguns fichamentos que fiz e postei no site abaixo
Paulo Freire: Educação e Mudança, cap.1 e 2
www.seminariodosul.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=150&Itemid=68