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terça-feira, 23 de maio de 2017

Hinódia Batista Brasileira: 5. Elza Lakschevitz (1933 - 2017)

                                                  por Westh Ney Rodrigues Luz, escrito em 2014 /maio de 2017.
 

Dados biográficos (uma parte) do boletim da liturgia do culto de gratidão (Igreja Batista Itacurucá) pela vida da querida de todos nós - Elza Lakschevitz.  Foi escrito por mim, sendo parte de uma monografia onde abordei sua vida, seus ensinos e parte de sua obra em 2014.

Elza Lakschevitz, carioca,  filha de Arthur Lakschevitz –  músico e professor leto – importante nos primórdios da música sacra evangélica no Brasil. Pianista, compositora, organista e regente formada pela Escola de Música da UFRJ, ex-professora e regente do Orfeão do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, da Escola de Música "Villa-Lobos", do IBER– Instituto Batista de Educação Religiosa e do STBSB - Seminário do Sul. Coordenou na FUNARTE, com o projeto Villa-Lobos um grande movimento coral no país, um marco.

Regente dos coros infantis – Curumins, do Theatro Municipal e do Coro Infantil do Rio de Janeiro. Regente de coros de igrejas, do Canto em Canto, da Associação de Canto Coral (ACC); diretora da Oficina Coral do Rio de Janeiro. Em 1988 recebeu da AMBB, o prêmio “Arthur Lakschevitz”. Em 2001, recebeu a medalha “Áster Artis” da Academia Evangélica de Letras do Rio de Janeiro.


Representou o Brasil como jurada de concursos internacionais de coros em geral e de coros infantis nos EUA e Europa, além de reger o Coro Infantil do Rio de Janeiro na Espanha e Portugal. Composições dedicadas para Elza, dos brasileiros Ronaldo Miranda, Vieira Brandão, Edino Krieger e Ernani Aguiar foram regidas e lançadas pela primeira vez no mundo musical por ela. Atuou em diversos cursos e congressos, com um expressivo trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Na Igreja Batista Itacuruçá, colaborou e formou um grande número de discípulos, criou coros (feminino, infantil, misto) criando belos arranjos e composições, deixando um legado para a música sacra evangélica no país com partituras editadas.

A vida da Elza fala por meio de todos que alcançaram seus ensinos, que tiveram oportunidade de cantar com ela, e que aprenderam sobre a arte dos detalhes com a mestra. Seus ensinos, direção, elegância, postura e esmero nos seus trabalhos estão marcados em todos nós, em toda a geração que aprendeu com ela e que com certeza fluirá de nós para os que alcançarmos.

No dia 16/08/08 aconteceu na Escola Nacional de Música da UFRJ a cerimônia de homenagem à professora Elza. Emocionante ver jovens que tinham sido seus coristas quando crianças, adultos que tinham sido seus jovens e que estavam ali para cantar juntos a música Cantares - letra de Valter Mariani e música de Ronaldo Miranda.

Elza – a esposa do Rui Xavier Assunção, a mãe do Eduardo e do Maurício, a avó da Sofia e Luiza, a sogra da Gisele deixa uma lacuna que nunca será preenchida, mas que deixará a marca da sua presença e amor entre eles e todos os familiares. Ela está nos braços do Pai. Ao Senhor Deus toda a glória!
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Posteriormente escreverei com mais detalhes.
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                                                                                      Westh Ney Rodrigues Luz, texto e foto (2008)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Formatura - Teologia do Seminário do Sul

Sábado, dia 11 de dezembro, 18h.

HOJE - Formatura
Teologia do Seminário do Sul, STBSB/Faculdade Batista do Rio de Janeiro, FABAT

Na IB Itacuruçá, 18h -
Pça Barão de Drumond, 49, Tijuca, Rio - perto do Colégio Batista e rua Andrade Neves

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Hinódia Batista Brasileira: HISTÓRIA DO DEPARTAMENTO DE MÚSICA DA JUERP - 2 - 5

História do Departamento de música da JUERP, pelo olhar, autobiografia ou lembranças de Bill Icther - Parte  V

PUBLICAÇÕES

Uma das grandes lacunas que senti no início do Departamento de Música, que oficialmente começou em 1958, portanto, 50 anos atrás, foi na área de publicações. Existia pouca literatura coral. A coleção mais usada era “Coros Sacros,“ do irmão Arthur Lakschevitz, cujo primeiro volume saiu em 1950. A coletânea de Graça Cowsert - “Hinos de Louvor,” também publicada em 1950, foi utilizada pelos corais, bem como a coleção, “Antemas Celestes” de Alyna Muirhead. Algumas coleções do metodista Alberto Ream também foram de grande valor. Cheguei a usá-las com os corais com quem trabalhava.

A primeira publicação (1ª) do novo departamento foi “Antemas Corais,” uma coleção de músicas corais. Fiz questão, que, naquela primeira coleção, as músicas de alguns brasileiros fossem incluídas. A coleção tinha contribuições de Guilherme Loureiro, Carlos Zink, Heitor Argolo, e do pastor presbiteriano Renato Ribeiro dos Santos. A música deste continua sendo a mais linda com a qual se canta o Salmo 139.23. Parece que a música expressa exatamente o sentimento do Salmista.

Em vez de só publicar música coral, resolvi preencher lacunas na área de música para vozes masculinas, femininas, e infantis. Portanto, as próximas três publicações foram: “Cânticos Para Vozes Masculinas” (dedicado ao coro masculino do STBSB), “Cânticos Para Vozes Femininas” (dedicado ao Conjunto Feminino da Igreja Batista Itacuruçá), e uma cantata para coro infantil, “Eis A Estrela. Nestas primeiras duas coleções aparecem arranjos de Guilherme Barbosa e Antônio Coutinho. Este último labutou fielmente ao meu lado durante quase todo o meu tempo no Departamento de Música. Passamos horas e horas usando uma máquina de escrever música, que utilizávamos no preparo das músicas para a publicação. Esta máquina preparava os pentagramas, os símbolos musicais, e as notas musicais. Depois vinha o trabalho de imprimir as letras e meticulosamente colocá-las no lugar certinho abaixo das notas, sílaba por sílaba.

As próximas duas publicações foram dois livros traduzidos do inglês: “A Música na Bíblia” e “Hinódia Cristã.” Não vou anotar nesta história, todas as publicações do departamento, mas foram muitas. O Brasil Batista entrou numa nova área neste aspecto.

Mencionarei somente algumas por serem diferentes: “Prelúdios Para Piano,” de Edile Cavalcante; “Acordes Celestes,” (arranjos para acordeão) de Lauro Bernardes; “Prelúdios Para o Harmônio,” de Eliel Pereira da Silva; e “Música Dos Grandes Mestres em arranjos para harmônio.” Esta coletânea tinha mais de 70 anos quando foi encontrada na biblioteca duma família inglesa no bairro da Tijuca.

Além da coleção “Glória ao Justo” do Pastor Ricardo Pitrowsky que já mencionei, também publicamos em 1975,” Composições Sacras,” de Júlio de Oliveira, neto do venerado líder presbiteriano, Rev. Álvaro Reis. Júlio foi organista da Catedral Presbiteriana no Rio por 45 anos e foi levado prematuramente ao céu, com somente 59 anos de idade. Achávamos que estes compositores brasileiros mereciam ter as suas obras disponíveis para todo o povo evangélico.

Entre as muitas publicações de coleções corais e cantatas, publicamos hinários para duas grandes cruzadas evangelísticas - a memorável Primeira Campanha Nacional de Evangelização, e a Cruzada Evangelística Billy Graham, Grande Rio.

Talvez uma das nossas mais notáveis publicações fosse em 1977, quando publicamos “O Messias” de Handel. Desde a sua organização em 1958, sonhávamos publicar para os coros do Brasil uma obra clássica, de música sacra. Foi uma luta gigantesca; longas horas foram gastas em consultas, várias “performances” foram avaliadas, e muitas pessoas colaboraram. Sem a participação destas, não teria sido possível lançar esta obra, não somente para os Batistas, como também para o público geral. Montamos uma equipe “de peso” que parecia um verdadeiro “Who’s Who da Música Brasileira: Cleofe Person de Mattos, Elza Lakschevitz Assunção, Gláucia Vasconcelos Keidann, Anna Campelo Egger, Henriqueta Rosa Fernandes Braga, Hora Diniz Lopes, Rui Wanderley, Saulo Velasco e John Boyd Sutton. Contamos com a preciosa colaboração de uma capacitada equipe liderada pela Profa. Joan Sutton, então professora no Departamento de Música do STBSB. A Irmã Joan, filha dos missionários John e Prudence Riffey (1935 -1967), foi criada no Brasil e tinha o dom da tradução. O Departamento de Música muito deve a esta irmã pela sua valiosa colaboração em muitas publicações. Ela foi a coordenadora da comissão que preparou o Hinário Para O Culto Cristão e este hinário apresenta 52 contribuições dela: oito letras, uma metrificação, 36 traduções, e sete músicas.

Talvez a maior e mais duradora contribuição do departamento foi a apresentação à denominação, da 36a edição do Cantor Cristão. Nunca nos seus 80 anos o Cantor Cristão sofreu tantas modificações. Nesta edição, foram apresentadas juntas pela primeira vez a música junto com a letra revista por uma comissão composta dos irmãos Werner Kaschel, José dos Reis Pereira, e Mário Barreto França. Os hinos todos saíram com a sua ortografia atualizada. Muitas notas apagadas ou mesmo ilegíveis foram retocadas; novos termos musicais foram utilizados; em alguns casos de harmonia errada, a mesma foi corrigida; foram feitas harmonizações a quatro vozes em dois hinos que tinham apenas acompanhamento para piano, etc.

Estas modificações foram de grande relevância, porém discretas que poderiam ter escapado ao olhar menos arguto. Mas a nova e histórica edição, tinha modificações mais úteis e óbvias: novos cabeçalhos contendo farta documentação preencheram uma lacuna que muitos tinham sentido nas edições anteriores; índices novos e ampliados onde o pastor, o dirigente da música, o diretor de programas especiais e os interessados no assunto encontrariam uma riquíssima fonte de informações. Mais uma vez este trabalho foi o resultado do esforço de várias pessoas: a Profª Joan Sutton e os alunos do Curso de Música do STBSB; a minha vizinha e grande Hinóloga, Henriqueta Rosa Fernandes Braga com quem passei longas horas preparando o índice da métrica; e os jovens Antônio Azevedo Coutinho, e Ivo Augusto Seitz, funcionários do então Departamento de Música.

Os batistas brasileiros tiveram afinal, um hinário ao par dos grandes hinários evangélicos do mundo evangélico. No final do prefácio daquela edição, escrevi as seguintes palavras:

“Que o Cantor Cristão seja útil para o engrandecimento
do evangelho nesta grande nação brasileira.”

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Hinódia Batista Brasileira: HISTÓRIA DO DEPARTAMENTO DE MÚSICA DA JUERP - 1


Aqui neste Blog estarão registradas a História deste Departamento de música da JUERP - divididas em várias partes - que muito fez pela Música Sacra Batista Brasileira e também Evangélica em geral. Esta história está entrelaçada com a vida, com a biografia do missionário Bill Ichter - wichter@suddenlink.net

Neste mesmo blog, no http://blogdawesth.blogspot.com/search?q=bill+icther você poderá encontrar a história dele pesquisada por mim - Westh Ney Rodrigues Luz
Segue a história contada, narrada por William Harold Ichter - o Bill

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Departamento de música da JUERP

por William Harold Ichter

Parte I

Introdução


A minha chamada

Durante os anos de 1950-1953, eu estava servindo como Ministro de Música num grande e vibrante Igreja Batista na cidade de Baton Rouge, Estado de Louisiana. Comecei a sentir como a música estava sendo grandemente usada como um instrumento nas mãos de Deus para atrair pessoas para a pregação da Palavra de Deus, e prepará-las para a mesma. Verifiquei como a música também foi usada para o crescimento espiritual dos coristas. Do Coro Jovem daquela Igreja, nada menos de 10 jovens haviam entregado as suas vidas para o Ministério tanto da pregação da palavra, bem como no Ministério da Música. No meu coração, Deus colocou uma simples pergunta: “Se a música esta sendo usada tão grandemente em nossa igreja, será que não poderia ser igualmente usada no trabalho missionário no Exterior?”

Um dia, um pregador visitante falou sobre o trabalho missionário na Europa. De repente, comecei a sentir que Deus estava mexendo com a minha vida. Pensei que esta chamada poderia ser para Europa. Afinal, havia servido lá durante a Segunda Guerra Mundial, e tinha um razoável conhecimento do Alemão e Frances. Naquela hora de emoção, parecia uma clara Orientação Divina. Mas Deus age de maneiras misteriosas, e hoje dou mil graças a Deus por não ter aberto aquelas portas da Europa que EU estava tentando abrir. Ele tinha planos infinitamente melhores para mim. Apressei-me para entrar em contato com a Junta de Richmond. As minhas mãos tremiam quando falei que sentia a chamada para ser um missionário na Europa usando a música como instrumento principal no meu ministério. Mas o meu quase incontrolável entusiasmo recebeu uma ducha de água fria, pois fui informado polidamente que - “A Junta não tem nenhum pedido para um missionário com especialidade em música, nem na Europa, nem em qualquer outra parte do mundo. Se sentir-se chamado para a obra missionária, terá de fazer três anos de estudo teológico num seminário.”

Naquela época, estava casado com dois filhos, mas mesmo assim pedi demissão da igreja para entrar no Seminário. UM DIA DEPOIS, um Pastor me telefonou dizendo: - “Nos precisamos de um Ministro de Música, mas o irmão pode estudar no seminário. Temos uma casa para a sua família, e o irmão pode pegar um ônibus toda 3ªfeira as 04h30 da manhã, voltando 6ª feira à tarde. De sexta até terça o irmão pode dirigir cinco ensaios além da música nos cultos de domingo.”

Nenhuma vez durante aqueles três anos de estudo, a Junta tinha condições de me oferecer uma palavra encorajadora a respeito de uma oportunidade de trabalhar como um missionário na área da música, mas também em nenhum momento o meu desejo de ser um missionário se arrefeceu. Finalmente, somente uma semana antes da minha formatura do seminário, veio o primeiro raio de esperança: - “Chegou um pedido da Junta de Escolas Dominicais da Convenção Batista Brasileira, através da Missão Batista do Sul para alguém para organizar um Departamento de Música; e se tudo correr bem, os irmãos podem ser nomeados dentro de um ano.”


Os primeiros conhecimentos do Brasil
e
contatos com os brasileiros e a sua música.

Interessante como Deus opera! Eu não havia pensado no Brasil. Como muitos americanos, pouco sabia deste Gigante Adormecido, mas logo depois algumas noticias começaram a chamar minha atenção.

A primeira foi uma bela reportagem na Revista Time, sobre o sonho de um presidente brasileiro construir uma nova Capital no meio de um Planalto. Era uma idéia que chamou a atenção dos americanos. Na capa da Revista, estava estampada a foto deste grande sonhador. Foi o presidente Juscelino Kubitschek. Jamais me esqueci, que a Revista no intuito de “ajudar,” ensinou os leitores como pronunciar o nome Juscelino - Hooselino. Não somente não ajudou os leitores, com também mostrou o seu pouco conhecimento da língua portuguesa.

Mais tarde, fiquei empolgado lendo as palavras deste grande pioneiro quando no dia dois de outubro de 1956 na sua primeira visita ao ermo do Planalto, disse numa explosão de entusiasmo: - “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformara em cérebro das mais altas decisões Nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanha do meu país, e antevejo esta alvorada com Fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.”Fiquei empolgado com o espírito deste grande sonhador que foi também um realizador. Estas palavras foram do Presidente do povo que Deus estava indicando para investir a minha vida e a da minha família. Mal sabia que mais tarde eu teria o privilegio de visitar aquele lugar de onde o presidente havia falado; e ainda mais teria o privilegio de dirigir um estudo de música que mais tarde resultou na organização do primeiro conjunto coral da nascente Igreja Batista Memorial.

Cada palavra que li sobre este país do meu destino, mais empolgado ficava, e mais grato a Deus, pois Ele sabia onde eu poderia desenvolver melhor o trabalho dos meus sonhos. Os meus primeiros dias no Brasil pude verificar o espírito do seu povo. Povo amigo, cordial e caloroso. Vi logo que não tinha outro país no mundo mais ideal para iniciar o meu trabalho. Não existia nenhum outro país onde um missionário querendo usar a música poderia ser recebido com maior entusiasmo, verificar resultados mais imediatos, e se sentir tão realizado.

Cheguei ao Brasil no dia 19 de setembro de 1956 e imediatamente iniciamos o nosso estudo da língua portuguesa numa pequena escola dirigido por ex-missionários da Igreja Presbiteriana. Foi gostoso pegar o bonde do nosso Bairro (Castelo) ate o centro da cidade.

Estava poucas semanas em Campinas quando conheci o regente do coro da Igreja que estávamos frequentando - a Igreja Batista de Cambuí, cujo pastor era Ernani Sousa Freitas, irmão do Eurico Sousa Freitas que mais tarde se tornaria um grande amigo meu. O nome do regente foi Darcili dos Santos. Naquelas alturas pouco sabia que ele estava dizendo, mas pensei que ele estava me estendendo um convite para cantar no Coral da Igreja. Se realmente foi isto ou não, apareci no próximo ensaio.

Quantas bênçãos recebi durante aquele ano! O coro era bem pequeno, mas muito bom. Eu me lembro como o irmão Darcili ensinou o coro Aleluia, de Handel. Não tivemos a partitura , mas ele levava separadamente os sopranos, contraltos, tenores e baixos para o pequeno harmônio e pacientemente ensinou aquela grande peça coral. Dou graças a Deus por tão boas experiências como membro daquele pequeno conjunto coral. Uma vez, até tomamos um trem para apresentar um concerto na Igreja Batista Zumbi na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Durante o meu ano em Campinas conheci o missionario João Tumblin cuja esposa estava estudando, pois ele era nascido no Brasil. Os missionários João e Frances Tumblin (que serviram no Norte do Brasil de 1922-1958), não precisavam estudar o portuquês. João me incentivou a aproveitar alguns cursos que a PUC estava oferecendo.

La fui eu apesar do fato que ainda não entendia tudo. Foi gostoso aproveitar a oportunidade de estudar vários cursos com os próprios autores. Ainda me lembro das palestras e dos seus preletores: Romance Brasileiro com Ligia Fagundes Teles, Hernani Donato, Raimundo de Menezes e Cassiano Nunes. A Música Folclórica do Brasil do musicólogo Rossini Tavares Lima e finalmente uma palestra sobre Música Concreta proferida pelo Prof. Diego Pacheco. (Mais tarde na minha vida missionária, fiz um curso de Regência Coral com o Maestro Isaac Karabtchevsky, sob cuja regência cantei varias vezes como membro da ACC - Associação de Canto Coral, dirigido por Cleofe Person Matos. Este coral foi um dos mais antigos do Brasil.

Dou graças a Deus por todos os meus professores durante o meu ano em Campinas. Um deles foi o grande obreiro Pr. Egidio Gioia. Cheguei mais tarde a escrever um artigo sobre este dedicado servo, na minha coluna Canto Musical em 24 de abril de 1966 (OJB), artigo que mais tarde fez parte do meu modesto livrinho - VULTOS DA MÚSICA EVANGELICA NO BRASIL.

Sou especialmente grato por uma professora D. Nelsie Mariante. Ela tinha a reputação de ser ‘durona.” Tivemos vários professores durante aquele ano. Eu me lembro quando um aluno havia chegado a um ponto razoável no seu estudo e alguns disseram,: - “Mas o senhor fala bem o português - bem PARA UM AMERICANO.” Ela não. O seu desejo era que o aluno falasse COMO UM BRASILEIRO. Que eu saiba somente um dos seus alunos chegou a este ponto, sendo este, o Pastor Malcolm Tolbert que atuou em São Paulo e Belém. Ate hoje mantenho contato com aquela professora, através de cartas e telefonemas.

Infelizmente o período que tinha para estudar a língua de Camões estava terminando, um ano de estudo que era suficiente para mostrar, não o que aprendi, mas sim o muito que ainda não havia aprendido. Chegou a hora para começar o trabalho para o qual havia sido convidado.

continua...