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quarta-feira, 14 de julho de 2021

MARÍLIA SOREN


 (Rio, RJ | 4 de outubro de 1935 - 28 de março de 2007)

“Me chama só de Marilia! Nada de dona, senhora, professora...” dizia e sorria amorosamente com seus olhos azuis e vívidos que logo conquistavam a afeição daqueles que tinham o privilégio de serem envolvidos por sua naturalidade, simplicidade e ao mesmo tempo por tanta sensibilidade musical e riqueza artística.   

Marilia de Miranda Filson Soren nasceu em 4 de outubro de 1935, no Rio de Janeiro.  Filha do Pastor Dr. João Filson Soren e da professora e organista Nicéa Miranda Soren, foi batizada na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, em 25 de maio de 1947, pelo próprio pai.

Muito cedo demonstrou suas aptidões musicais, pois com apenas quatro anos de idade executava pequenas peças pianisticas, não demorando muito a cantar acompanhando-se ao piano e a reger na igreja coros infantis na Escola Dominical.

Diplomou-se com distinção pelo Conservatório Brasileiro de Música, tendo sido escolhida para ser a oradora da turma de formandos, em solenidade no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1955. Recebeu o título “Estudante do Ano” no setor musical, uma promoção do “Diário de Notícias”

Fez seus cursos superiores de piano, canto, órgão, regência e arte lírica no Conservatório Brasileiro de Música, Escola de Música Villa-Lobos, Escola de Arte Lírica do Theatro Municipal e Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro; realizando mais tarde cursos de aperfeiçoamento e Pós-Graduação em Canto com os mestres: Giuseppe Croce, Leda Coelho de Freitas, André Vivante, Alda Pereira Pinto, Consuelo Savastano, Otello Borgonovo, Zsolt Bende, Stani Zawadzka.

“Marilia Soren foi uma das musicistas que se destacaram na música evangélica nos últimos 50 anos; poucas tiveram tão extensa e duradoura folha de serviços, nas igrejas e no meio artístico, como intérprete ou executante de páginas da literatura operística e de peças da música instrumental, bem como na regência de obras da música coral.” Rolando de Nassau, artigo: Tributo a Marilia Soren, O Jornal Batista, 3/06/07.

As primeiras referências relativas à participação no “Culto do Senhor” da musicista Marilia Soren, são datadas na Semana Santa de 1954 quando cantou a parte solista do “Messias” de Haendel e também executou ao órgão uma Toccata e Fuga de J. S. Bach.  O Coro da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, naquela época sob a regência de Natanael Mesquita, contava com 109 coristas e era considerado o maior e melhor coro de igreja evangélica do Brasil. Em 1958,  Marilia viria assumir a regência deste coro, desenvolvendo um intenso trabalho por um período de 9 anos. Cultos cantados, integração com instrumentistas e coros de igrejas irmãs, solenidades e apresentações na rádio e televisão proporcionaram a propagação da música coral sacra que se expandiu incluso o ambiente musical secular.  

 

 

Foto 2 – Coro Eclésia da PIBRJ, regente Marilia Soren, apresentando-se na TV TUPI cantando um programa sacro no Show da Noite, em 1966)

Em uma época com dificuldades para a aquisição de repertório sacro na língua pátria, Marilia dedicou-se a tradução de diversos hinos, solos, duetos e peças corais provenientes de cantatas, missas e oratórios. Catalogou, traduziu e adaptou diversos discantus que eram entoados pelo coro juntamente com o cântico dos hinos pela congregação. Várias dessas obras fazem parte até hoje do repertório estável do Coro Eclésia da PIBRJ e demais coros.                                                                                                

Com apenas 24 anos foi vencedora do concurso de canto em âmbito nacional para solistas da Orquestra Sinfônica Brasileira. Esse prêmio lhe valeu, além de um concerto com a orquestra transmitido ao vivo radiofonicamente do Theatro Municipal, a gravação de um disco. Posteriormente apresentou-se na rádio MEC, cantando um “Recital Haendel”, no programa “Jovens Recitalistas Brasileiros”. 

Vencedora de oito concursos nacionais de canto, Marilia Soren foi solista das mais destacadas orquestras:  Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional, Orquestra de Câmara da Rádio MEC, Orquestra Petrobrás Sinfônica, entre outras.  Participou durante 10 anos como pianista, organista e cantora solista colaborando as atividades da Associação Coral Evangélica, atuando ao lado dos regentes Heitor Argolo e Saulo Velasco, da soprano Glaucia Simas, em concertos e gravações que foram recebidos elogiosamente pela crítica musical especializada.  Como cantora solista do elenco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro participou das produções operísticas nas temporadas de 1960 à 1962. Prosseguindo sua carreira lírica foi frequentemente requisitada para cantar Santuzza, personagem principal da ópera “Cavalleria Rusticana”, em diversos teatros brasileiros. Marilia obteve grande sucesso como intérprete da ópera “Condor”, do compositor brasileiro Carlos Gomes, nas Vesperais Líricas do Theatro Municipal de São Paulo, em 1982. Apresentou-se por uma última vez em óperas cantando a personagem da Princesa de Bouillon, na série Ópera do Meio-Dia, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no ano de 2000.  Foi uma conceituada recitalista de música erudita e sacra, tendo sido convidada para atuar na TV Tupi, nos “Concertos para a Juventude” da TV Globo e em cantatas e oratórios na Sala Cecilia Meirelles.

 

 

Foto 3 – Marilia Soren, mezzosoprano, como protagonista da ópera Sansão e Dalila“ de Camille Saint-Saëns, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1960.  
 Foto © Arquivo Soren




Estudou com o eminente organista Antônio Silva, professor catedrático da Escola de Música da UFRJ, realizando posteriormente na mesma instituição Curso de Alta Interpretação Organística ministrado pela renomada Gertrud Mersiovsky.

Marilia foi organista do concerto inaugural dos seguintes órgãos: Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro  (órgãos Hammond e Rigatto), Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil,  Igreja Presbiteriana de Madureira,  Colégio Santos Anjos em Vassouras, Capela do IGASE do Rio de Janeiro, Igreja Presbiteriana da Taquara, Quarta Igreja Batista do Rio de Janeiro, Igreja Evangélica Luterana do Rio de Janeiro, Igreja Anglicana do Redentor e reinaugurou os órgãos de tubos das igrejas luteranas de Juiz de Fora (MG) e de Petrópolis (RJ). Participou também, em 1955, como pianista no concerto de inauguração do grande piano de cauda Petrov da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.   

 

 

 

Foto 4 – Organista Marilia Soren durante um concerto ao grande órgão Tamburini da Escola de Música da UFRJ, em 1985. © Arquivo Soren 

 

 

 

 

   

 

Marília dedicou-se aos seguintes encargos como organista e regente: Organista e Regente Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (Coro João Soren e Coro da Igreja, hoje denominado Eclésia), Organista da Associação Coral Evangélica, Organista da Sociedade Excelsior de Arte e Cultura, Organista do Serviço de Rádio e Gravações da Casa Publicadora Batista, Organista Oficial do 10°. Congresso Internacional da Aliança Batista Mundial, Organista Concertista da Associação Brasileira de Arte e Cultura Artística de Petrópolis, Organista Concertista dos Festivais de Inverno de Ouro Preto (MG), Organista e Regente do Coro do Hospital da Aeronáutica, Organista da Igreja Presbiteriana da Usina e Organista e Regente Titular da Paróquia do Redentor – Igreja Episcopal Anglicana. Atualmente esse coro denomina-se Coro Marília Soren, prestando homenagem à memória de sua regente que atuou por 36 anos. 

 

  Foto5 - Coro Marilia Soren. Ela foi regente por 36 anos na Paróquia do Redentor - Igreja Episcopal Anglicana do Rio de Janeiro. Foto © Arquivo Soren


 
 
 
 

 

Foto 6 - Marilia Soren foi a organista no 10 °. Congresso da Aliança Batista Mundial, no Maracanã, em 1960.   Foto © Arquivo Soren

 

 

 

 

 

 

 

Recebeu o título “Melhor Organista do Ano”, em 1958 e 1959 consecutivamente, conferido pela “Crítica Musical do Jornal Batista” por suas atuações na denominação e em concertos públicos. Em 1960 foi distinguida como “a melhor amiga da Música Sacra”, não somente pela meticulosa escolha e execução de seu repertório litúrgico nos cultos da PIBRJ, como também pelo concerto inaugural do órgão Hammond do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Exerceu durante vários anos o magistério da Música, do nível básico ao superior, tendo sido convidada a proferir ciclos de conferências ilustradas sobre História da Música Brasileira e História da Ópera pela Secretaria de Assuntos Culturais do Ministério de Educação e Cultura. Lecionou no memorável 1º Instituto de Música Sacra, idealizado e organizado por Bill Ichter, em Recife, em 1964.  

 


Foto 7 - Corpo docente do 1º. Instituto de Música Sacra. Info: https://www.pastorjoaosoren.com/bill-ichter - Professoras Katherine Smith, Marilia Soren, Noemi Gonçalves e Elza Lakschevitz. Professores Fred Spann, Bill Ichter e Gamaliel Perruci.  O Prof. Davi Mein, ausente na foto, lecionou "A Música na Bíblia". Recife, 16 a 21 de março de 1964.  Foto © Arquivo Soren

 


Marilia Soren participou como cantora, pianista, organista e regente em cultos, ofícios religiosos, concertos, gravações, congressos e festivais de música em incontáveis atuações por todo o Brasil. Na Europa cantou em Madri, Roma e Bérgamo, atuando como organista em diversas igrejas e salas de concerto.  

Orientou com valiosos conselhos técnicos e conhecimento de repertório sacro a formação e ampliação instrumental do “Aulos”, conjunto de repertório sacro renascentista e barroco, atuante entre 1975 e 1990, que foi o impulso originário para a futura organização da Orquestra da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.

Estava sempre pronta para cooperar.  Irradiando felicidade cantava, tocava, ensinava e trabalhava técnica vocal com solistas e coristas, contribuindo desta forma no processo de solidificação e formação de novos coros evangélicos, fato até hoje saudosamente por muitos testemunhado.

Foi agraciada, entre outros títulos, com a Medalha de Confraternização da Confratex, por relevantes atividades exercidas em setores da música erudita, sacra, brasileira e cívica.                              

 
 Tomou posse em 1998 como catedrática da Academia Internacional de Música, com o Grau de Conselheira. Foto © Arquivo Soren, 2005

Marilia teve dois filhos os quais muito amou e se dedicou. Suray Sosa Soren, violinista da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e professora pioneira no Brasil do método de violino Suzuki Tropical para crianças. Amaru Sosa Soren, radicado atualmente na Alemanha, professor em Universidades na Europa, organista e maestro titular do Coro da Rádio Berlin-Brandenburg. Foi abençoada com três netos: William, Stephanie e Richard.

Quando cantava com sua voz de mezzosoprano, Marilia era fervorosa e ungida, possuía um timbre nobre, volumoso, emocionando sempre.  Ao órgão, além de executar obras dos grandes mestres, era capaz de improvisar em estilo clássico/sacro, não necessitando de partitura para acompanhar os hinos congregacionais, criava então modulações e cadências próprias para cada momento do culto. Foi uma regente muito amada e respeitada, pois conquistava logo a atenção de seus coristas através da forma contagiante pela qual transmitia a música divina que sentia.

Marilia Soren influenciou gerações de músicos hoje ministros de música, organistas, cantores, coristas, instrumentistas, educadores; passando adiante seus conhecimentos e estimulando-os sempre com palavras de encorajamento e fé cristã.  Chamava todos pelo nome e em seguida acrescentava “flor! menina! broto! garoto!” carinhosamente.

Em 2008 foi concebida a “Medalha Marilia Soren”, uma iniciativa de Jaime Hilário, diretor do programa de rádio “Encontro Coral”, com a finalidade de condecorar os dez músicos de maior destaque no ambiente musical evangélico do ano corrente.

Em seus últimos dias de vida terrena, quando devido a sua enfermidade, ela já não tinha mais forças para se levantar, mesmo com dores, pedia para ser levada até ao piano e tocava alguns hinos. Entre eles “A Cidade Santa”. E dizia então “me foram enviados por Deus esta noite...”.

Uma vida servindo a Deus, uma inspiração, um exemplo. Desde 1954, quando a jovem Marilia Soren pela primeira vez ofereceu seus dons no culto do Senhor, sempre de coração vibrante, sempre com reverência e humildade, até janeiro de 2007. Poucos meses depois ela foi chamada para estar na presença de nosso Deus. Foram 53 anos de dedicação de seus talentos ao altar do Senhor.

 “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e Ele tudo fará”  Salmo 37.5 - versículo bíblico que Marilia Soren escolheu para acompanhar a sua vida.

 Amaru Sosa Soren, seu filho – radicado atualmente na Alemanha, professor em Universidades na Europa, organista e maestro titular do Coro da Rádio Berlin-Brandenburg.

Publicação original e inédita cedida para Westh Ney Rodrigues Luz, para uso neste blog - Blogdawesth 

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Meu depoimento pessoal: 

 

 Biografia de uma mulher incrível. Talentosa, humilde, sorriso amplo e de uma dedicação sem limites aos amigos, família, igreja, música coral, órgão, ópera... Com seu sorriso amplo alcançava e abraçava todos. Nós nos amávamos. Postar sua história, enviada com exclusividade pelo único irmão que tenho e assim mesmo, não é de sangue - Amaru Soren me traz uma alegria de saber que temos sempre com quem contar na caminhada terrena. Nossos caminhos estão ligados há mais de 45 anos.(com toda a família). 


Com pastor Soren, PIB do Rio tem cerca de 60 anos. Laços de amizade são presentes de Deus para nós humanos, se assim nos permitimos. Minha casa tem o perfume, alguns livros, hinários, bijouterias, enfeites da Marília... tem crochés e bordados da D. Nicéia, sua mãe. Cada vez que coloco um deles na minha mesa o coração fica carregado de lembranças alegres e memoráveis. Algumas lembranças ficarão guardadas no coração em silêncio e nunca serão relatadas. Não interessa. Tem coisas que são importantes só para quem as viveu.


Lembrar do Pr. Soren ouvindo minhas indagações na sala iluminada por um abajour e respondendo calmamente depois de alguns minutos de silêncio... é de lavar a alma. Com ele tirei muitas dúvidas na organização do HCC em termos e classificações teológicas há 30 anos. Aliás, todos sentiam alegria e davam muitas opiniões sobre o HCC. Marília me deu hinários Luteranos, outros alternativos...
As sopas na mesa redonda da sala de jantar, a torta de morango, o sorriso comedido da D. Nicéia. Ela era mais moderna e contemporânea do que os jovens naquela mesa de refeição cheios de conceitos e questões fechadas. Ela não. 


Quando Marília chegava a casa inundava de sons e gargalhadas... Seu amor pelas pessoas se refletia no perdão e na compaixão que tinha por todos.
Olhando essa foto que abre o blog, vejo os traços fortes e a marca do sorriso na Suray e no Amaru, seus filhos. Está presente neles, a bondade e animação principalmente da  Suray Soren . Ai que saudades de todos!


É gente... a vida é pra ser vivida junto com as pessoas que amamos e que mesmo partindo para a eternidade deixam suas marcas em nós.


 Westh Ney Rodrigues Luz

  


 

domingo, 30 de julho de 2017

Algumas boas lembranças, ouvindo Buxtehude

Dietrich Buxtehude (c.1637-1707) - "... representa o climax da escola do norte da Alemanha dó séc. XVII, tendo exercido forte influência sobre J.S.Bach." Grove - a bíblia 
da música segundo os críticos. Estou nessa madrugada ouvindo cantatas deste excelente músico.

Conheci Buxtehude e sua obra somente aos 20 anos quando fui estudar Música Sacra no Seminário do Sul,no Rio de Janeiro anos 70. Lá foi minha grande escola de formação musical e onde aprendi muito sobre a vida e espiritualidade . Tive outras - algumas importantes, outras nem tanto.
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Lembro com saudade do Colégio Anderson (lembra Lêda Maya?). Ali foi um divisor de águas na minha vida e calmaria do meu coração que brigava na ruas do centro da cidade do Rio, nos movimentos políticos e estudantis. Ali minha alma inquieta aprendeu que vale mais a justiça do que muitos movimentos sobre paz ou liberdade. Sem justiça não há nem uma nem outra. Grandes diretores e professores como Leão e Joaquim influenciaram nossas almas jovens nos turbulentos final dos anos 60 e início dos 70.
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Minha alma, coração, entranhas sempre foram barrocas desde minha adolescência nos discos que ouvia com meu pai e nos bancos da Igreja batista Itacuruçá onde meus sonhos eram construídos ao som do órgão que Yara Curvacho tocava (Bach, naturalmente) e nas músicas que cantava no coro da igreja (mesmo adolescente) regido por Elza Lakschevitz.
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É muito ingrato, para não dizer ignorância ou desconhecimento, creditar e pensar só nestes lugares e pessoas. Somos em suma o resultado de tudo que ouvimos, vimos, sentimos, lemos, cantamos, escrevemos. Trazemos pela vida as marcas de todos que passaram por nós. Elas são de tudo que vivemos, de bom ou ruim.
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Por isto é difícil encontrar alguém que entenda todas as marcas que trazemos, impossível isto. Elas são somente nossas, mesmo vivendo as mesmas experiências e sendo da mesma geração. Nossos ouvidos e olhos ouvem e veem o que o cérebro seleciona e registra na nossa mente, coração, alma... as impressões são únicas.
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Reside aqui então, a dificuldade que temos durante a vida toda se não nos amarmos, se não gostarmos de conviver conosco na solitude necessária ao equilíbrio emocional e mental. Se nos bastarmos, se gostarmos de nossa companhia haverá um caminhar maravilhoso com o outro.
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Nós somos plural,
somos muitos,
somos únicos.
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Comecei por Buxtehude e iria escrever sobre ele, mas de uma forma catártica me derramei enquanto escutava esta seleção - Lindos estes novos tempos, mas não seria assim se não tivesse atravessado vales e montanhas.
 

Boa madrugada para todos e principalmente para aqueles que sabem realmente que é neles que estou pensando enquanto escrevo.

Westh Ney, 30/07/17

https://youtu.be/4ms61jYEBVU?list=RD4ms61jYEBVU

https://www.youtube.com/watch?v=4ms61jYEBVU&list=RD4ms61jYEBVU#t=0

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Para regentes e cantores 1 - Look at the World, John Rutter




Gente não deixem de ver este vídeo de um grande festival de coros. 
Vocês irão se surpreender com o tamanho e a emoção de participar de um encontro assim. Já participei e estive em muitos. Isto para quem trabalha e vive música é maravilhoso e uma experiência indescritível. 
Vozes humanas, de diversas idades usando seu instrumento, suas emoções... Não tem como partilhar estas emoções. Precisam ser vividas. No ponto 3 cantam à capella - enquanto escuto e vejo o vídeo fico lembrando de pessoas especiais que gostaria de compartilhar isto.

O vídeo acima é de um Festival - A Fundação Mark Thallander existe para permitir que as pessoas a experimentar um crescimento na fé e na comunidade através do dom da música. A visão da Fundação é afirmar e inspirar músicos da igreja, coros,  clérigos e congregações através de festivais, concertos e seminários.  A Fundação visa unificar a comunidade cristã através coral dinâmico e repertório órgão. - MARK THALLANDER, presidente da Fundação http://www.markthallanderfoundation.org/org/thallander.asp

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

SEMANA DA MÚSICA no Seminário do Sul

Eventos musicais na FABAT/STBSB - de 11 a 13 de novembro.

SEMANA DA MUSICA - FABAT/STBSB 
Data: 11 a 13 de novembro de 2013 (segunda a quarta)

TRÊS EVENTOS 

Com Domitila Ballesteros,  Paulo Queiroz,  Karla Daniele Araujo,  Anderson Alves,  Moema Viterbo, Neaci Pinheiro, Rivelino de Aquino, Curso de Licenciatura em Música da FABAT

1- Dia 11/11/13 - MOSTRA DE MÚSICA - " Nossa Música na Colina" 
I Mostra de Música Popular Brasileira da FABAT" - composições musicais de alunos de teologia e Música da Faculdade/Seminário do Sul
- Organizado pela turma de gestão II, na matéria EVENTOS

**
2- Dia 12/11/13 - terça - Dois Concertos:

. Saúde Vocal - 19h : Palestra e mini-concerto com MM Karla Daniele Araujo cantando árias de Ópera e canções sacras . Ao piano: pianista MM Paulo Queiroz

. Concerto de órgão -20h30 - Concerto didático com Domitila Ballesteros - internacionalmente conhecida por suas turnês anuais na Europa

* Presença do Madrigal da FABAT, regente Ricardo Aigner

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3- Dia 13/11/13 - CONCERTO e PALESTRA sobre Projeto Social e Musicalização

 - 19h - Palestra com a coord. do Projeto SOM MAIS EU - Moana Viterdo 

- 20h15 - Concerto didático com a Orquestra da Providência - maestro MM Anderson Alves com o Coro do Seminário do Sul e solistas Neaci Pinheiro e Rivelino de Aquino - ex-alunos da Casa.
.
Capela do Seminário do Sul
Rua José Higino, 416, Tijuca - Rio
Entrada Franca
Diretor da FABAT - Luiz Sayao

3º dia- 13/11/13 - SEMANA DA MUSICA - FABAT/STBSB

CONCERTO e PALESTRA sobre Projeto Social e Musicalização

Dia 13/11/13 - 
- 19h - Palestra com a coord. do Projeto SOM MAIS EU - Moana Viterbo

- 20h15 - Concerto didático com a Orquestra da Providência -
Maestro MM Anderson Alves
com o Coro do Seminário do Sul e
solistas Neaci Pinheiro e Rivelino de Aquino - ex-alunos da Casa.
.
Capela do Seminário do Sul
Rua José Higino, 416, Tijuca - Rio
Entrada Franca
Diretor da FABAT - Luiz Sayao

SEMANA DA MUSICA - FABAT/STBSB

TRÊS EVENTOS 
Data: 11 a 13 de novembro de 2013 (segunda a quarta)

1- Dia 11/11/13 - 19h - MOSTRA DE MÚSICA - " Nossa Música na Colina"
I Mostra de Música Popular Brasileira da FABAT" - composições musicais de alunos de teologia e Música da Faculdade/Seminário do Sul
- Organizado pela turma de gestão II, na matéria EVENTOS

HOJE - Nossa Música na Colina - 1º evento da Semana da Música no Seminário do Sul/FABAT
I Mostra de Música Popular Brasileira composições dos alunos de teologia e Música da Faculdade/Seminário
Capela do Seminário do Sul // Rua José Higino, 416, Tijuca, Rio - Entrada Franca
tel.: 2157-5577

Onze - 11 compositores com suas músicas novas - 
1    
Leo Guimarães
O Preço do amor

Camila Silva
Seu Nome é Jesus
Vida

Caio Rios/Mari Wondracek
Graça Imerecida

Irene Azevedo
A desejada Paz
Quem é?

Horley Oliveira
Santo é o Senhor
O Filho do Homem

Alceny  Oliveira
Dois ou Três
A Diferença

Everton Louvize
Cristo, o Redentor
Estás presente aqui

Alex Calixto
Em Família
Poeta da criação

Julianna Helena 
Eu quero te adorar
Um momento a sós

Diogo Silva
Serviço

Clarindo Júnior
A desejada Paz
Quem é?

* Teremos declarações de atividades complementares para alunos de outras faculdades.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

"Human Requiem"

Meu amigo Marcus Paranaguá enviou este relato do seu amigo Gustavo de Sá sobre o Human Requiem . Apreciem. É emocionante pensar no Requiem e imaginar como ele foi feito nesta ocasião. Abraços
westh ney
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Marcus

Fui assistir a um concerto hoje e quase tive um troço. Como não o tive, a primeira coisa que eu pensei foi que tinha que lhe relatar o que aconteceu.
O programa era o pujante e imbatível Rundfunkchor Berlin apresentando um espetáculo chamado "Human Requiem", que era apenasmente o nosso muito amado Réquiem Alemão, na versão com acompanhamento de piano a quatro mãos. Só isso já valia o ingresso. Mas o previsível acabou aí.

O concerto não foi num teatro, mas num importante espaço para arte contemporânea montado num galpão gigante na beira do rio. Na entrada, junto com o controle de ingresso, recebemos a instrução para tirar os sapatos. Entra-se na sala e... não há cadeiras. Não há lugar para sentar. Umas quinhentas pessoas em pé num galpão gigante com um piano no meio.

Nada de o coro dar as caras. Os pianistas chegam, atacam a peça e, de repente, as vozes começam a soar. Do lado da gente, no meio do público. O casal que estava do meu lado esquerdo, por exemplo, tão bonitinho, abraçadinho, eram um tenor e uma contralto. Do meu lado direito, um tenor e um baixo até então sentados no chão se levantam. E aquele povo, que não é mais aquele monte de artistas intocáveis, é gente como a gente, vestida
como a gente, começa a circular, olhando o público nos olhos e cantando o magnífico *Selig sind, die da Leid tragen*.

A partir daí, foi uma hora e quinze minutos do Réquiem Alemão mais lindo que eu vi e ouvi na vida. Sem a orquestra para fazer concorrência e com os cantores tão próximos do público, o texto estava mais compreensível do que nunca, e a mensagem chegava direto a cada espectador. O Réquiem Alemão tornou-se realmente *humano*, muito mais intenso do que aquilo que a gente vê no palco quando está sentado na platéia. Com esse conceito, imagine o que não foram as fugas do terceiro e do sexto movimentos, e o final, quando
o coro convida o público, que também passeou um bocado durante o concerto (por isso se tiram os sapatos), a se sentar no chão. Com todo mundo sentadinho, o coro cerca o público todo e solta o *Selig sind die Toten*, com as luzes se apagando até o último acorde, já totalmente no escuro. Depois foi um silêncio interminável, de longos minutos. De dar medo de aplaudir.

Nunca vi um espetáculo que mostrasse uma compreensão tão profunda de uma obra musical e que soubesse transmitir esse conteúdo de uma forma tão original e, ao mesmo tempo, tão respeitosa e tão impactante. E logo de que obra. Esse era o Réquiem Alemão que *você* tinha que ver, e que saberia apreciar mais do que ninguém.

Abraços,
Gustavo
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Vejam a entrevista sobre os ensaios e todo o trabalho de corpo - 



Podem ser encontrados mais vídeos  com o Rundfunkchor Berlin http://www.youtube.com/user/RundfunkchorBerlin?feature=watch

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Vejam esta outra interpretação - 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

CD Hinos ao Grande órgão da Evangelische Stadtkirche Karlsruhe, Alemanha


1. “O Deus de Abraão“ Cantor Cristão 14
D. J. Dayyam, melodia tradicional hebraica, arranjo de Gordon Young

2. “Santo, Santo, Santo“ Cantor Cristão 9
R. Heber, J. B. Dykes, arranjo de Emma Louise Ashford

3. “Oh , Tu que ouves nossas petições” 
G. Croly, F. C. Atkinson, arranjo de Frederick Swann

4. “Exultação“ Cantor Cristão 15
F. J. Crosby, W. H. Doane, arranjo de Frederick Swann

5. “Oração de criança“ Cantor Cristão 540
S. E. McNair, J. Calasans, arranjo de Amaru Soren

6. “A Linda Estrela da Manha“
Philipp Nicolai, arranjo de Niels Wilhelm Gade

7. “Castelo Forte“ Cantor Cristão 323
Martin Luther, execução da Toccata e arranjo Christian-Markus Raiser

8. “Tudo entregarei“ Cantor Cristão 295
J. W. Van De Venter, W. S. Weeden, arranjo de Lani Smith

9. “Luz Benigna“ Cantor Cristão 355
J. H. Newman, J. B. Dykes, arranjo de Van Denman Thompson

10. “Olhando para Cristo“ Cantor Cristão 579
J. F. Soren, C. A. Miles, arranjo de Eugenio Gall

11. “Decisão“ Cantor Cristão 452
F. R. Havergal, I. D. Sankey, arranjo de Amaru Soren

12. “De joelhos partamos nosso pão“
Negro Spiritual Norte-Americano, arranjo de Dale Wood

13. “Oh mundo, tenho que deixar-te“
Heinrich Isaac, arranjo de Karl Wolfrum

14. “A Cidade Santa“ Jerusalém Cantor Cristão 521
F.F. Weatherly, S. Adams, arranjo de Amaru Soren

* A venda dos CDs será para ajudar o Lar Batista F.F.Soren.
 Pedidos do CD HINOS ao órgão com Amaru Soren - CD beneficiente para o Lar Batista Ffsoren - secretaria@pibrj.org.br aos cuidados de João Marcos Soren - custo $20,00
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Lar Batista F.F.Soren - um Lar para crianças em Tocantins

Tudo começou em 1930, quando um casal de missionários, Francisco e Beatriz Colares, escolheram um bonito lugar às margens do Rio Manoel Alves Pequeno, no norte de Goiás, e ali construíram um templo, uma escola e a casa de moradia.  Chão de terra batida, teto de palha e amor...  assim nasceu Itacajá. Atualmente situa-se ali a fronteira com a reserva dos índios Craôs.

Em uma de suas viagens, o missionário Francisco Colares encontrou três crianças completamente sozinhas, abandonadas, num rancho de palha à beira do Rio Vermelho.  O pai havia saído para procurar trabalho e a mãe morrera logo depois.  
Ao chegar em casa e relatar à esposa, Beatriz, ela não vacilou: "Abriremos um orfanato para abrigar os órfãos que Deus nos mandar".

Surgiu, assim, em 28 de abril de 1942, o Orfanato-Escola Francisco Fulgêncio Soren, hoje Lar Batista F. F. Soren, tendo como primeiro diretor Francisco Colares. 

Desde então vem cuidando de crianças órfãs, abandonadas, de lares desfeitos,  adolescentes em situação de vulnerabilidade social, encaminhados pelo Juizado de Menores e Conselho Tutelar. 

Funciona atualmente em sistema de casas-lares, prestando assistência educacional, emocional, espiritual, de nutrição, saúde, música e profissionalização. Conta com o apoio de igrejas, instituições de saúde e profissionais voluntários. 

Em ambiente seguro e acolhedor são assistidas de forma integral, preparando-as para a vida futura e buscando sua reinserção aos lares de origem ou adoção por família substituta.  

O Lar abriga hoje trinta crianças. Sob a direção do Pastor Robson Rocha e esposa Judith Rocha, e está situado em Luzimangues no estado de Tocantins.