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Mostrando postagens de julho, 2010

Cotidiano 1

Depois de alguns dias tristes onde busquei refúgio, além dos costumeiros (orações, livro de provérbios, Mananciais do deserto), na praia, no mar, nos amigos de verdade (ora bolas amigo é sempre de verdade), hoje vou cozinhar um delicioso prato de arroz com camarões - comprados aqui nos pescadores do meu bairro -, com pure de batatas ao forno e espinafres (quem está doido por espinafre é o Marcelo). Depois coloco a receita aqui. Leituras só Jornal, depois um filme que Marcelo ainda vai buscar na locadora, depois que passar o aspirador de pó na casa. A vida é realmente bela, e eu sei aproveitar bem o que ela me oferece. bem, mais ou menos... porque sou normal . Bom final de semana para quem gosta de curtir a vida. Pra quem anda desanimado, vá chutar pedrinhas, já que as latinhas não andam dando sopa por aí mais. bjs westh ney

Benditos os avós

Israel Belo de Azevedo Para o vovô Flauzino, o poeta com quem aprendi que aparência não é nada, e também o que é a morte; Para a vovó Maria, pelos caranguejos que me preparou, pensando que eu gostava (e eu gostava) Em qual criança o coração não bateu mais forte na proximidade da casa do avó, prenúncio de um tempo de carinho maior, numa casa construída para o exercício da liberdade? Que lembrança não ficou da roupa nova e do novo brinquedo, presentes dos avós para serem desfrutados logo em grupo e a sós, ausente qualquer medo? Que infância teve quem a comida predileta não estava na mesa da vovó, espaço do bom e do melhor, como se ela do nosso gosto fosse exegeta? Quem esperança não terá de uma vida boa, vendo-a sob os olhos dos avós, vivendo-a desde agora e após ao som do horizonte da palavra que abençoa? Os pais gostam da palavra "nada" e os avós amam a palavra "tudo". O pai repreende o filho e o avó repreende o pai. Pai quer tudo agora, mas avô deixa para depois. S...