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Meu pai

Meu pai nunca disse 
o que eu deveria fazer ou ser,
nunca me deu conselhos, 
ou censurou minhas 
decisões afetivas, 
profissionais ou 
mesmo espirituais.
Nunca.
.
Enquanto caminhava com ele 
pelas ruas cheias e claras
ou escuras e vazias 
do centro do Rio, 
ou no ônibus cheio
ou no carro 
(ouvindo Nelson Gonçalves),
o meu pai só 
ouvia, 
ouvia, 
ouvia...
.
Ele me escutava,
e eu via seu meio sorriso,
ou escutava suas raras gargalhadas,
ou apenas um "hum hum" com lábios cerrados
que sempre acreditei serem um "sim sim".
E eu falava, 
falava, 
falava muito...
Contava histórias, 
quase sem respirar,
e sonhava, 
sonhava, 
sonhava...
.

Ele?
Escutava, 
escutava, 
escutava...
e sorria 
com seus olhos 
pequenos e pretos.
.
Hoje, ele não mais pode me ouvir, e
não sinto falta de falar com ele.
Já falei tudo.
Só sinto falta do seu silêncio
e também de beijar e 
abraçar,
abraçar, 
abraçar.
Bênção pai!
 por Westh Ney Rodrigues Luz

Comentários

  1. Frederico Araripe17/8/15 01:57

    Prezada Westh Ney,

    Conheci a Minie Lou, Dorine, Débora, sua mãe e seu pai na Igreja Batista de Itacuruça em 1974. Acho que não tive o prazer de conhece-la na epoca.
    A algum temo tenho tentando obter noticias da sua familia, e ontem pesquisando no google, tomei conhecimento atraves do seu blog de novembro de 2011 sobre a tragedia que se abateu sobre a familia em 2002.
    Fiquei muito triste, tentei passar um email para voce no endereço que voce disponibilizou para compra do livro no seu blog, o westh.ney@uol.com.br
    O email voltou
    Gostaria de saber noticias em especial sobre a Minie Lou e o restante da familia.
    Por favor me disponibilize um email valido para que eu possa reenviar o email de hoje que voltou.
    muito obrigado,
    meu email : fredericoararipe@uol.com.br
    DEUS as abencoe
    Amém

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pode escrever para westhney@gmail.com

      Excluir
    2. Frederico
      obrigada por sentir junto a nossa dor

      Excluir

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