quarta-feira, 14 de julho de 2021

MARÍLIA SOREN


 (Rio, RJ | 4 de outubro de 1935 - 28 de março de 2007)

“Me chama só de Marilia! Nada de dona, senhora, professora...” dizia e sorria amorosamente com seus olhos azuis e vívidos que logo conquistavam a afeição daqueles que tinham o privilégio de serem envolvidos por sua naturalidade, simplicidade e ao mesmo tempo por tanta sensibilidade musical e riqueza artística.   

Marilia de Miranda Filson Soren nasceu em 4 de outubro de 1935, no Rio de Janeiro.  Filha do Pastor Dr. João Filson Soren e da professora e organista Nicéa Miranda Soren, foi batizada na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, em 25 de maio de 1947, pelo próprio pai.

Muito cedo demonstrou suas aptidões musicais, pois com apenas quatro anos de idade executava pequenas peças pianisticas, não demorando muito a cantar acompanhando-se ao piano e a reger na igreja coros infantis na Escola Dominical.

Diplomou-se com distinção pelo Conservatório Brasileiro de Música, tendo sido escolhida para ser a oradora da turma de formandos, em solenidade no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1955. Recebeu o título “Estudante do Ano” no setor musical, uma promoção do “Diário de Notícias”

Fez seus cursos superiores de piano, canto, órgão, regência e arte lírica no Conservatório Brasileiro de Música, Escola de Música Villa-Lobos, Escola de Arte Lírica do Theatro Municipal e Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro; realizando mais tarde cursos de aperfeiçoamento e Pós-Graduação em Canto com os mestres: Giuseppe Croce, Leda Coelho de Freitas, André Vivante, Alda Pereira Pinto, Consuelo Savastano, Otello Borgonovo, Zsolt Bende, Stani Zawadzka.

“Marilia Soren foi uma das musicistas que se destacaram na música evangélica nos últimos 50 anos; poucas tiveram tão extensa e duradoura folha de serviços, nas igrejas e no meio artístico, como intérprete ou executante de páginas da literatura operística e de peças da música instrumental, bem como na regência de obras da música coral.” Rolando de Nassau, artigo: Tributo a Marilia Soren, O Jornal Batista, 3/06/07.

As primeiras referências relativas à participação no “Culto do Senhor” da musicista Marilia Soren, são datadas na Semana Santa de 1954 quando cantou a parte solista do “Messias” de Haendel e também executou ao órgão uma Toccata e Fuga de J. S. Bach.  O Coro da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, naquela época sob a regência de Natanael Mesquita, contava com 109 coristas e era considerado o maior e melhor coro de igreja evangélica do Brasil. Em 1958,  Marilia viria assumir a regência deste coro, desenvolvendo um intenso trabalho por um período de 9 anos. Cultos cantados, integração com instrumentistas e coros de igrejas irmãs, solenidades e apresentações na rádio e televisão proporcionaram a propagação da música coral sacra que se expandiu incluso o ambiente musical secular.  

 

 

Foto 2 – Coro Eclésia da PIBRJ, regente Marilia Soren, apresentando-se na TV TUPI cantando um programa sacro no Show da Noite, em 1966)

Em uma época com dificuldades para a aquisição de repertório sacro na língua pátria, Marilia dedicou-se a tradução de diversos hinos, solos, duetos e peças corais provenientes de cantatas, missas e oratórios. Catalogou, traduziu e adaptou diversos discantus que eram entoados pelo coro juntamente com o cântico dos hinos pela congregação. Várias dessas obras fazem parte até hoje do repertório estável do Coro Eclésia da PIBRJ e demais coros.                                                                                                

Com apenas 24 anos foi vencedora do concurso de canto em âmbito nacional para solistas da Orquestra Sinfônica Brasileira. Esse prêmio lhe valeu, além de um concerto com a orquestra transmitido ao vivo radiofonicamente do Theatro Municipal, a gravação de um disco. Posteriormente apresentou-se na rádio MEC, cantando um “Recital Haendel”, no programa “Jovens Recitalistas Brasileiros”. 

Vencedora de oito concursos nacionais de canto, Marilia Soren foi solista das mais destacadas orquestras:  Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional, Orquestra de Câmara da Rádio MEC, Orquestra Petrobrás Sinfônica, entre outras.  Participou durante 10 anos como pianista, organista e cantora solista colaborando as atividades da Associação Coral Evangélica, atuando ao lado dos regentes Heitor Argolo e Saulo Velasco, da soprano Glaucia Simas, em concertos e gravações que foram recebidos elogiosamente pela crítica musical especializada.  Como cantora solista do elenco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro participou das produções operísticas nas temporadas de 1960 à 1962. Prosseguindo sua carreira lírica foi frequentemente requisitada para cantar Santuzza, personagem principal da ópera “Cavalleria Rusticana”, em diversos teatros brasileiros. Marilia obteve grande sucesso como intérprete da ópera “Condor”, do compositor brasileiro Carlos Gomes, nas Vesperais Líricas do Theatro Municipal de São Paulo, em 1982. Apresentou-se por uma última vez em óperas cantando a personagem da Princesa de Bouillon, na série Ópera do Meio-Dia, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no ano de 2000.  Foi uma conceituada recitalista de música erudita e sacra, tendo sido convidada para atuar na TV Tupi, nos “Concertos para a Juventude” da TV Globo e em cantatas e oratórios na Sala Cecilia Meirelles.

 

 

Foto 3 – Marilia Soren, mezzosoprano, como protagonista da ópera Sansão e Dalila“ de Camille Saint-Saëns, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1960.  
 Foto © Arquivo Soren




Estudou com o eminente organista Antônio Silva, professor catedrático da Escola de Música da UFRJ, realizando posteriormente na mesma instituição Curso de Alta Interpretação Organística ministrado pela renomada Gertrud Mersiovsky.

Marilia foi organista do concerto inaugural dos seguintes órgãos: Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro  (órgãos Hammond e Rigatto), Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil,  Igreja Presbiteriana de Madureira,  Colégio Santos Anjos em Vassouras, Capela do IGASE do Rio de Janeiro, Igreja Presbiteriana da Taquara, Quarta Igreja Batista do Rio de Janeiro, Igreja Evangélica Luterana do Rio de Janeiro, Igreja Anglicana do Redentor e reinaugurou os órgãos de tubos das igrejas luteranas de Juiz de Fora (MG) e de Petrópolis (RJ). Participou também, em 1955, como pianista no concerto de inauguração do grande piano de cauda Petrov da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.   

 

 

 

Foto 4 – Organista Marilia Soren durante um concerto ao grande órgão Tamburini da Escola de Música da UFRJ, em 1985. © Arquivo Soren 

 

 

 

 

   

 

Marília dedicou-se aos seguintes encargos como organista e regente: Organista e Regente Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (Coro João Soren e Coro da Igreja, hoje denominado Eclésia), Organista da Associação Coral Evangélica, Organista da Sociedade Excelsior de Arte e Cultura, Organista do Serviço de Rádio e Gravações da Casa Publicadora Batista, Organista Oficial do 10°. Congresso Internacional da Aliança Batista Mundial, Organista Concertista da Associação Brasileira de Arte e Cultura Artística de Petrópolis, Organista Concertista dos Festivais de Inverno de Ouro Preto (MG), Organista e Regente do Coro do Hospital da Aeronáutica, Organista da Igreja Presbiteriana da Usina e Organista e Regente Titular da Paróquia do Redentor – Igreja Episcopal Anglicana. Atualmente esse coro denomina-se Coro Marília Soren, prestando homenagem à memória de sua regente que atuou por 36 anos. 

 

  Foto5 - Coro Marilia Soren. Ela foi regente por 36 anos na Paróquia do Redentor - Igreja Episcopal Anglicana do Rio de Janeiro. Foto © Arquivo Soren


 
 
 
 

 

Foto 6 - Marilia Soren foi a organista no 10 °. Congresso da Aliança Batista Mundial, no Maracanã, em 1960.   Foto © Arquivo Soren

 

 

 

 

 

 

 

Recebeu o título “Melhor Organista do Ano”, em 1958 e 1959 consecutivamente, conferido pela “Crítica Musical do Jornal Batista” por suas atuações na denominação e em concertos públicos. Em 1960 foi distinguida como “a melhor amiga da Música Sacra”, não somente pela meticulosa escolha e execução de seu repertório litúrgico nos cultos da PIBRJ, como também pelo concerto inaugural do órgão Hammond do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Exerceu durante vários anos o magistério da Música, do nível básico ao superior, tendo sido convidada a proferir ciclos de conferências ilustradas sobre História da Música Brasileira e História da Ópera pela Secretaria de Assuntos Culturais do Ministério de Educação e Cultura. Lecionou no memorável 1º Instituto de Música Sacra, idealizado e organizado por Bill Ichter, em Recife, em 1964.  

 


Foto 7 - Corpo docente do 1º. Instituto de Música Sacra. Info: https://www.pastorjoaosoren.com/bill-ichter - Professoras Katherine Smith, Marilia Soren, Noemi Gonçalves e Elza Lakschevitz. Professores Fred Spann, Bill Ichter e Gamaliel Perruci.  O Prof. Davi Mein, ausente na foto, lecionou "A Música na Bíblia". Recife, 16 a 21 de março de 1964.  Foto © Arquivo Soren

 


Marilia Soren participou como cantora, pianista, organista e regente em cultos, ofícios religiosos, concertos, gravações, congressos e festivais de música em incontáveis atuações por todo o Brasil. Na Europa cantou em Madri, Roma e Bérgamo, atuando como organista em diversas igrejas e salas de concerto.  

Orientou com valiosos conselhos técnicos e conhecimento de repertório sacro a formação e ampliação instrumental do “Aulos”, conjunto de repertório sacro renascentista e barroco, atuante entre 1975 e 1990, que foi o impulso originário para a futura organização da Orquestra da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.

Estava sempre pronta para cooperar.  Irradiando felicidade cantava, tocava, ensinava e trabalhava técnica vocal com solistas e coristas, contribuindo desta forma no processo de solidificação e formação de novos coros evangélicos, fato até hoje saudosamente por muitos testemunhado.

Foi agraciada, entre outros títulos, com a Medalha de Confraternização da Confratex, por relevantes atividades exercidas em setores da música erudita, sacra, brasileira e cívica.                              

 
 Tomou posse em 1998 como catedrática da Academia Internacional de Música, com o Grau de Conselheira. Foto © Arquivo Soren, 2005

Marilia teve dois filhos os quais muito amou e se dedicou. Suray Sosa Soren, violinista da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e professora pioneira no Brasil do método de violino Suzuki Tropical para crianças. Amaru Sosa Soren, radicado atualmente na Alemanha, professor em Universidades na Europa, organista e maestro titular do Coro da Rádio Berlin-Brandenburg. Foi abençoada com três netos: William, Stephanie e Richard.

Quando cantava com sua voz de mezzosoprano, Marilia era fervorosa e ungida, possuía um timbre nobre, volumoso, emocionando sempre.  Ao órgão, além de executar obras dos grandes mestres, era capaz de improvisar em estilo clássico/sacro, não necessitando de partitura para acompanhar os hinos congregacionais, criava então modulações e cadências próprias para cada momento do culto. Foi uma regente muito amada e respeitada, pois conquistava logo a atenção de seus coristas através da forma contagiante pela qual transmitia a música divina que sentia.

Marilia Soren influenciou gerações de músicos hoje ministros de música, organistas, cantores, coristas, instrumentistas, educadores; passando adiante seus conhecimentos e estimulando-os sempre com palavras de encorajamento e fé cristã.  Chamava todos pelo nome e em seguida acrescentava “flor! menina! broto! garoto!” carinhosamente.

Em 2008 foi concebida a “Medalha Marilia Soren”, uma iniciativa de Jaime Hilário, diretor do programa de rádio “Encontro Coral”, com a finalidade de condecorar os dez músicos de maior destaque no ambiente musical evangélico do ano corrente.

Em seus últimos dias de vida terrena, quando devido a sua enfermidade, ela já não tinha mais forças para se levantar, mesmo com dores, pedia para ser levada até ao piano e tocava alguns hinos. Entre eles “A Cidade Santa”. E dizia então “me foram enviados por Deus esta noite...”.

Uma vida servindo a Deus, uma inspiração, um exemplo. Desde 1954, quando a jovem Marilia Soren pela primeira vez ofereceu seus dons no culto do Senhor, sempre de coração vibrante, sempre com reverência e humildade, até janeiro de 2007. Poucos meses depois ela foi chamada para estar na presença de nosso Deus. Foram 53 anos de dedicação de seus talentos ao altar do Senhor.

 “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e Ele tudo fará”  Salmo 37.5 - versículo bíblico que Marilia Soren escolheu para acompanhar a sua vida.

 Amaru Sosa Soren, seu filho – radicado atualmente na Alemanha, professor em Universidades na Europa, organista e maestro titular do Coro da Rádio Berlin-Brandenburg.

Publicação original e inédita cedida para Westh Ney Rodrigues Luz, para uso neste blog - Blogdawesth 

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Meu depoimento pessoal: 

 

 Biografia de uma mulher incrível. Talentosa, humilde, sorriso amplo e de uma dedicação sem limites aos amigos, família, igreja, música coral, órgão, ópera... Com seu sorriso amplo alcançava e abraçava todos. Nós nos amávamos. Postar sua história, enviada com exclusividade pelo único irmão que tenho e assim mesmo, não é de sangue - Amaru Soren me traz uma alegria de saber que temos sempre com quem contar na caminhada terrena. Nossos caminhos estão ligados há mais de 45 anos.(com toda a família). 


Com pastor Soren, PIB do Rio tem cerca de 60 anos. Laços de amizade são presentes de Deus para nós humanos, se assim nos permitimos. Minha casa tem o perfume, alguns livros, hinários, bijouterias, enfeites da Marília... tem crochés e bordados da D. Nicéia, sua mãe. Cada vez que coloco um deles na minha mesa o coração fica carregado de lembranças alegres e memoráveis. Algumas lembranças ficarão guardadas no coração em silêncio e nunca serão relatadas. Não interessa. Tem coisas que são importantes só para quem as viveu.


Lembrar do Pr. Soren ouvindo minhas indagações na sala iluminada por um abajour e respondendo calmamente depois de alguns minutos de silêncio... é de lavar a alma. Com ele tirei muitas dúvidas na organização do HCC em termos e classificações teológicas há 30 anos. Aliás, todos sentiam alegria e davam muitas opiniões sobre o HCC. Marília me deu hinários Luteranos, outros alternativos...
As sopas na mesa redonda da sala de jantar, a torta de morango, o sorriso comedido da D. Nicéia. Ela era mais moderna e contemporânea do que os jovens naquela mesa de refeição cheios de conceitos e questões fechadas. Ela não. 


Quando Marília chegava a casa inundava de sons e gargalhadas... Seu amor pelas pessoas se refletia no perdão e na compaixão que tinha por todos.
Olhando essa foto que abre o blog, vejo os traços fortes e a marca do sorriso na Suray e no Amaru, seus filhos. Está presente neles, a bondade e animação principalmente da  Suray Soren . Ai que saudades de todos!


É gente... a vida é pra ser vivida junto com as pessoas que amamos e que mesmo partindo para a eternidade deixam suas marcas em nós.


 Westh Ney Rodrigues Luz

  


 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Culto cantado - Hinos do Cantor Cristão

este culto foi elaborado pela MM Enaile Pereira, quando aluna do STBSB - Seminário do Sul usando as palavras de Cristo e hinos compostos ou traduzidos ou adaptados por Salomão Ginsburg. Foi realizado na capela dias 28/8/07 e 30/08/07
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PALAVRAS DE JESUS E O HINÁRIO CANTOR CRISTÃO

Processional, piano, adapt. CC 129 Bendita Luz (E. Hewitt/ Sweney)
Saudação

Leitura bíblica: Mateus 8.23,27; João 8.12
Dirigente: “Entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. De repente, uma violenta tempestade abateu-se sobre o mar, de forma que as ondas inundavam o barco. Jesus, porém, dormia. Os discípulos foram acordá-lo, clamando dizendo:
Homens: - Senhor, salva-nos! Vamos morrer!
Dirigente: Ele perguntou:
Mulheres: - Por que vocês estão com medo, homens de pequena fé?
Dirigente: Então Ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa bonança. Os homens ficaram perplexos e perguntaram: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?”
Todos: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

CC 129, adaptação - Bendita Luz (E. Hewitt/ Sweney)
HCC 318/406CC, trad. - Que alegria é crer em Cristo (Stead/Kirkpatrick)

Oração

Palavra sobre Salomão Ginsburg - seminarista Enaile P. de Souza

Leitura bíblica em uníssono: Mateus 16: 24,25
“Então Jesus disse aos seus discípulos: se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, encontrará”

CC 420, tradução - Servir alegremente (Crosby/Ira Sankey)
HCC 264, tradução - A mensagem do Senhor (William Ogden)
HCC 454/ 401CC, trad. - Eu sou de Jesus, aleluia! (Rowe/ Ackley)
HCC 456/487CC, trad. - Precioso é Jesus para mim! (Gabriel)
CC 337, duo Enaile e Hedelyn - Nada de desânimo (Martin/Gabriel)

Leitura bíblica: João 6. 5, 8,9, 10-a, 11, 12, 13-a.
Dirigente: “Levantando os olhos e vendo uma grande multidão que se aproximava, Jesus disse a Filipe: Homens: - Onde compraremos pão para esse povo comer?
Mulheres: Outro discípulo, André, irmão de Simão Pedro, tomou a palavra: - Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas o que é isto para tanta gente?
Dirigente: Disse Jesus: - Mandem o povo assentar-se. Então Jesus tomou os pães, deu graças e os repartiu entre os que estavam assentados, tanto quanto queriam, e fez o mesmo com os peixes. Depois que todos receberam o suficiente para comer, disse aos discípulos: - Ajuntem os pedaços que sobraram, que nada seja desperdiçado.
Todos: Então eles os ajuntaram e encheram doze cestos”.

CC 344, tradução - Aflito e triste coração (C.Martin/ Martin)
CC 339, tradução - Oh! Não consintas tristezas (C.Martin/ Martin)
CC 120, tradução - Louvai ao Senhor (M. Servoss/H. Palmer)
CC 168, tradução - Chuvas de bênçãos (Whittle/McGranahan)

Oração de intercessão

Leitura bíblica: Lucas 21. 1-4
Dirigente: “Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas. Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre. E disse: Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros. Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela da sua pobreza, deu tudo o que possuía pra viver”.

CC 295, tradução - Tudo entregarei! (J. DeVenter/ Weeden)
Leitura bíblica: Mateus 8. 38,39
Todos: “Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”

CC 288, adaptação - Perto do Senhor (F. Crosby /P. Palmer)

Oração de consagração

CC 303, tradução - Amor a Jesus (Feartherstone/Gordon)

Leitura bíblica: João 14.15, 15.4
Teologia: “Se vocês me amam,obedecerão aos meus mandamentos. Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar frutos se não permanecerem em mim”.

CC 465/301CC, tradução - Crer e observar (Sammis/Towner)

Leitura bíblica: João 15.12,14
Música: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos se fizerem o que eu lhes ordeno”.

CC 322 , adaptação - Ele valerá (A. Habershon/Harkness)

Leitura bíblica: João 17: 25,26
Pedagogia: “Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu te conheço, e estes sabem que me enviaste. Eu os fiz conhecer o Teu nome, e continuarei a fazê-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles e eu neles esteja”

CC 7, letra - Ao Deus de amor (Stebbins)

Leitura bíblica: João 14. 25-27
Dirigente: “Tudo isso lhes tenho dito enquanto ainda estou com vocês. Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse. Todos: Deixo-lhes a paz, a minha paz vos dou.
Dirigente: Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem tenham medo”.

Bênção
Recessional, cantado: CC 46, trad. Jesus me transformou (Rowe)
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Este culto aconteceu na capela dias 28/8/07 e 30/08/07 Piano: Francelias de S. e Silva, 3º M; Sadson Nasimento, 2º M/T; regente e liturgia: Enaile P. de Sousa, M; dirigente: profª. Westh Ney.

Música na Igreja – Função, coro, canto congregacional

Música na Igreja – vídeo feito para as mulheres da MCM, da Igreja Batista Itacuruçá.


domingo, 21 de junho de 2020

DUZENTOS ANOS DE FRANCES (FANNY) JANE CROSBY – parte I

 (Putnam, Nova Iorque, EUA, 24/03/1820 e Bridgeport, Connecticut, EUA em 12/02/1915)

                                                                                                 Westh Ney Rodrigues Luz

Os protestantes e os grupos religiosos chamados evangélicos comemoram este ano, em 2020, duzentos anos de nascimento da mais conhecida hinista da música sacra cristã. Poeta, professora, escritora e hinista. Usou mais de 200 pseudônimos e alguns narram ser uma decisão dos editores da época que não queriam repetir os muitos hinos dos mesmos autores/compositores para que não ficassem orgulhosos. Frances Jane van Alstyne é o seu nome de casada e aparece em alguns hinários, assinando alguns hinos. Em certa ocasião, ela e seu esposo tiveram um hinário rejeitado, pois os editores não queriam lançar um hinário de apenas duas pessoas. Escreveu de 8 a 9 mil hinos, além de milhares de poemas evangélicos, seculares, populares e patrióticos.
 

Fanny ao nascer, com seis semanas de vida teve seus olhos inflamados e um remédio danificou seu nervo ótico. Alguns livros afirmam que foi colocado um emplastro de mostarda nos olhos da nenezinha. Nunca mais enxergou. No mesmo ano seu pai faleceu e sua mãe foi trabalhar numa fazenda vizinha. Foi cuidada por sua avó que ensinou tudo que precisava. Descrevia para ela tudo que estava a sua volta, nas árvores, jardins e descrevia os animais cujo som ouvia. Ela a ensinou a decorar a Palavra e a orar. Decorava os Salmos com facilidade. Apesar da cegueira, sua marca foi sempre a alegria.

Mesmo sabendo os livros da Bíblia de cor, teve sua experiência de conversão aos 30 anos ao som do hino de Isaac Watts - Por meus pecados padeceu (HCC 190). Disse ela: “Minha alma inundou-se com a luz celestial”. Então levantou-se e exclamou: Aleluia! Aleluia! Assim entregou sua vida a Cristo. “Pela primeira vez entendi que estava procurando segurar o mundo em uma mão e o Senhor na outra”, disse a poeta.

Aos 38 anos casou com Alexander Alstyne, também cego, músicos e professor na mesma escola onde entrou como aluna e foi também professora. Tiveram uma menina que faleceu ainda bebezinho. Este foi um drama em sua vida. Seu marido ficou muito tempo em depressão

Entre todos os sentimentos e atitudes de Fanny Crosby, em primeiro lugar foi ser uma testemunha de Cristo. Falava sempre e em qualquer lugar do amor de Cristo e do seu perdão. Dedicou sua vida à uma missão em um bairro pobre em Nova York (The Bowery) com muitos bares, pessoas sem abrigo, alcóolatras e locais de prostituição. Ela considerava este trabalho o mais glorioso do mundo, pois dava oportunidade de amar e demonstrar esse amor. Amor é o que todas as pessoas precisam, assim se expressava. Este foi o seu ministério após os 60 anos e onde trabalhou por 25 anos. “Tenho me sentado ao lado de pessoas que tinham nenhuma esperança, entretanto quando o princípio do amor divino foi compartilhado com eles, derramaram lágrimas”, assim dizia.

Por se dedicar a essa missão, aos 76 anos se mudou para o bairro do Brooklin, NY, para ficar mais perto do local do envolvimento. Morava perto do músico Ira D. Sankey, o líder musical das campanhas de evangelismo de Dwight Moody. Nesta época se tornou amiga da Phoebe Palmer Knapp, a compositora da música do seu hino muito amado dos brasileiros - Que segurança sou de Jesus! (417 HCC)

Contribuiu com missões semelhantes. Trabalhou junto aos prisioneiros, aos imigrantes e pregava para eles. Foi conferencista em muitas igrejas pequenas e grandes e em lugares distantes, mas o objetivo sempre primeiro da sua vida era levar pessoas a aceitarem Jesus como Salvador e Senhor das suas vidas.

Seu coração bondoso e identificado com o “uns aos outros”, além de se identificar com tantas causas sociais como da causa feminista, dos imigrantes, escravos, pobres e moradores de rua, também serviu como enfermeira durante a epidemia de cólera em New York. Apesar de viver em um período de guerra e epidemia, Fanny Crosby era firme em Cristo. Ele era a sua segurança.

Foi a primeira mulher a se apresentar diante do Senado dos Estados Unidos, aos 23 anos, falando em defesa dos cegos recitando um poema. Apoiou Abraham Lincoln na causa abolicionista e escreveu hinos lutando contra a escravidão e também em defesa do movimento de emancipação feminina.  Mesmo famosa e amada por seus hinos continuava com sua vida simples, pobre e modesta, repartindo com os outros o que recebia.

Como pode alguém escrever tantos hinos? Uma mulher inspirada por Deus e que dele recebeu o talento especial de colocar em poesia/hino os sentimentos e conceitos profundos da Fé cristã. Começou a compor aos 45 anos. Ela diz que seus hinos eram ditados pelo Espírito Santo, sendo resultado de profunda meditação.

É considerada um dos maiores nomes entre os compositores cristãos e com seus hinos presentes em muitos hinários protestantes e em diversos idiomas. São amados por todos os cristãos, pois falam à alma narrando o cotidiano da vida e trazendo esperança e apontando Cristo como Senhor. Eles convidam à uma decisão falando da alegria de um relacionamento com Cristo. Falam do avivamento, do amor de Deus, segurança, contam a história da Salvação em Cristo, trazendo aos aflitos o anseio de um mundo melhor e ainda apontando para o céu.

O Cantor Cristão (CC) e Hinário pra o Culto Cristão (HCC) contêm 46 hinos, sendo 11 desses comuns aos dois. Há também 4 melodias novas no HCC para serem usadas com hinos da Fanny Crosby  - 277, 346, 347, 547.

Segue abaixo uma tabela comparativa com os hinos do CC e HCC, organizada por westh Ney Rodrigues Luz, com autor/compositor e título das melodias. Em vermelho o que está no CC.




 

No HCC – Hinário para o culto cristão (hinário Batista da CBB, 1990) temos 12 hinos, e onze deles estão presentes no CC, menos o 301, Remido, que pertence ao hinário citado. No Cantor Cristão (hinário Batista da CBB, 1891) temos 45 hinos – os 11 comuns ao HCC. Exclusivamente no Cantor Cristão temos 34. São eles: 43, 64, 116, 126, 128, 187, 196, 210, 212, 215, 224, 232, 235, 237,238, 255, 273, 288, 290, 309, 331, 356, 363, 370, 374, 420, 422, 435, 448, 450, 455, 471, 501, 503.

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Westh Ney Rodrigues Luz – Ministra de música, profª do Seminário do Sul (STBSB/FABAT), lecionando Culto Cristão, História da Música e Gestão da música na Igreja onde rege o coro masculino do Seminário do Sul. Membro da Igreja Batista Itacuruçá onde é regente dos Coro feminino Cantares. Formada em Licenciatura em Música (UFRJ), Bacharel em Música Sacra (Seminário do Sul), História (UGF) e pós-graduada em Artes(FIJ).
http://www.blogdawesth.blogspot.com/
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

MULHOLLAND, Edith B. Notas Históricas do Hinário para o Culto Cristão (HCC). RJ: JUERP, 2001. 494p. 


JACKSON, Samuel Trevena. Fanny Crosby’s Story of Ninety-four Years, New York, Revell, 1915, p. 33, in: Ruffin, Bernard, Fanny Crosby, Philadelphia, PA, United Church Press, 1976, p. 28.

CROSBY, Fanny Jane. Her eighty-sixth year. Livro autobiográfico. JAMES H. EARLE & COMPANY BOSTON MASSACHUSETTS; 1906, p.280 (Biblioteca pública de NY (1109781)


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Links:

 https://www.luteranos.com.br/textos/frances-jane-fanny-crosby-1820-1915

https://igrejadojubileu.wordpress.com/2016/02/23/fanny-crosby-uma-cegueira-iluminada/


http://www.euvosescrevi.com.br/minha-historia-minha-cancao-fanny-crosby/


http://www.prazerdapalavra.com.br/recursos/historia-do-cristianismo/14725-a-seguranca-de-fanny-crosby
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Texto em construção – parte I