terça-feira, 23 de maio de 2017

Hinódia Batista Brasileira: 5. Elza Lakschevitz (1933 - 2017)

                                                  por Westh Ney Rodrigues Luz, escrito em 2014 /maio de 2017.
 

Dados biográficos (uma parte) do boletim da liturgia do culto de gratidão (Igreja Batista Itacurucá) pela vida da querida de todos nós - Elza Lakschevitz.  Foi escrito por mim, sendo parte de uma monografia onde abordei sua vida, seus ensinos e parte de sua obra em 2014.

Elza Lakschevitz, carioca,  filha de Arthur Lakschevitz –  músico e professor leto – importante nos primórdios da música sacra evangélica no Brasil. Pianista, compositora, organista e regente formada pela Escola de Música da UFRJ, ex-professora e regente do Orfeão do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, da Escola de Música "Villa-Lobos", do IBER– Instituto Batista de Educação Religiosa e do STBSB - Seminário do Sul. Coordenou na FUNARTE, com o projeto Villa-Lobos um grande movimento coral no país, um marco.

Regente dos coros infantis – Curumins, do Theatro Municipal e do Coro Infantil do Rio de Janeiro. Regente de coros de igrejas, do Canto em Canto, da Associação de Canto Coral (ACC); diretora da Oficina Coral do Rio de Janeiro. Em 1988 recebeu da AMBB, o prêmio “Arthur Lakschevitz”. Em 2001, recebeu a medalha “Áster Artis” da Academia Evangélica de Letras do Rio de Janeiro.


Representou o Brasil como jurada de concursos internacionais de coros em geral e de coros infantis nos EUA e Europa, além de reger o Coro Infantil do Rio de Janeiro na Espanha e Portugal. Composições dedicadas para Elza, dos brasileiros Ronaldo Miranda, Vieira Brandão, Edino Krieger e Ernani Aguiar foram regidas e lançadas pela primeira vez no mundo musical por ela. Atuou em diversos cursos e congressos, com um expressivo trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Na Igreja Batista Itacuruçá, colaborou e formou um grande número de discípulos, criou coros (feminino, infantil, misto) criando belos arranjos e composições, deixando um legado para a música sacra evangélica no país com partituras editadas.

A vida da Elza fala por meio de todos que alcançaram seus ensinos, que tiveram oportunidade de cantar com ela, e que aprenderam sobre a arte dos detalhes com a mestra. Seus ensinos, direção, elegância, postura e esmero nos seus trabalhos estão marcados em todos nós, em toda a geração que aprendeu com ela e que com certeza fluirá de nós para os que alcançarmos.

No dia 16/08/08 aconteceu na Escola Nacional de Música da UFRJ a cerimônia de homenagem à professora Elza. Emocionante ver jovens que tinham sido seus coristas quando crianças, adultos que tinham sido seus jovens e que estavam ali para cantar juntos a música Cantares - letra de Valter Mariani e música de Ronaldo Miranda.

Elza – a esposa do Rui Xavier Assunção, a mãe do Eduardo e do Maurício, a avó da Sofia e Luiza, a sogra da Gisele deixa uma lacuna que nunca será preenchida, mas que deixará a marca da sua presença e amor entre eles e todos os familiares. Ela está nos braços do Pai. Ao Senhor Deus toda a glória!
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Posteriormente escreverei com mais detalhes.
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                                                                                      Westh Ney Rodrigues Luz, texto e foto (2008)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Despedida do Brasil do casal Sutton - Joan e Boyd

CAPELA do Seminário do Sul -
Uma raridade, este momento histórico da despedida do amado casal Sutton do Brasil quando da sua aposentadoria. Foi em 1992 .
Presença de ex-alunos, alunos, todas as Juntas, Comissão do HCC -
Nossa amada ex-profesora Ana Campelo Egger regendo o coro de ex-alunos na cerimônia.
 Este ano completou 50 anos no Coral Eclésia da PIB do Rio.
Neste vídeo tem Ivo Augusto Seitz,  Gladis Seitz, Jane Borges, Dona Hora Diniz Lopes, Leila Gusmão, Marilene Coelho, Hilce Santos, Rejane Luiza Martins, Noemia Marcelino, Ester Marcelino Hiram Rollo, Ebenézer Soares Ferreira, Urgél Lóta, Dione Pereira de Vasconcelos, Fausto Vasconcelos, Marluce Faria e tantos outros. O Coro cantou Brahms lindamente.
Eu estava lá. https://www.youtube.com/watch?v=OpdX27rPcFA



segunda-feira, 13 de março de 2017

O Brasil sempre foi a sua terra adotiva

Na madrugada do dia 12 de março de 2017, faleceu nossa querida amiga e dedicada mulher, Edith Mulholland, de insuficiência cardíaca. Seu amado esposo Dewey faleceu um ano antes. Durante os últimos anos, o casal Mulholland residiu em Pasadena onde atuaram com alegria e dedicação às coisas do reino.
 

Edith Brock Mulholland, bacharel em Religião e Música pelo Pasadena College, na cidade de Pasadena, Estado da Califórnia e pós-graduada em música na Universidade de San José, na Califórnia. Especializou-se em canto.  

A Associação dos Músicos Batistas do Brasil – AMBB - concedeu em 19 de janeiro de 1993, o “Prêmio Arthur Lakschevitz” para Dona Edith, na categoria “Músico Estrangeiro” por seus serviços relevantes à Causa de Deus no Brasil, por meio da música.

Ela e seu esposo, Dewey Martin Mulholland, um homem muito educado e atencioso e que sempre recebia um e-mail sempre me dando notícias da d. Edith (assim que todos a chamavam) vieram para servir ao Senhor no Brasil pela Missão Batista Conservadora, em 1951. Chegaram ao Brasil em 1952, e com eles um casal de filhos pequenos. Aqui mais dois nasceram. Timothy Mulholland, um dos seus quatro filhos foi reitor da UNB, importante universidade no Brasil


Trabalharam até 1974 no Piauí. Ali casal fundou e dirigiu o Seminário Teológico Batista do Nordeste em Floriano (PI),
De 1975 até 1994 (quando se aposentaram), no Distrito Federal. Fundaram a Faculdade Teológica Batista de Brasília, e Pr. Dewey foi reitor. Nossa querida Edith fundou e dirigiu o Departamento de Música da faculdade, ensinando tudo que era necessário, inclusive regência e dedicando-se à pesquisa hinológica. Tinha todas as suas anotações minuciosas e completas em fichas. Seu amor pela pesquisa levou-a à comissão do HCC, 1991. Segue abaixo o depoimento lindo da meiga e querida Edith. Nós, os que trabalhamos na Comissão do HCC, 1991, muito aprendemos e sempre estávamos juntos com D. Edith auxiliando o trabalho gigantesco que foi o Notas Históricas do HCC.

“Agradeço a DEUS por ter sido criada num lar onde música clássica, sacra e hinos eram parte fundamental na educação familiar. Aprendi muito com os hinos da nossa fé. Aos 11 anos de idade descobri o mundo da hinologia ganhando um hinário por recitar três estrofes de cem hinos.

Desde pequena as histórias dos hinos foram de grande inspiração para mim. Quando li pela primeira vez a comovente história do hino Amor, Que Por Amor Desceste (HCC 171) sofri com o autor sentindo-se isolado por sua cegueira. Recebeu esse hino do Senhor “quase palavra por palavra”. Sua mensagem confortou seu coração dolorido e deu-lhe coragem para viver. Enquanto eu lia, chorava com ele. Qualquer tristeza minha era pequena diante do sofrimento desse homem que estimulou a fé dos seus contemporâneos e que, através desse hino, ainda atende aos corações necessitados.

Decidi colecionar o maior número possível de histórias. Comecei a adquirir livros e formar uma biblioteca sobre hinódia e hinistas.

Quando cheguei ao Brasil com meu marido Dewey e nossos dois filhos, Timothy e Ann, (Marcos e Paulo nasceram nos três primeiros anos no campo) comecei a estudar os hinos amados pelos brasileiros. Comecei um fichário de todos os que contribuíram para a música sacra e hinódia brasileira. Esse fichário cresceu e logo incluiu milhares de itens, classificados por nacionalidade do hinista, compositor ou tradutor. Nesse tempo vi crescer o número de hinos e canções nacionais, com letras e ou músicas brasileiras.

Colecionei por muitos anos livros e artigos de pessoas que muito contribuíram para o meu conhecimento hinológico brasileiro. Destaco os nomes de Rolando de Nassau, Bill Ichter, Henriqueta Rosa Fernandes Braga, Marcílio de Oliveira Filho, Joana Sutton e muitos outros. Adquiri cópias da revista Louvor Perene e os trabalhos da missionária Lida Knight. O aparecimento da revista Louvor foi e continua sendo uma mina preciosa para mim. “

Marcilio de Oliveira Filho (in memoriam), pastor, ministro de música e compositor escreveu assim sobre Edith, quando do lançamento do livro Notas Históricas do HCC:

“Conhecer Edith Brock Mulholland foi um dos maiores presentes que recebi de Deus. Sua vida, simplicidade, conhecimento hinológico e simpatia na maneira de valorizar as pessoas se tornaram marcas muito fortes em todo o meu ministério.

Logo que nasceu a Associação dos Músicos Batistas do Brasil, Dona Edith se tornou sócia participativa. Anualmente estava nos congressos e sempre nos incentivava diante de tantos desafios que todos nós, músicos, sonhávamos para nosso país. Queríamos ver o povo brasileiro cantando com muito mais amor e paixão por Jesus.

Dona Edith nos mostrou também o quanto valorizava a música brasileira. Era impressionante seu interesse em aprender e ensinar as músicas dos compositores e poetas nacionais, divulgando nosso trabalho com os alunos da Faculdade Teológica Batista de Brasília, que por sua vez aprendiam a amar a canção brasileira e divulgavam pelas igrejas.

O que mais me impressionou na primeira vez quando visitei a residência de Dewey e Edith foi a organização e amor com que coletavam as informações hinológicas de tudo o que era cantado pelo Brasil. As famosas fichas de Dona Edith, os apontamentos diversos, seu coração pesquisador e sua paixão com que falava sobre os hinos e canções dos brasileiros faziam com que eu sentisse vida em tudo o que eles faziam.

Falar também sobre o pastor Dewey é muito importante neste momento, porque ele não somente foi o grande teólogo que os brasileiros admiram e aprenderam com suas aulas, mas também o maravilhoso marido e pai, avô muito carinhoso e incentivador. A obra de Dona Edith é muito rica e temos que agradecer por seu esposo que a apoiou e a encorajou. ”

Leila Gusmão e Magali Cunha, ministras de música e professoras na área ministerial, foram revisoras das Notas Históricas do HCC e membros da Subcomissão de letras do HCC, assim escreveram:

“A paixão pelo trabalho de pesquisa é que levou Edith Bock Mulholland a coletar dados, principalmente de brasileiros, e possibilitou a organização das Notas Históricas do Hinário Para o Culto Cristão, lançado num ano de vitórias quando como Denominação celebramos 120 anos no Brasil (os crentes de Santa Bárbara d’Oeste, 130), 100 anos do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e 25 anos da Revista Louvor.

Como revisoras das Notas Históricas do HCC, sentimo-nos honradas em poder conhecer antecipadamente este rico material hinológico - um trabalho primoroso onde vemos, em cada parágrafo, a personalidade doce, cuidadosa e detalhista de Dona Edith! A consciência da grande tarefa que tivemos em mãos foi que nos motivou a buscar cada vez mais a pesquisa, a atualização de dados, a revisão incansável dos documentos originais e na editoração, principalmente por se tratar de uma obra concluída há 10 anos”.


Meu coração, egoísta desejava que D. Edith ficasse mais tempo conosco, mas nosso Pai amado já a convocou. Desejo que todos conheçam pessoas bondosas, competentes que tem   escrito a nossa história como este casal.
Ao Senhor toda glória e louvor!
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Westh Ney Rodrigues Luz – Ministra de música e prof.ª de Culto Cristão, História da música, Gestão da música na Igreja no Seminário do Sul/FABAT. É membro da Igreja Batista Itacuruçá, Tijuca, Rio/RJ. É redatora da Revista de Música Louvor, da CBB, e regente dos Coros feminino Cantares e Hospital Evangélico, Tijuca, Rio
 

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MULHOLLAND, Edith Brock. Hinário para o culto cristão – Notas históricas. RJ: JUERP, 2001
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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Hinódia Batista Brasileira: 7. Waldenir Carvalho


Um dos pioneiros na publicação de música sacra evangélica importada.
 

Pensando nas produtoras que atuam hoje no mercado musical para as igrejas não poderíamos deixar de fazer menção sobre um dos pioneiros – Waldenir Carvalho, da W. Music. Começaremos com ele.  O material foi retirado do site da produtora –  http://www.clubedemusica.com.br/.  Graça e paz sobre sua vida que tanto fez e faz pela música sacra no país.


Quando Waldenir terminou seu curso de inglês, começou fazendo exercícios traduzindo hinos. Assim, com um bom número de hinos (2000) percebeu que poderia ajudar às igrejas. Até hoje são cantadas as suas primeiras traduções como Porque Ele vive, Há um doce Espírito aqui, Via Dolorosa e outras.

A AFE – Associação Fluminense de Educação, hoje UNIGRANRIO, fundada pelo excelente educador pastor José de Souza Herdy, pensou um Departamento de Música e em 1975 Waldenir Carvalho iniciou seu trabalho de publicação por 5 anos. Cantatas e publicações corais como Rei dos reis, Celebração da Páscoa, as séries Jubilai! e O som nosso de cada dia, foram muito cantadas nas igrejas nos anos 70 e 80. Após 42 anos ainda são executadas. 

Criou a Tempo Produções que representava no Brasil a gravadora americana, Word Records, organizou o Grupo Renascença e a Alfa Ômega, onde publicou muitas coletâneas, cantatas e musicais. Hoje a W. Music/Clube de Música – tem por meio do projeto Louvor & Vozes, organizado grandes encontros em diversas cidades e regiões do Brasil com lançamento de músicas para coros. 

Produziu gravações para a extinta e pioneira JUERP, dirigiu um coro de 20 mil vozes no Maracanã na cruzada Deus salve a família, no Maracanã, além de cooperar com as cruzadas do pr. Fanini. Também introduziu no Brasil o playback do musical Razão de viver e kits de ensaios para vozes
       
O site - http://www.clubedemusica.com.br/ – cita a influência da sua vida motivando muitas pessoas e entre elas Beto Silva e Vittor Borges que cantaram em um de seus grupos – o Renascença

Graças a Deus pelos sonhadores e idealizadores que vão plantando sementes de esperança com seus projetos.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Liturgias de Natal

No link da Igreja batista Itacuruçá podemos encontrar três liturgias para o Natal
http://www.itacuruca.org.br/files/boletins/2016/161211_BOLETIM.pdf





NA PLENITUDE DOS TEMPOS - CRISTO VEIO PARA SER UM DE NÓS.

Liturgia de Natal I Cantares I Igreja Batista Itacuruçá I Dom 11 dez 2016 I Culto1 ás 9h I Liturgia construída por Westh Ney Rodrigues Luz
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Processional, órgão
Ita em ação
Prelúdio, órgão


“Vindo, porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, para resgatar os que estavam debaixo da lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.” Gálatas 4.4 - 6

Canto 228 HCC    A Deus Demos Glória    (Crosby/Jones/Doane)
1. A Deus demos glória, com grande fervor;
seu Filho bendito por nós todos deu.
A graça concede a qualquer pecador,
abrindo-lhe a porta de entrada no céu.

Exultai! Exultai! Vinde todos louvar
a Jesus, Salvador, a Jesus, Redentor.
A Deus demos glória, porquanto do céu
seu Filho bendito por nós todos deu.


Canto 71 HCC               Nós Te Louvamos, ó Senhor Jesus 

                                       (Tucker/Fonseca/Williams)

1. Nós te louvamos, ó Senhor Jesus,
pois tu trocaste a glória pela cruz.
Que possa em nós brilhar a tua luz.
Aleluia, aleluia.

2. Tu nos mostraste tua compaixão,
e ao desgarrado deste tua mão.
Por tua morte temos salvação.
Aleluia, aleluia.

5. Que toda língua diga em teu louvor:
No céu, na terra. Cristo é Senhor.
E ao trino Deus cantemos com fervor:
Aleluia, aleluia..


Oração
Momento de fidelidade e gratidão, órgão


NA PLENITUDE DOS TEMPOS - 
CRISTO VEIO PARA SER UM DE NÓS.

Coro Cantares                     Um de Nós                    (Stella Junia)

Leitura bíblica 88 HCC - O Advento do Salvador - Is 60.1-3; 11.1-5; 40.3-5,10,11

Todos: Levanta-te, resplandece, porque é chegada a tua luz, e é nascida sobre ti a glória do Senhor. Pois eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti. E nações caminharão para a tua luz, 
e reis para o resplendor da tua aurora.

Coro Cantares Em silêncio Toda Carne (Stella Junia)

Todos: Então brotará um rebento do toco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

Coro Cantares                Deixou a Casa do Pai          (Stella Junia)

Dirigente: E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem decidirá segundo o ouvir dos seus ouvidos;

Todos: mas julgará com justiça os pobres, e decidirá com equidade em defesa dos mansos da terra. A justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins.

Dirigente: Eis a voz do que clama: Preparai no deserto o caminho do Senhor; endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus. Todo vale será levantado, e será abatido todo monte e todo outeiro; e o terreno acidentado será nivelado, e o que é escabroso, aplanado.
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Coro Cantares e Adolescentes           Menino Rei          (Stella Junia)
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Todos: A glória do Senhor se revelará; e toda a carne juntamente a verá. Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e a sua recompensa diante dele.
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Dirigente: Como pastor ele apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente.

Canto 92 HCC                 O Canto Angelical           (Sears/Willis)
2. Pairando sobre a terra estão os anjos a cantar
e sobre o mundo pecador derramam luz sem par.
Acima das tribulações da luta terreal,
proclama a vinda singular o canto angelical.

3. Enquanto aqui na terra estão os dias a passar,
os povos vivem sem amor, num mundo a guerrear.
Mas quando, enfim, reinar a paz, em glória triunfal,
dos salvos todos se ouvirá o canto angelical.

Oração de intercessão

Coro Cantares                  Eu Quero Cristo                    (Stella Junia)

Mensagem   Jesus, o sentido da história7 - Deus inaugurou seu reino, Mc 1.15
                                                                    Pr. Israel Belo de Azevedo

Canto 114 HCC  Veio a Este Mundo o Senhor Jesus (Morris/Pitrowsky)
1. Veio a este mundo o Senhor Jesus, veio nos libertar.
Foi rejeitado, morreu na cruz para nos resgatar.
Glória e poder no céu deixou, ingratidão na terra achou.
Tudo ele fez, pois nos amou, para nos resgatar.

Glória, glória demos ao Salvador,
glória, glória por seu tão grande amor.
Glória, glória! Temos a paz com Deus.
Glória, glória, vamos cantar nos céus.

2. Nosso castigo Jesus levou, veio nos libertar.
Tudo na cruz ele consumou para nos resgatar.
Quem entre nós já compreendeu todas as dores que sofreu,
a condição em que morreu para nos resgatar?

Oração e bênção

Poslúdio, cantado                    Menino Rei                (Stella Junia)

A grande promessa de Deus
Emanuel, Emanuel.
Veio reinar, o homem salvar
Emanuel, Deus conosco, Emanuel!

Recessional, órgão
...

A Igreja Batista Itacuruçá fica na Rua Barão de Corumbá, 49, Tijuca, Rio
Pode ser visto ao vivo ou gravado em 
https://www.youtube.com/c/itaonline?sub_confirmation=1 

domingo, 14 de agosto de 2016

Hinódia Batista Brasileira: 4. Manoel (*Manuel) Avelino de Souza (1886 /1962)


Manoel (*Manuel) Avelino de Souza, nasceu em 10 de novembro de 1886, em Santa Inês, BA. De família tradicionalmente católica, conheceu o evangelho em sua mocidade e, apesar da oposição familiar, foi batizado aos 20 anos na Igreja Batista de Olhos D'Água. Trabalhava como caixeiro viajante e revelava grande capacidade de comunicação. Manuel era auxiliar do pastor, ajudando-o nas pregações.  

Ajudou a fundar a Igreja de Betel em Santa Inês. Em 1907, ao participar da fundação da CBB, foi observado por Salomão Ginsburg e seu companheiro T.B. Ray, os quais o aconselharam a se preparar melhor para servir a Deus. Profeticamente, Salomão Ginsburg falou dele: “de certo conseguirá maiores coisas para o seu povo e para a causa batista”.

Seus patrões tentaram dissuadi-lo, mas sua convicção era grande. Seguindo sua chamada, cursou o Colégio e Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB), RJ, “tornando-se um estudante proficiente,formando-se com distinção”.

Durante seus estudos foi o auxiliar do Dr. Entzminger como evangelista na Primeira Igreja Batista de Niterói. Em agosto de 1917, foi consagrado ao ministério e assumiu o pastorado desta Igreja, pastorado que se prolongaria por 46 anos! Sob sua liderança, a igreja organizou dez novasigrejas e construiu dois templos.Em 1919 o Pr. Avelino casou-se com D. Eva. Tiveram 6 filhos: Newton, Samuel, Silvio, Agnaldo, Helena e Nicéa, todos muito conhecidos na obra do Senhor.“Nos anos 1923 e 1924, esteve no Seminário de Louisville, KT, nos Estados Unidos, especializando-se namatéria que iria ensinar no seminário, Homilética”.

Voltando para o Brasil, recebeu seu Ph.D. em Filosofia daFaculdade de Filosofia do Rio de Janeiro, em 1929.A liderança do Pastor Avelino foi muito importante na denominação batista. Serviu por muitos anos comopresidente da Convenção Batista Fluminense e da Convenção Batista Brasileira nos anos de 1918, 1928,1929, 1941, 1942 e 1945.

Professor de filosofia, homilética, teologia pastoral e outras disciplinas no STBSB, o pr. Manuel Avelinosempre ensinou com objetividade, com dados de sua própria experiência. Os seus alunos lembram com carinho daquele querido professor, com sua personalidade simples e cativante, subindo a colina do Seminário com energia e prazer, dia após dia, para ministrar suas aulas.

 O pr. Luiz Modesto Menezes, por ocasião do centenário do nascimento do pr. Manoel Avelino, falou da influência duradora do professor sobre o seu ministério: Aconselhava ele que deveríamos examinar as Escrituras com real interesse, à maneira bereana, ecom reverência e amor sob a luz do “espírito vivificante” - CRISTO JESUS - a chave-mestra do tesouro das Escrituras (....) que procurássemos, como ministros de Cristo, “ser fiéis despenseiros dacasa de Deus”, “despenseiros da multiforme graça de Deus”, “falando como estando entregando aspalavras de Deus”, “administrando segundo o poder que Deus dá” a fim de que, “em tudo Deus sejaglorificado por Jesus Cristo.” (Essas figuras ilustrativas ele nos apontava em 1Coríntios 4. 1,2; Tito1.7,9 e 1Pedro 4. 10,11).


O pr. Avelino também fundou o Colégio Batista de Niterói, que serviu diversas gerações daquela cidade.A contribuição do pr. Avelino à hinódia brasileira é indiscutível. Seus hinos geralmente nasciam para datasespeciais ou para outras necessidades específicas como a do hino Temos por lutas passado (HCC 502). Costumava dizer que não sabia música, mas era poeta e sabia escolher música para suas letras. Sabendoquais eram os hinários que as igrejas possuíam e a grande dificuldade em imprimir outras músicas, escolhiamúsicas destes hinários com o auxílio da sua querida esposa e colaboradora, D. Eva, ao harmônio. 
Assim, ele reconhecia, os instrumentistas poderiam tocá-los, e o povo podia cantar os seus hinos logo. 

O pr. Avelino preparou 29 hinos para o Cantor cristão, dos quais três foram adaptações e os demais, originais. Fez parte da comissão que preparou a revisão de 1958, dando de si sem se poupar. Embora a denominação não estivesse preparada para uma revisão tão completa naquele ano, a Comissão do HCC pôde aproveitar alguns dos seus hinos. O HCC inclui, além de número 251, os hinos: Eis a nova (296), Jesus, levaste a minha cruz  (304), Cristo amado (497), e o famosíssimo e amado Temos por lutas passado (502), que foi cantado no seu culto memorial.

 Perguntado pela autora: “Como é que o irmão descreveria o pr. Manoel Avelino em poucas palavras?”, um irmão que tivera o privilégio de ser uma das suas ovelhas, respondeu: “Um homem de fé!” O pastor Avelino faleceu no dia 27 de setembro de 1962, aos 76 anos de idade. O Dr. José do Reis Pereira, no seu artigo em O Jornal Batista , celebrando os cem anos do nascimento do pastor, disse assim: Um dos seus monumentos foi o majestoso templo da sua Primeira Igreja Batista de Niterói. Outros foram seus livros, seus hinos, sua família, sua atuação dedicada em tantas agências denominacionais como o Seminário, a Junta de Educação Religiosa e Mocidade, hoje JUERP, e a Junta Patrimonial. Dele se pode dizer, com fidelidade que “morto ainda fala”. Porque suas obras permanecem e testificam do grande valor de sua vida.

*Manuel - assim sempre escrevi seu nome. Sempre li assim em alguns documentos, hinos e nomes de ruas.
Fonte: Mulholland, Edith -  Notas históricas do HCC. Rio de Janeiro:JUERP, 2001, p.205